Arquivo para o mês julho de 2010

30jul Felipe Pinheiro

Nas Montanhas da Loucura

 

Guillermo del Toro

Desde que Guillermo del Toro abandonou as filmagens de O Hobbit, ficou a dúvida de qual seria o próximo projeto do cineasta. Não que lhe faltassem convites ou idéias para um novo filme. Ao contrário. O diretor havia anunciado o desejo por tantos projetos (Hellboy 3, Frankstein, O Médico e o Monstro…) junto à Universal (com quem tem um contrato de prioridade) que ficava a dúvida de qual seria seu preferido, ou o mais viável comercialmente para o estúdio.

Segundo o Deadline, a escolha foi feita, especialmente pelo apoio de um produtor conceituado (o senhor James “grandes bilheterias” Cameron) e del Toro irá dirigir “Nas Montanhas da Loucura”, adaptação de uma obra de H. P. Lovecraft. O conto de terror, como não poderia deixar de ser quando se trata do soturno escritor norte-americano, se passa em 1930 e acompanha um grupo de jovens estudantes em uma expedição no Pólo Sul, onde encontram (e despertam!) seres milenares e maldosos, que podem ser os pais de toda a raça humana.

Prato cheio, portanto, para os visuais elaborados do diretor mexicano. Será que teremos mais uma parceria com o performático Doug Jones (Hellboy, O Labirinto do Fauno)? “Na Montanhas da Loucura” será gravado em 3D, e suas filmagens devem começar em 2011.


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30jul Felipe Pinheiro

Holy Terror de Frank Miller

 

Batman

A notícia tem a maior cara de ser resultado de algum veto da DC Comics. Em entrevista ao LA Times, Frank Miller anunciou que Batman não enfrentará mais o Al Qaeda. Como assim?

O Quadrinhista está trabalhando na graphic novel Holly Terror (no estilo horizontal de “300″), onde o herói enfrentaria terroristas no Afeganistão. Enfrentaria… já que o vigilante será substituído por um novo personagem, The Fixer, um soldado das forças especiais americanas que Miller considera ser uma alma menos torturada que o Homem-Morcego, mas que acabará matando mais de cem inocentes durante sua história (!).

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29jul Felipe Pinheiro

Thor

 

Thor

“Ah é? E o meu deus tem um martelo!” disse Nick Fury em Invasão Secreta, que foi uma das piores séries que a Marvel já publicou. Mas, convenhamos, esta frase é bem bacanuda, e define bem qual o espírito presente em Thor, deus dos trovões, nos quadrinhos: a possibilidade de misturar mitologia a pura ação.

Além disso, a criação de Stan Lee (sim, sempre ele) também tem um lado shakespereano bem interessante: a história de sua origem (que aparentemente foi bastante respeitada na adaptação cinematográfica) retrata Thor (Chris Hemsworth) como um deus arrogante e inconsequente, que é punido por seu pai, Odin (Anthony Hopkins), sendo exilado sem poderes na terra. O problema é que tal punição foi obra da manipulação de Loki (Tom Hiddleston), o Deus das Mentiras, que almeja ocupar o trono de Asgard.

E é nesta combinação de ação e personagem problemático (mas carismático) que a Marvel tem apostado (vide Homem de Ferro), e parece ter mantido o ritmo em Thor, como podemos ver no trailer que foi exibido durante a Comic-Con e agora vazou (portanto, corra, antes que tirem do ar).

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29jul Felipe Pinheiro

Eu Sou a Lenda, por Steve Niles

 

Eu sou a lenda

Em tempos de vampiros que não assustam muita gente… ou nem mesmo são muito másculos… É sempre bom ler alguma coisa que respeite o espírito clássico dos chupadores de sangue. Melhor ainda se for escrito por Steve Niles, que resgatou bastante da violência desses monstros nas ótimas graphic novels de “30 Dias de noite”.

Desta vez, Niles une-se a Elman Brown para adaptar a perturbadora história do último homem na terra em “Eu Sou a Lenda”, de Richard Matheson. A adaptação é mais próxima do livro de Matheson que da mais recente incursão cinematográfica do conto, com Will Smith, trazendo um ar mais soturno (que é ajudado pela arte granulada de Brown) e com um pouco mais de misticismo, embora ainda contando com certas explicações “críveis”. Aqui, se deixa um pouco de lado os zumbis e a ciência para se focar nos vampiros, com o protagonista, Robert Nevile, protegendo seu lar com alho e espelhos.

Enquanto caça livremente durante o dia, os vampiros reinam absolutos durante a noite. Por quanto tempo Nevile conseguirá defender-se dos monstros que o cercam à noite e, ainda, manter sua sanidade, sabendo que pode ser o último homem vivo sobre a terra?

Publicado originalmente em 2003, pela IDW Publishing, “Eu Sou a Lenda” é um lançamento da editora Devir, tem 248 páginas em preto e branco, capa cartão e custa R$ 34,50.



 
29jul Felipe Pinheiro

Sucker Punch

 

Sucker Punch

Zack Nyder é um dos melhores diretores da atualidade. Não, ele não é um gênio, como Christopher Nolan, e nem é responsável por obras de arte ou filmes que levem a uma profunda reflexão, mas, quando se trata de fazer um bom blockbuster sem menosprezar a inteligência dos telespectadores, podem contar com ele. Enquanto até agora tenha trabalhado apenas com adaptações (e, convenhamos, equilibrando muito bem a ação e o respeito ao material original, o que é bastante raro), o cineasta lançará seu primeiro filme a partir de um roteiro original : Sucker Punch.

O roteiro é uma reunião de elementos da cultura pop e fetiches masculinos: na década de 50, uma jovem garota (Emily Browning) é internada em um manicômio por seu perverso padrasto, que descobriu que ela era a única herdeira constante no testamento de sua falecida mãe. Destinada a uma lobotomia em poucos dias, ela tenta fugir da realidade afundando-se em um mundo imaginário onde ela e suas amigas tem que passar por diversas realidades (que incluem uma Segunda Guerra com nazistas zumbis, cabaret, dragões, aventura espacial, robôs de guerra gigantes e muito mais!) fugindo de um maníaco sexual e tentando cumprir missões para alcançar a liberdade.

Confiram o primeiro trailer:

Mulheres, couro, mulheres, armas, explosões, mulheres… Fica bem claro que é diversão pura e irresponsável. Machista? Acredito que não. Embora exploda sensualidade e violência na telona, que mulher poderá reclamar de ter fortes heroínas tomando conta da ação? Com estréia em em 25 de março de 2011 (25 de abril, no Brasil), Sucker Punch será exibido em 2D (nesses tempos, isso tem que ser ressaltado, não se renderam à conversão barata) e tem ainda Jon Hamm, Carla Gugino e Vanessa Hudgens no elenco.


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28jul Felipe Pinheiro

Jonah Hex

 

Jonah Hex

A adaptação cinematográfica “Jonah Hex – O Caçador de Recompensas” foi um fiasco ao estilo d”As Loucas Aventuras de James West” (tendo, inclusive, seu lançamento adiado no Brasil e boas chances de ser mandado direto para as prateleiras de DVDs e Blu-Rays) e nós seguimos nos perguntando qual a dificuldade de se fazer um filme de Velho-Oeste calcado nos bons clássicos de Sergio Leone.

Pelo menos, nem tudo é prejuízo. Aproveitando o hype que deveria ter se formado em relação ao filme, a Panini Comics está lançando, neste mês de julho, o encadernado “Jonah Hex: Marcado pela Violência”, com as seis primeiras edições da nova encarnação da revista mensal do pistoleiro deformado, com roteiro de Justin Gray e Jimmy Palmiotti e arte do competente brasileiro Luke Ross (que, com desenhos bastante realistas, traz um Hex idêntico a um certo Clint Eastwood) e de Tony DeZüniga, um dos co-criadores do anti-herói.

Com 148 páginas e custando R$ 14,90, embora traga na capa a chamada de que foi a HQ que inspirou o filme, as seis histórias fechadas (ou one-shots, como são chamadas no mercado americano) que compõem o encadernado não tem qualquer relação com a trama do Longa, além de trazer o mesmo herói (embora bem mais interessante e turrão que a versão amena interpretada por Josh Brolin aos cinemas). São boas histórias, que não deixam nada a dever aos bons e velhos Fumettis.



 
28jul Felipe Pinheiro

Arcade Fire e Terry Gilliam

 

Arcade Fire

No que pode resultar a união de uma das melhores bandas da atualidade com um dos mais inventivos diretores do cinema? É isto que vamos conferir em 05 de agosto, quando será transmitido ao vivo, pelo Youtube e direto do Madison Square Garden, o show do Arcade Fire dirigido por ninguém menos que Terry Gilliam (O Imaginário Mundo de Dr. Parnassus).

A apresentação deve contar com músicas do novo álbum do grupo, The Suburbs, no setlist e é a primeira do projeto Unstaged, parceira do Youtube com a Vevo, site relacionado a vídeos musicais da Universal, Sony e Abu Dhabi Media Co. Haverão ainda shows, em outras ocasiões, de John Legend (junto à banda The Roots) e outras três atrações ainda não anunciadas. Embora o site da Vevo não esteja disponível para o Brasil, boa notícia aos tupiniquins amantes da boa música: os shows serão transmitidos pelo canal do site no Youtube.

Confira o teaser do show, que deve ser Legen…wait for it… dary!

Untitled from Arcade Fire on Vimeo.



 
28jul Felipe Pinheiro

Joe The Barbarian

 

Joe The Barbarian

E falando em Grant Morrison, seu mais novo projeto autoral, Joe: The Barbarian, publicado pelo selo adulto Vertigo, com arte de Sean Murphy. Segundo o blog Robot 6, da Comic Book Resources, a produtora Thunder Road Pictures, cuja produção mais notável foi o remake de Fúria dos Titãs. Roteirista e diretor, no entanto, ainda não foram divulgados.

A história, que segue à risca o roteiro das maluquices genais de Morrison e é descrita pelo escritor escocês como uma mistura de “Esqueceram de Mim” com “Senhor dos Anéis”, acompanha o inseguro Joe, que, em uma noite chuvosa, é convocado para uma fantástica aventura, que reúne inúmeras referências à cultura pop, como os quadrinhos da DC, Transformers, Comandos em Ação, cowboys, astronautas e inúmeros outros que parecem ser brinquedos do garoto. Mas fica a dúvida: Joe realmente está participando de uma viajem por um universo paralelo, guiado por seu rato de estimação, ou tudo não passa de uma alucinação causada pela sua diabetes?

Esperemos que o filme seja fiel ao espírito “Sessão da tarde com alucinógenos” que Morrison empregou à revista, e não apenas um amontoado de efeitos especiais em 3D (alguma dúvida de que deve ser em 3D?). De qualquer maneira, a adaptação aumenta as chances de este ótimo material ser publicado no Brasil pela Panini Comics em um futuro próximo. Fiquemos de olho.



 
27jul Felipe Pinheiro

Grandes Astros Superman

 

Grandes Astros Superman

Ainda sobre a Comic-Con, uma outra grande novidade, pelo menos para os fãs do Superman e de Grant Morrison: foi confirmado um longa-metragem animado da série Grandes Astros Superman, com lançamento em DVD e Blu-Ray em 2011. Com textos de Morrison e desenhos de Frank Quitely, Grandes Astros é a melhor história já criada sobre o Homem de Aço, resgatando o clima da Era de Prata e trazendo um herói bem humano, ao mesmo tempo em que no auge de seus poderes. É o ícone máximo dos quadrinhos representado como nunca antes.

As animações em DVD e Blu-Ray da DC/Warner estão arrancando muitos elogios, mesmo adaptando algumas histórias em quadrinhos fracas (como o primeiro arco de Superman & Batman e Batman: Sob o Capuz), mesmo que com resultados bem mais interessantes que suas versões originais. No entanto, também já adaptou uma história de Morrison: Liga da Justiça – Terra 2. Embora tenha sido a melhor animação desta série de lançamentos, foi um pouco inferior aos quadrinhos que lhe deram origem.

É esperar para ver como vai se desenrolar esta nova animação, e se os belíssimos traços de Quitely serão emulados. O responsável pela adaptação, pelo menos, expira confiança: é Dwayne McDuffie, que envolveu-se na série animada”Liga da Justiça Sem Limites” e no ótimo longa animado “Liga da Justiça: A Nova Fronteira”.

Enquanto isso, também rolam boatos que Batman: Ano Um, de Frank Miller, também pode ganhar uma animação nestes moldes. E, para a TV, estréia em breve a série animada da Justiça Jovem e é prometida para 2011 uma série em CGI para o Lanterna Verde, na esteira de seu filme.

Como sempre, enquanto vem travando (e perdendo) uma briga com a Marvel nos cinemas, a DC Comics ainda reina absoluta no campo das animações.



 
27jul Felipe Pinheiro

John Constantine irá se casar?

 

Constantine

Voltando à ativa no Tarja com um pouco das novidades da Comic-Con em San Diego, e algumas delas parecem ser bem interessantes para o Universo Vertigo. Em primeiro lugar, foi confirmada uma suspeita que já vem rondando os bastidores do mundo dos quadrinhos, em especial devido a uma série recente de cancelamento de títulos e projetos do selo adulto da DC Comics. Sua editora-chefe, Karen Berger, confirmou que os personagens que migraram da linha principal da DC, de super-heróis, para a Vertigo, serão devolvidos a este universo principal.

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