28jun Felipe Pinheiro

Peter Jackson e o Hobbit

 

Os esperados longas que pretendem levar O Hobbit, de J. R. R. Tolkien, estão passando por problemas “gillianescos“. Anunciado que Peter Jackson seria seu produtor, em uma produção da MGM, após anos de incerteza, devido à disputa de Jackson com a New Line/Warner pela participação nos lucros da trilogia Senhor dos Anéis. Muitos fãs do trabalho de Jackson no universo Tolkiano ficaram ainda mais felizes com os boatos, depois confirmados, que Guillermo Del Toro assumiria a direção, trazendo sua particular e elogiadíssima direção de arte para um projeto que é bem menos épico, e ainda mais fantasioso, que a saga de Frodo Bolseiro. Somando-se à volta mais do que assegurada de sir Ian Mckellen só ótimas notícias, certo?

Errado!

Sucederam-se disputas autorais com os herdeiros de Tolkien, a quase-falência da MGM (o que levou à deriva a série 007 e vitimou bastante O Hobbit), que só conseguiu levar os longas à frente (aos trancos e barrancos) com uma boa ajuda da New Line/Warner. Com as gravações sendo atrasadas mês após mês, Del Toro, que estava há um bom tempo aprofundado na produção dos filmes e ficaria ainda um outro tanto na Nova Zelândia, decidiu abandonar o barco, alegando que seus projetos (inúmeros) projetos pendentes não poderiam ficar à mercê dos problemas financeiros da MGM.

A versão oficial é que seria uma pena não trabalhar mais com o casal Jackson (a esposa de Peter trabalha no roteiro e na produção, assim como em Senhor dos Anéis). Extra-oficialmente, comenta-se que a relação dos três não era assim tão estreita e estaria havendo a velha “diferença artística” (e, do lado daqui, a gente finge que acredita e espera ver qual das quinhentas promessas de novo filme o Del Toro vai cumprir).

Quem substituiria Del Toro? Logo se pensou em Jackson, que disse estar impossibilitado por sua carga de trabalho como produtor. Então, cogitou-se o novo protegido de Jackson, o sulafricano Neil Blomkamp. Porém (e com aquele ar de “fodeu geral” pairando no ar), os representantes do cineasta informaram que ele estava completamente envolvido com sua próxima ficção científica, Elysium. Sem ter para onde correr, a MGM e a Warner decidiram apelar novamente para Jackson e, segundo o confiável (quase sempre) Deadline, parece estar tudo certo para ele aceitar.

Claro que Jackson não iria querer perder meses de trabalho com pré-produção ou deixar o Hobbit ser comandado por algum péssimo diretor (o resultado poderia prejudicar, inclusive, o próprio Senhor dos Anéis), mas fica meio claro que,  para poder dobrar um pouco o cineasta, a MGM/New Line/Warner deve ter aberto (e muito!) os cofres. A pergunta é se veremos o ex-gordo em sua plena forma (certo, trocadilho sem graça) como em SdA e King Kong, ou o magrelo Jackson responsável pelo péssimo “Um Olhar do Paraíso”.

E você achando que a primeira fase da Copa estava complicada, hein?



 

Um comentário para “Peter Jackson e o Hobbit”

  1. [...] de uma grande lista de problemas, sendo o mais recente o boicote do sindicato de atores da Nova Zelândia (boicote esse que já foi [...]

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