Dead Space é seguramente um dos melhores jogos de 2008. Não à toa, faturou nas categorias de melhor atmosfera e melhor design de som, na premiação feita por um site que é uma das maiores autoridades no assunto, o GameSpot. O game é tão denso que provocou em mim, o que há muito eu não sentia com esse tipo de experiência, medo.
E um outro grande fator, resposponsável pela densidade de Dead Space, é sua história. Tem clichês? Sim, mas duvido que diante de tal produção, você antecipe o que está por vir. Imprevisibilidade, como nos tempos do bom e velho Resident Evil original. A não ser que estejamos falando de sangue.
E claro, uma boa história, merece ser contada. Não importa a mídia. E a Image Comics, juntamente com o Newsarama, publicaram inteiramente de grátis, a primeira edição dos quadrinhos baseado em Dead Space. Warren Ellis (Planetary, Hellbalzer) assina o roteiro, contando eventos que se passam antes do game, mas ainda, na espaçonave Ishimura.
A série em quadrinhos foi originalmente lançada em fevereiro de 2008, e dividida em seis partes. Eu não sei dizer se disponibilizarão as outras edições, mas o mais provável é que isso aconteça. Lá fora, um encadernado já foi lançado. Agora é rezar para que também apareça por aqui, pois vale a gota. De sangue, claro.
Meu primeiro post de 2009, voltando de merecidas férias, e nada melhor do que fazer um balanço de 2008, um dos anos mais interessantes (do ponto de vista de um masoquista?) dos últimos tempos. Oito pequenos comentários sobre o ano que passou e um Black New Year atrasado para todos.
O israelense Yaniv Shimony, graduado em comunicação visual pela acadêmia de artes de Jerusalem, tem em seu portfolio, ilustrações que remontam a uma série de estilos e assuntos. Algo que há muito eu não via.
Não, você não leu errado. A Mattel, maior fabricante de brinquedos do mundo e responsável por Hot Wheels e Barbie, irá lançar uma série de sua marca de bonecas com a temática de Star Trek. Diferentemente da proposta da McFarlane Toys ou da Hot Toys, que é a de trabalhar no detalhamento, a idéia da Mattel é a de manter o estilo tradicional da linha Barbie.
Os bonecos (as) devem chegar ao mercado norteamericano em março - pouco antes da estréia da refilmagem, idealizada por J.J. Abrams - custando aproximadamente US$ 45. E serão baseados nos atores que fazem os personagens de Capitão Kirk, Spock (Zachary Quinto, mais conhecido como Sylar) e a tenente Uhura.
Em 1996, em comemoração aos 30 anos de Star Trek, a Mattel já havia relançado um set com os bonecos Ken e Barbie, como eles mesmos, porém, com a roupagem da clássica série. Imagens do produto final ainda não foram divulgadas, e embora inicialmente eu tenha desgostado da idéia, agora vejo como uma boa alternativa para introduzir o universo de Star Trek às crianças de hoje.
Tão certas quanto aquele beijo estalado de uma de suas parentes nesse período que passou, são as listas que surgem no final de cada ano. Eu geralmente não ligo, mas duas delas me deixaram com a pulga atrás da orelha. A primeira diz que Tyler Durden é o personagem mais memorável do cinema, mas como o tópico desse post será a música, vou dar atenção à lista da Planet Rock, que propõe a seleção das melhores vozes do rock, sendo encabeçada por Robert Plant.
Ok, Robert é uma lenda. Mas jamais, em nenhum universo sequer, pode ficar à frente de Freddie Mercury, Ian Gillan ou até mesmo Axl Rose. E nem de Guns n´Roses eu gosto, mas sim, é pessoal. Essa lista se tornou ainda mais famigerada por ter ganho uma menção no site da NME, o que tem gerado uma discussão acalorada. Não que a polêmica não fosse o motivo ou razão para ela existir, mas…
Cadê Eddie Vedder, onde está Thom Yorke, por onde anda Pat Benatar? Certamente, esses são apenas três exemplos que poderiam (e deveriam) figurar em listas como essa. Não quero nem me dar ao luxo de classificá-los, contanto que Robert Plant, por mais talentoso que seja, não desbanque Freddie Mercury ou James Hetfield.
Já que ando lendo Sandman e outras obras do mestre Neil Gaiman em lotes e até então, não havia comentado sobre a adaptação de Coraline para os cinemas, acho que a oportunidade de compartilhar minha expectativa com o filme nesse momento é bastante válida.
Desde que a conversão da obra do roteirista foi anunciada, em 2004, muito pouco - para não dizer nada - havia sido mostrado. Só no final de 2007, que Neil Gaiman divulgou uma prévia em seu site oficial. A direção ficou a cargo de Henry Sellick, conhecido por O Estranho Mundo de Jack, cuja animação vem ganhando relançamentos interessantes, por ser adaptado com uma técnica de filmagem que dá profundidade. E com Coraline, a mesma técnica está sendo usada e aperfeiçoada.
A animação estréia em 6 de fevereiro próximo, nos Estados Unidos, e conta a história de Coraline, que se muda para um apartamento com inúmeras portas, até conseguir destrancar uma que a leva a um mundo desconhecido, cheio de brinquedos e - cuidado com o spoiler - onde ela descobrirará se tratar de uma armadilha.
Já pensou em ouvir o que você escreve? Não necessariamente isso, mas o Drawdio, uma espécie de lápis com um sintetizador embutido, produz vários tipos de sons, à medida em que a escrita avança. Não é algo que vai mudar a sua vida, mas não dá para deixar de reconhecer a criatividade do invento.
E acredite se quiser, você mesmo pode construir o seu. O site Citizen Engineer vende kits com o que é preciso e instrui com vídeo, como montar uma série de coisas, entre elas, o Drawdio.
Meu primeiro contato com a maior estória contada por Antoine de Saint-Exupéry foi pela TV. Não me lembro ao certo, mas acordava bem cedo para assistir a um episódio qualquer de um príncipe que vivia em um pequeno planeta, dividindo-o com uma rosa e viajando por aí, tendo como transporte alguns cometas.
O Pequeno Príncipe é o livro francês mais vendido no mundo e em comemoração de seus 65 anos, um dos mais renomados quadrinistas franceses da atualidade, Joann Sfar, adaptou a obra de seu conterrâneo, levando-a para os quadrinhos. Uma importante revista literária do país, chegou inclusive, a considerar a adaptação como a melhor HQ de 2008.
Apesar dos olhos estilo mangá, o texto está praticamente intacto. Outro grande mérito de Joann Sfar foi inserir Saint-Exupéry como o aviador que narra a HQ, mostrando assim uma nova perspectiva do conto. O Pequeno Príncipe está custando em média R$ 35,00 e pode servir como uma excelente alternativa aos quadrinhos mais convencionais.
Por mais que o avanço da tecnologia de efeitos especiais esteja a favor do cinema, refilmagens de clássicos da ficção científica nem sempre são uma boa idéia. Mas, não é o mal que O Dia Em Que a Terra Parou aparenta estar submetido. Exibido em 1951, o filme do diretor Robert Wise, baseado no conto do escritor Harry Bates, foi um marco cultural, um filme cuja essência, era a de influenciar.
Carregado de mensagens políticas e filosóficas, O Dia Em Que a Terra Parou é um repúdio explícito à Guerra Fria. Do belicismo à corrida espacial, o filme aborda de maneira coerente (e quase messiânica) as questões que o formaram. E tal qual 1984, um romance à frente de seu tempo, visionário, o mesmo ocorre com o filme de Robert Wise, tanto que a refilmagem pode facilmente ser enquadrada no momento político em que o mundo está inserido atualmente.
Vide um teaser em referência a um certo presidente e o World Leaders Game que, por mais fácil e simples que seja, não deixa de ser ousado.
Keanu Reeves está no elenco, juntamente com a belíssima e talentosa Jennifer Connely; ambos estão sob a tutela de Scott Derrickson (O Exorcismo de Emily Rose). O filme, que eu assisti em sua versão original e pretendo estar na estréia desse para vê-lo, chegao ao Brasil no dia 9 de janeiro.
Crash foi um filme que causou muita polêmica. Tanto pelo roteiro de abordagem que explora o racismo e os estereótipos, quanto pela premiação pela acadêmia, que o preferiu ao filme de Ang Lee com Heath Ledger e Jake Gyllenhaal, no não muito distante ano de 2006.
No início dos anos 2000, Paul Haggis, roteirista e diretor do filme, havia proposto que Crash deveria seguir o formato de algo para a tv, leia-se, uma série. Mas ridicularizado por alguns, lançou-o anos mais tarde como filme, para então, depois de três Oscar, tudo mudar.
E sim, agora Crash foi convertido para a TV e estréia em janeiro nos Estados Unidos. Resta saber se será tão bom ou polêmico quanto o filme que o precedeu, ou se estamos diante de mais um caça-níqueis, pois de acordo com o metacritic, sua avaliação esbarrou em meros 42/100.