
Quando falei sobre Jimmy Corrigan, havia elogiado o trabalho da Companhia das Letras com os quadrinhos, afinal, ela tem trazido para o Brasil algumas das graphic novels mais interessantes da atualidade (ok, em relação ao restante do mundo, nem tão atuais assim). E já que Hollywood está convertendo Scott Pilgrim para os cinemas, nada mais justo do que lermos algumas de suas aventuras por aqui. Antes do filme.
Scott Pilgrim é o típico anti-herói. A princípio, ele não tem uma boa qualidade sequer. É preguiçoso e desempregado, que vive às custas de seu colega de quarto (Wallace, um dos melhores personagens que já inventaram) e se orgulha de viver o que considera como a preciosa vidinha de Scott Pilgrim. Mas Scott tem uma banda e um histórico nada convencional como colegial, e isso, é mais do que suficiente para que você passe a simpatizar com ele.
Entre uma partida de videogame e ensaios com a banda, Scott verá sua vida virar de cabeça para baixo após conhecer Ramona Flowers, a única entregadora da Amazon em Toronto. E é com Ramona que se percebem os momentos mais inspiradores de Scott Pilgrim, os quais, muitas vezes, são pontuados pelo grande mistério da trama, envolvendo a liga formada por seus sete ex-namorados (incluindo uma garota).
Os traços são simples, porém originais e incrivelmente belos. Bryan Lee O’Malley mostra ter sofrido influências orientais, tanto por conta de sua técnica empregada nos desenhos, quanto pela escolha do preto e branco. Ele ainda se mostra um exímio escritor e conhecedor da cultura pop em seu mais amplo espectro, interferindo na estória por meio de referências que vão de Final Fantasy a X-Men. Gênio.
Agora, após ler Scott Pilgrim: Contra o Mundo, que é a primeira de três partes da história desse canadense indolente, só tenho mesmo de aguardar ansioso pelo filme, estrelado por Michael Cera. Ah, vale também fazer menção ao formato, acabamento e preço do livro. Pelo conteúdo que se leva, essa média de R$ 35,00 me parece ser de excelente custo x benefício.


CONCORDO!!!!!!
Nao sei da versão em português, mas no original são 6 volumes, sendo que o sexto ainda está para ser lançado. Tb é esse p motivo pela qual o final do filme foi escrito especialmente para ele e não necessariamente vai ser o mesmo do próximo livro.
Scott Pilgrim não é a “opus magma” da 7ª arte como anda se falando por aí, mas é divertido e cativante. Engraçado não só pelas situações em que o protagonista se mete, mas principalmente pelas inúmeras referências à cultura pop. Num paralelo meio estranho, é o equivalente moderno a um filme do Woody Allen dos anos 70, cheio de descontruções do próprio meio (em Scott Pilgrim o personagem volta e meia fala sobre estar em uma história em quadrinhos), e um humor recheado de auto-ironia.
Dudu, pelo o que parece, por aqui, a Companhia vai lançar a série em três volumes.
Pois e Jason, não é um Watchmen ou Sandman da vida, mas é excelente à sua própria maneira. E acho que cumpre bem o seu papel enquanto série cômica, pontuada por diversas situações engraçadinhas, daquelas que te fazem expôr um sorrisinho. Não é?
Claro, Scott Pilgrim tem o seu valor. Aliás, a obra já tá minha coleção – junto com Watchmen e os Sandman da vida inclusive. Hoje terminei de ler esse primeiro volume, rindo muito a cada página. Pena que o próximo número vai demorar um tempinho. Mas tem outras coisas boas pra ler enquanto isso.
Luiz, outra referência: As inicias de Scott Pilgrim são SP, as mesmas que ele usa na sua camisa. Mas a referência para isso é Smashing Pumpkins (SP).
No filme isso ficará muito mais evidente, usando não só a camisa típica dos Pumpkins (SP num coração) como também a famosa camisa ZERO do Billy Corgan.
Não sei se terá alguma música da banda no filme, mas é muito provável.
Abraços, Luizin!
Fala Dog! Mas que milagre ver o senhor por aqui, não quer entrar e tomar uma xícara de café? haha. Então cara, Scott Pilgrim é cheio de referências e essa ao Smashing está entre as mais sensacionais. Ainda não sei quais serão as trilhas do filme, só sei que, como já disse por diversas vezes, trata-se do filme que eu mais aguardo nesse ano.
Volte sempre meu caro.
E valeu pela participação!
[...] “A Preciosa Vidinha de Scott Pilgrim” e “Contra o Mundo” e, claro, fomos só elogios a uma das melhores histórias dos últimos [...]