
O Superman é um dos personagens mais icônicos dos quadrinhos, e ultrapassa as barreiras do papel, tomando conta de boa parte da cultura pop. Praticamente todo mundo já ouviu falar do herói e, ainda, de sua origem: filho de cientistas desesperados com o fim de seu mundo é mandado para terra, onde é criado por um bondoso casal do interior dos Estados Unidos e se torna o “protetor da Justiça, Verdade e Modo de vida americano”. Esta história já foi contada inúmeras vezes, em praticamente todas as mídias. Qual seria, então, o interesse em mais uma versão de sua origem?
O Superman sofreu algumas reformulações em seus mais de 70 anos de existência nos quadrinhos, sendo a mais notável a realizada por John Byrne no final da década de 1980. Byrne simplesmente limou décadas de cronologia, apagando elementos vitais como a Supergirl, a cidade engarrafada de Kandor, e o passado do herói como Superboy, além de seu contato com os jovens integrantes da Legião. O péssimo trabalho do escritor canadense também influenciou em seus coadjuvantes, como Lex Luthor, que de cientista louco se tornou uma mera cópia do Rei do Crime, inimigo do Demolidor.
Com o passar do tempo, autores mais capacitados recuperaram Luthor, tornando-o um personagem mais interessante do que jamais fora, unindo suas duas facetas em um brilhante e inescrupuloso gênio do crime. Como fã da Era de Prata, e realizando o revival dos elementos desta época em vários personagens da DC Comics, Geoff Johns e outros escritores passaram a resgatar algumas coisas do passado do herói, o que teve seu ápice com a Crise Final, saga escrita por Grant Morrison que revalidou praticamente tudo que Byrne apagara.
Superman: Origem Secreta foi escrita por Johns e tem arte de Gary Frank, dupla responsável por alguns ótimos arcos da revista mensal do Homem de Aço, como Brainiac e A Legião dos Super-Heróis, e tenta resolver de uma vez por todas a confusão das inúmeras versões do Homem de Aço (para se ter uma idéia, alguns poucos anos antes, Mark Waid havia escrito uma nova origem, misturando elementos da visão de Byrne com outros da série Smallville, na mini Legados das Estrelas), reunindo itens dos quadrinhos, cinema e até televisão.
Assim, temos Clark conhecendo Lex ainda em sua infância em Smallville, a Legião, bem como várias outras passagens já sedimentadas, como a criação de seu uniforme, sua infância com Pete Ross e Lana Lang, o início de sua carreira no Planeta Diário e o primeiro encontro com Lois Lane, tudo explorando de uma nova e dinâmica maneira, praticamente apaixonante. Johns tenta responder velhas perguntas. “Porque Lois Lane se apaixonou por Clark?”, “porque ninguém nunca notou que o desengonçado jornalista e o grande herói são a mesma pessoa?”, “como um inexperiente repórter foi contratado pelo Planeta Diário?”
No Brasil, a minissérie será publicada na revista mensal do herói a partir deste mês de maio. É uma estratégia para alavancar as vendas do título, nesta fase de reestruturação da Panini Comics. Segundo um dos editores da casa, no fórum oficial da editora, mesmo com a ótima fase que o herói vem passando no país, capitaneada por James Robinson e Greg Rucka, as vendas estão péssimas, e a revista correria até mesmo risco de cancelamento.
Uma ótima leitura, recomendada para fãs e para aqueles que querem ingressar nos quadrinhos. De qualquer forma, minha origem preferida é aquela que é contada em apenas uma página e quatro frases na primeira edição de Grandes Astros: Superman, de Morrison.


concordo. Morrison é um monstro, grandes astros foi a melhor visão do super que já pus os olhos. sublime.
mas vamos conferir esse novo estudo. confesso que um lex luthor na infância me incomoda um pouco.
a melhor versão q já vi foi a da minissérie “entre a foice e o martelo” qd foi contada a história do que aconteceria se a nave do superman tivesse caído na união soviética. final surpreendente e lógica totalmente invertida a história toda. muito B
Eu detesto smallville e gosto da versão de Byrne, não gosto de cidades engarrafadasm, super girl, super dog, super cat, super-mouse e etc…
Na real mesmo, eu prefiro a concepção original de Siegel em que ele nem voa, mas “pula”.
E essa história do super alternativo soviético é legal, mas já esta antiga… a DC só produz lixo há anos, e essa foi uma rara exceção.
Eu não sei se o Super precisa de mais uma origem. O que ele precisa é ser aposentado: ja deu o que tinha que dar…