Arquivo para o mês junho de 2010

29jun Felipe Pinheiro

Harry Potter e as Relíquias da Morte

 

Harry Potter e as Relíquias da Morte

Sem querer criar qualquer comparativo de qualidade ou inovação, o início dos anos 2000 não só ficará marcado por Lost, mas por um evento da cultura pop de bem maiores proporções. É inegável, a despeito de qualquer crítica de originalidade ou qualidade retórica, que J. K. Rowling criou, ao longe de sete livros, uma narrativa envolvente, que acompanhou o crescimento da atual geração, com um herói que, apesar de representar o estereotipo clássico, e um vilão, que era nada mais que puro mal encarnado, nunca apresentaram-se unidimensionais, além de um bom grupo de coadjuvantes.

A Warner, percebendo o que tinha em mãos, criou uma série cinematográfica como poucas. Embora tenha produzido filmes medianos nas duas primeiras adaptações, já apresentava uma escolha pela qualidade, ao trazer um grupo que representava o melhor da interpretação britânica. Aos poucos, novos e inventivos diretores, uma trama mais madura, e a surpresa de atores-mirins que cresciam e demonstravam poder acompanhar o nível imposto por Alan Rickman, Maggie Smith, Gary Oldman e Helena Bonham Carter, só para citar alguns. Mesmo que se diga que Harry Potter é apenas um produto de entretenimento, poucos tiveram tanta qualidade e respeitaram leitores e a inteligência de eventuais espectadores.

Todas as atenções se voltam, então, para os dois longas que adaptam o último livro da série. Não há exagero no primeiro trailer, publicado ontem, que os define como o evento de uma geração.

Com Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint e Ralph Fiennes e direção de David Yates, Harry Potter e as Relíquias da Morte, partes I e II estréiam, respectivamente, em 19 de novembro de 2010 e 15 de julho de 2011.


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28jun Felipe Pinheiro

Peter Jackson e o Hobbit

 

Os esperados longas que pretendem levar O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, estão passando por problemas “gillianescos“. Anunciado que Peter Jackson seria seu produtor, em uma produção da MGM, após anos de incerteza, devido à disputa de Jackson com a New Line/Warner pela participação nos lucros da trilogia Senhor dos Anéis. Muitos fãs do trabalho de Jackson no universo Tolkiano ficaram ainda mais felizes com os boatos, depois confirmados, que Guillermo Del Toro assumiria a direção, trazendo sua particular e elogiadíssima direção de arte para um projeto que é bem menos épico, e ainda mais fantasioso, que a saga de Frodo Bolseiro. Somando-se à volta mais do que assegurada de sir Ian Mckellen só ótimas notícias, certo?

Errado!

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28jun Felipe Pinheiro

Os mutantes de Morrison e Whedon

 

New  X-men

Boas notícias para os fãs brasileiros de duas das melhores (se não As melhores) fases dos X-Men. Durante muito tempo, a Panini Comics, que publica os personagens Marvel no Brasil, parecia adotar uma política de lançar o mais número possível de séries em encadernados, sem, no entanto, terminá-las. O cenário parece estar se modificando, pois, com o sucesso de vendas da linha Vertigo, a Panini tem dado continuidade aos livros que publica pelo selo: Y, o Último Homem, Fábulas e 100 Balas já ganharam continuações, e o mesmo irá acontecer com o “amaldiçoado” Preacher. Além do mais, a editora parece estar mais cautelosa e propensa a ouvir os pedidos (e críticas) de seus consumidores.

É aí que entram os estudantes (agora professores!) da Academia Xavier para Superdotados. New X-men, a controversa fase de Grant Morrison à frente do título mutante já teve dois encadernados publicados no Brasil: “E de Extinção”, em 2007, e “Imperial”, já em 2009. Foi, então, anunciada a publicação de “Novos Mundos”, que, com 365 páginas, reúne duas e meia coletâneas americanas (o que equivale ao “New X-men Ultimate Collection”, volume 2). Desse modo, apesar de despadronizar (e bastante) a coleção de seus leitores, fica clara a opção da Panini de acabar o quanto antes com a série (assim, faltariam apenas mais 13 edições originais, que poderiam ser publicadas em mais um encadernado).

Já a elogiada Surpreendentes X-men, de Joss Whedon e John Cassaday teve um encadernado lançado, “Superdotados”, com os dois primeiros arcos produzidos pela dupla. A Panini parecia querer publicar uma nova edição no início de 2010, contendo o arco seguinte, o que quebraria a versão americana (que publicou os dois últimos arcos). Fãs ficaram revoltados e a editora voltou atrás. Correm boatos de que um encadernado, aos moldes do original, será publicado ainda este ano, terminando mais esta fase, que é presença obrigatória na biblioteca de qualquer admirador de boas histórias de super-heróis.


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25jun Luiz Jeronimo Stamboni

Toy Story 3

 

Não vejo forma melhor de começar esse texto do que dizer: A Pixar conseguiu. De novo e de novo. E assim, seguindo a tendência, deverá ser para o todo o sempre. Amém! Devem ser abençoados aqueles que têm o privilégio de figurar entre os profissionais dessa conceituada empresa. Pois sua sabedoria, certamente não é terrena, é uma dádiva. Toy Story 3 não é um milagre, mas sim, uma obra tão magnífica quanto a criação de todas as coisas mais belas.

Mas que parágrafo recheado de demagogia barata. Talvez seja isso mesmo que você esteja pensando agora. Mas isso é Toy Story, seu legado, sua história, e mais, minha admiração. Toy Story 3 é o clímax criativo dessa equipe que desconhece limites. Filme após filme, a superação de suas idéias se torna evidente. Toy Story 3 é a soma de tudo o que a Pixar já fez de melhor, só que, melhor. Do primor técnico visto em Wall-E, da balbúrdia de emoções que é Up. Da genialidade de Procurando Nemo ao respeito pela própria franquia Toy Story. Woody, e até mesmo Andy, nunca estiveram melhor.

O que conceitualmente seria para crianças é, assim como Onde Vivem os Monstros, um tapa na cara da responsabilidade. (Por favor, subentenda o trecho anterior como sinônimo para a fase adulta e suas perturbações). Amor, respeito e carinho tomam formas aqui, como quando… bem, veja por si mesmo.

Temos em Toy Story 3 o desfecho da série. E final melhor não há. E desde De Volta para o Futuro que não vejo uma trilogia tão consistente, importante e acima de tudo, surpreendente. A narrativa é digna de Oscar, por isso, não se espante se dessa vez uma animação ganhar o título de melhor filme do ano. E se assim o fizer, a academia estará mais precisa do que nunca.

Ao infinito… e além. Perfeição existe. E no cinema, ela atende pelo nome de Toy Story 3.


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25jun Luiz Jeronimo Stamboni

Bush

 

Bush está entre aquelas bandas que alcançaram determinado sucesso nos anos 90. Não foi um Pearl Jam, muito menos um Nirvana, mas marcou época com canções como Machine Head, Glycerine, Swallowed, Cold Contagious e The Chemicals Between Us, entre algumas outras. Seu segundo álbum, Razorblade Suitcase, é um dos que mais tocam no meu iTunes.

E eis que agora, depois de nove anos, Gavin Rossdale anuncia o retorno do grupo. E fez da melhor maneira possível, apresentando uma nova música e já comentando sobre o novo disco. Everything Always Now tem previsão para ser lançado em agosto, um mês depois do retorno do Bush aos palcos. Afterlife, a primeira música liberada, já pode ser ouvida no próprio site da banda.

Um retorno e tanto. Longa vida a Gavin Rossdale e sua intrépida trupe.


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23jun Felipe Pinheiro

Hotsite da DC Comics

 

Em sua dita “revolução”, a Panini Comics (editora brasileira que publica os quadrinhos das grandes americanas, Marvel e DC), prometeu um novo site, “revolucionando” (e como essa palavra foi usada em vão) o seu antigo, que era completamente amador e fonte de inúmeras reclamações por parte dos leitores. Novo site, novas reclamações. O que deveria ser bastante acessível e trazer todas as informações que os leitores queriam ou precisavam estava bem longe do prometido.

Eis que, ontem, foi lançado um novo hotsite em comemoração aos 75 anos da DC Comics (lar de Superman, Batman, Lanterna Verde e companhia), que é justamente o que os leitores almejavam quanto ao portal anterior. Ou seja, conserta-se o erro que deveria ter consertado o erro anterior (não é simples, mas nada com a Panini é simples). Um site quase completo, que traz informações e histórico dos títulos mensais publicados atualmente, incluindo resumos dos mais importantes arcos de histórias anteriores, checklists, resumos sobre autores e desenhistas, biografias de personagens e uma promoção para escolha de histórias que devem compor os especiais pelo aniversário da editora americana (promoção “Você é o Editor”).

Embora a publicação dos títulos da DC no Brasil ainda esteja longe do ideal, com ótimas séries como Poderosa, Patrulha do Destino e R.E.B.E.L.S. ainda ignoradas, os leitores não estão sendo totalmente esquecidos. O que é bom para eles também é para a Panini. Já que a cronologia da DC não é lá a coisa mais fácil em ser acompanhada, um site neste moldes pode ajudar bastante o leitor novato ou que retorna às hqs, o que, obviamente, significa mais vendas à editora.

(Este não é um publieditorial. Dificilmente a Panini nos pagaria para anunciar algo deles junto a tantas críticas. A editora faz coisas bastante elogiáveis, mas outras tantas criticáveis, afinal.)



 
21jun Felipe Pinheiro

Kick Ass

 

Kick-Ass

O cinema dos anos setenta e oitenta é marcado pelos protagonistas durões, e que não se cansavam de apanhar, como John McClane, Rocky Balboa e Sarah Connor, enquanto os anos noventa começaram com a violência artística de Quentin Tarantino e os anos 2000 foram preenchidos pelas comédias indie, como Superbad, e adaptações de quadrinhos de super-heróis. Sem grandes pretensões, o divertidíssimo Kick-Ass: Quebrando Tudo (título nacional que remete aos clássicos da Sessão da Tarde) reúne elementos típicos de grandes sucessos do cinema jovem das últimas décadas e continua a explorar o lado psicológico dos heróis dos quadrinhos, com um adicional: seus leitores também vão para o divã.

Série criada por Mark Millar e John Romita Jr, Kick-Ass traz a história do jovem e inseguro Dave Lizewski, um fã de quadrinhos de super-heróis que decide ter aquela que pode ser a idéia mais brilhante ou a mais idiota de todas: se  tornar, ele próprio, um herói. Sem ser capaz de grandes proezas físicas ou intelectuais, ou mesmo de chegar perto da garota por quem é apaixonado (a não ser fingindo ser o amigo gay dela!), Dave decide vestir um colante colorido e combater o crime, algo que não é tão fácil quando os bandidos não são os abobalhados falastrões dos gibis. No meio de sua “jornada heróica” (com muita ênfase nas aspas, por favor), o “vigilante” (aspas, novamente) Kick-Ass encontra com o Big Daddy e a Hit-Girl e, se até aquele momento só o frágil Dave havia sangrado, a bandidagem irá lhe acompanhar.

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20jun Philip Shin

Chobits

 

Num futuro não tão distante, humanos e andróides interagem nos mais diversos níveis da sociedade. Não, não o android 2.0, mas um tipo de andróide que vimos em Animatrix. Um que pode imitar quase todos os trejeitos e nuances do ser humano e ainda assim ser uma das maravilhas da tecnologia moderna. Depois da invenção da pizza que cresce no re-hidratador e do capacitor de fluxo. Great Scott!

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18jun Luiz Jeronimo Stamboni

Resumo da E3: Sony

 

Esperava-se muito da conferência da Sony. Pena que essa mesma expectativa não tenha sido superada. E olha que a gigante do entretenimento teve algo muito positivo a seu favor, o fato de ter ficado com o último espaço na agenda da feira. Depois de ter visto a Microsoft vislumbrar com seu Kinect, ter acompanhado o triunfo saudosista da Nintendo, restava à Sony apostar todas as suas fichas em sua apresentação. Pena que essas fichas eram um tanto quanto limitadas.

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18jun Felipe Pinheiro

José Saramago

 

José Saramago

Clarice, Machado, Fernando, José, Aluísio, João, Jorge… Ai daquele que falar que nossa literatura é pobre. Ultrapassando-se a barreira do preconceito, adquirindo-se um tanto de maturidade e ignorando aqueles que veneram o mago pseudo-escritor, a língua portuguesa, de Brasil a Portugal, passando por uma infinidade de pontos africanos, tem escritores extraordinários e obras belíssimas. Mas, digo sem pestanejar, minha admiração sempre foi incondicional a um destes mestres da boa prosa: o português e Nobel da literatura, José Saramago.

Em sua página oficial, jaz o comunicado que o escritor faleceu nesta sexta-feira, 18 de junho, aos 87 anos, devido a uma múltipla falha nos órgãos. Estava junto à sua família, despedindo-se de forma serena e tranquila.

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