
Sem querer criar qualquer comparativo de qualidade ou inovação, o início dos anos 2000 não só ficará marcado por Lost, mas por um evento da cultura pop de bem maiores proporções. É inegável, a despeito de qualquer crítica de originalidade ou qualidade retórica, que J. K. Rowling criou, ao longe de sete livros, uma narrativa envolvente, que acompanhou o crescimento da atual geração, com um herói que, apesar de representar o estereotipo clássico, e um vilão, que era nada mais que puro mal encarnado, nunca apresentaram-se unidimensionais, além de um bom grupo de coadjuvantes.
A Warner, percebendo o que tinha em mãos, criou uma série cinematográfica como poucas. Embora tenha produzido filmes medianos nas duas primeiras adaptações, já apresentava uma escolha pela qualidade, ao trazer um grupo que representava o melhor da interpretação britânica. Aos poucos, novos e inventivos diretores, uma trama mais madura, e a surpresa de atores-mirins que cresciam e demonstravam poder acompanhar o nível imposto por Alan Rickman, Maggie Smith, Gary Oldman e Helena Bonham Carter, só para citar alguns. Mesmo que se diga que Harry Potter é apenas um produto de entretenimento, poucos tiveram tanta qualidade e respeitaram leitores e a inteligência de eventuais espectadores.
Todas as atenções se voltam, então, para os dois longas que adaptam o último livro da série. Não há exagero no primeiro trailer, publicado ontem, que os define como o evento de uma geração.
Com Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint e Ralph Fiennes e direção de David Yates, Harry Potter e as Relíquias da Morte, partes I e II estréiam, respectivamente, em 19 de novembro de 2010 e 15 de julho de 2011.










