08jul Carolina Felipe

Eclipse: Por uma fã

 

Eclipse

Como vocês devem ter notado, não falamos muito da saga Crepúsculo aqui no Tarja. A maioria de nós é um tanto leiga no assunto, por não ter oportunidade ou… minto, é por achar que aquela “saga” é ruim o bastante para desistir dela com trinta páginas ou cinquenta minutos de filme (eu fiz isso, admito). Mas, ela faz parte da cultura pop e deve ter algum mérito para atrair tantos fãs, a despeito de tantas críticas negativas.

É certo que muitas obras são produzidas para um determinado nicho, e, muitas vezes soam estranhas a quem está de fora (não foram poucas as críticas que já ouvi sobre a “breguice” da ótima série “Dr. Who”, que é premeditadamente tosca). Pensando neste olhar de nicho, e para termos uma opinião diferente da que é quase unânime entre nós, aqui do Tarja, convidamos uma fã (e, particularmente, uma grande amiga, e leitora do Tarja há bastante tempo) para redigir um post especial. E olhem, não é uma crítica ufanista de uma crepusculete adolescente, porque até nossas fãs de Edward e companhia não são óbvias. Dêem as boas vindas a Carol Felipe.

“Oi, pessoas. Eu sou a Carol, e vim aqui a convite do pessoal do Tarja, especialmente do meu grande amigo Felipe Pinheiro, para comentar sobre o terceiro e mais novo filme da saga Crepúsculo: Eclipse.

Acho que dá para perceber pelo título que eu sou uma fã dessa série – não gosto de me referir a ela como saga – mas é importante ressaltar que sou uma fã dos livros, pois tenho algumas ressalvas em relação aos filmes, inclusive este último, o qual está sendo avaliado pelos fãs e pela crítica como o melhor dos três. Honestamente, eu ainda não firmei minha opinião.

O terceiro filme da série parte da vida de Bella após sua decisão já consolidada de tornar-se uma vampira e tem como foco principal o triângulo entre ela, Edward (seu namorado vampiro) e Jacob (seu melhor amigo lobo), sendo que este último luta para fazer Bella enxergar que também o ama e, assim, convencê-la a escolhê-lo, ao invés de Edward, e impedindo-a de tornar-se uma “sanguessuga”.

A primeira impressão é de que, assim como os outros dois filmes, esse também se focaria apenas no relacionamento Bella-Edward-Jacob, porém, não se engane. Enquanto essa parte da história se desenrola, paralelamente, vemos a formação de um exército de vampiros recém-criados para destruir o Clã Cullen e, principalmente, para vingar a morte do parceiro de Victória, James, que, para quem não se lembra (nota do editor: ou não fazia idéia, como eu), foi o vampiro morto no primeiro filme, ao tentar matar Bella.

Tudo isso culmina numa aliança entre os vampiros do Clã Cullen e os lobos da tribo Quileute, inimigos naturais, para combater os recém-criados comandados por Victória e Riley, cuja luta rende uma boa dose de ação ao filme.

Daí a importância de se ter um diretor como David Slade (Menina Má.com e 30 Dias de Noite) à frente desse filme, para garantir a obscuridade nas cenas envolvendo os recém-criados, para tirar um pouco dessa imagem de vampiros bonzinhos que ficou impregnada nos Cullen nos dois primeiros filmes, até mesmo para dar um pouco de animosidade aos lobos Quileutes, além de garantir boas cenas de ação, com direito, inclusive, a decapitações e membros arrancados.

Outro grande ponto positivo do filme foi o enfoque maior dado aos demais membros da família Cullen, inclusive, por meio de flashbacks, assim como da tribo Quileute, através de um flashback que, pra mim, foi uma das grandes surpresas do filme e muito bem vinda, por sinal.

Destaque-se, ainda, a melhora do próprio roteiro nesse último filme. Primeiramente, preciso dizer que não gosto da roteirista da série, Melissa Rosemberg (por incrível que pareça, ela é sim roteirista de Dexter), porque ela praticamente estragou muito dos meus momentos preferidos dos livros na hora de transformar em roteiro, cometendo até erros de continuidade grosseiros! Contudo, ela se redime em parte, nesse filme. Posso até dizer que em um dos momentos mais importantes desse longa – o pedido de casamento, é claro! – ela conseguiu escrever até melhor do que está no próprio livro!

Além dessa evolução, houve outras, como maquiagem, figurino (finalmente vestiram os personagens da família Cullen com roupas desse século!), efeitos especiais (mas que ainda poderiam ser melhores, já que a série rende tanto dinheiro) e até dos próprios atores, Taylor Lautner, Robert Pattinson (sim, ele melhorou muito e não me chamem de tiete por esse elogio!), Jackson Rathbone e Xavier Samuel (que foi o adendo mais talentoso ao elenco de Eclipse). Sem contar as doses de humor garantidas por Billy Burke e pelos atores que compõem o núcleo dos amigos humanos de Bella.

Agora, vamos aos pontos negativos. Tudo bem que eu disse que gostei de David Slade na direção do filme, mas preciso reclamar dos constantes e agonizantes close-ups no filme, principalmente nos momentos de diálogo. São close-ups que cortam praticamente metade da cabeça dos atores, o que não me agrada em nada. Sem contar alguns cortes rápidos nas cenas em que os Cullen perseguem Victória no início do filme, os quais, aliados ao cenário sombrio, não permitem às pessoas que assistem ao filme visualizar direito o que está acontecendo.

Pelo que percebi, o forte de Slade é mesmo as cenas sombrias e de ação, sendo que ele deixou a desejar em algumas cenas românticas.

Mas o pior, acredito, foi a personagem principal, Bella Swan. Tudo bem, ela é chatinha no livro, admito, mas não tão chata quanto no filme, tampouco tão “piriguete” (esse é um termo que vocês vão ouvir muito ser gritado no cinema durante a exibição do filme). Por isso, cheguei à conclusão de que a Bella em Eclipse foi péssima por uma combinação de fatores: a própria atriz, o roteiro e o diretor.

Kristen Stewart só tem uma cara no filme: de nada! Ela ainda varia um pouco em algumas cenas, como na conversa de Bella com sua mãe, com o pai (como no ótimo diálogo sobre a virgindade) ou em alguns diálogos dela com Jacob. Mas só. Em vários grandes momentos do filme em que ela deveria estar muito feliz e animada, ou arrasada, com o coração despedaçado, sofrendo mesmo, ela continua com “cara de nada”.

Mas, como disse antes, creio que isso também é culpa do roteiro, que retratou Bella como uma “piriguete” (a cena em que ela sobre na moto de Jacob e deixa Edward plantado na escola não existe nos livros e foi ridícula, porque não tem nada a ver com a Bella dos livros, entre outras) e, principalmente, não exigia que a atriz demonstrasse todo o sofrimento que deveria em algumas partes. entretanto, o próprio diretor deveria ter exigido isso dela!

Bom, com isso, só posso concluir que, com certeza, esse filme é bem melhor que o primeiro, Crepúsculo (esse filme foi terrível, odiei mesmo!), mas ainda tenho dúvidas em relação ao segundo, pois sou fã de Chris Weitz, e o que me decepcionou em Lua Nova foram, basicamente, algumas falhas do roteiro e outras besteiras sem tanta importância. De qualquer forma, Eclipse tem agradar tanto aos fãs dos livros (ainda mais), bem como aqueles que apenas acompanham a série através dos filmes e os que simplesmente resolveram ver o filme por entretenimento.”

E então, o que acharam da crítica de Carol, nobres hipocondríacos? Concordam, discordam? Comentem à vontade. Não sei se perceberam, mas a opinião de vocês é a coisa mais importante para nós, que fazemos o Tarja Preta. Futuramente, podemos abrir novos espaços para os leitores se manifestarem. Essa democracia deve ser um dos únicos clichês por aqui, e respeitamos muito nossos bons e poucos clichês.

Oi pessoas, eu sou a Carol e vim aqui a convite do pessoal do Tarja, especialmente
do meu grande amigo Luiz Felipe, para comentar sobre o terceiro e mais novo filme da
Saga Crepúsculo: Eclipse.
Acho que dá pra perceber pelo título que eu sou uma fã dessa série – não gosto de
me referir a ela como saga – mas é importante ressaltar que sou uma fã dos livros,
pois tenho algumas ressalvas em relação aos filmes, inclusive este último, o qual está
sendo avaliado pelos fãs e pela crítica como o melhor dos três. Honestamente, eu
ainda não firmei minha opinião.
O terceiro filme da saga parte da vida de Bella após sua decisão já consolidada de
tornar-se uma vampira e tem como foco principal o triângulo entre ela, Edward (seu
namorado vampiro) e Jacob (seu melhor amigo lobo), sendo que este último luta para
fazer Bella enxergar que também o ama e, assim, convencê-la a escolhê-lo, ao invés
de Edward, e impedindo-a de tornar-se uma “sanguessuga”.
A primeira impressão é de que, assim como os outros dois filmes, esse também se
focaria apenas no relacionamento Bella-Edward-talvez-Jacob, porém, não se engane.
Enquanto essa parte da história se desenrola, paralelamente, vemos a formação de
um exército de vampiros recém-criados para destruir o Clã Cullen e, principalmente,
para vingar a morte do parceiro de Victória, James, que, para quem não se lembra, foi
o vampiro morto no primeiro filme ao tentar matar Bella.
Tudo isso culmina numa aliança entre os vampiros do Clã Cullen e os lobos da tribo
Quileute, inimigos naturais, para combater os recém-criados comandados por Victória
e Riley, cuja luta rende uma boa dose de ação ao filme.
Daí a importância de se ter um diretor como David Slade (Menina Má.com e 30 dias
de Noite) à frente desse filme, para garantir a obscuridade nas cenas envolvendo os
recém-criados, para tirar um pouco essa imagem de vampiros bonzinhos que ficou
impregnada nos Cullen nos dois primeiros filmes, até mesmo para dar um pouco mais
de animosidade aos lobos quileutes, além de garantir boas cenas de ação, com direito,
inclusive, a muitas decapitações e membros arrancados.
Outro grande ponto positivo do filme foi o enfoque maior dado aos demais membros
da família Cullen, inclusive por meio de flash-backs, assim como da tribo quileute,
através de um flash-back que, pra mim, foi uma das grandes surpresas do filme e
muito bem vinda, por sinal.
Destaque-se, ainda, a melhora do próprio roteiro nesse último filme. Primeiramente,
preciso dizer que não gosto da roteirista da saga, Melissa Rosenberg (por incrível que
pareça ela é sim roteirista de Dexter), porque ela praticamente estragou muito dos
meus momentos preferidos dos livros na hora de transformar em roteiro, cometendo
até erros de continuidade grosseiros! Contudo, ela se redime em parte nesse filme.
Posso até dizer que em um dos momentos mais importantes desse filme – o pedido de
casamento, é claro! – ela conseguiu escrever até melhor do que está no próprio livro!
Além dessa evolução, houve outras como maquiagem, figurino (finalmente vestiram os
personagens da família Cullen com roupas desse século!), efeitos especiais (mas que
ainda poderiam ser melhores, já que a saga rende tanto dinheiro) e até dos próprios
atores, Taylor Lautner, Robert Pattinson (sim, ele melhorou muito e não me chamem
de tiete por esse elogio!), Jackson Rathbone e Xavier Samuel (que foi o adendo mais
talentoso ao elenco de Eclipse). Sem contar as doses de humor garantidas por Billy
Burke e pelos atores que compõem o núcleo dos amigos humanos de Bella.
Agora vamos aos pontos negativos. Tudo bem que eu disse que gostei do David
Slade na direção do filme, mas preciso reclamar dos constantes e agonizantes close-
ups no filme, principalmente nos momentos de diálogo. São close-ups que cortam
praticamente metade da cabeça dos atores, o que não me agrada em nada. Sem
contar alguns cortes rápidos nas cenas em que os Cullen perseguem Victória no início
do filme, os quais, aliados ao cenário sombrio, não permitem às pessoas que assistem
ao filme visualizar direito o que está acontecendo.
Pelo que percebi, o forte de Slade são mesmo as cenas sombrias e de ação, sendo
que ele deixou a desejar em algumas das cenas românticas.
Mas o pior, acredito, foi a personagem principal Bella Swan. Tudo bem, ela é chatinha
no livro, admito, mas não tão chata quanto no filme, tampouco tão “piriguete” (esse
é um termo que vocês vão ouvir muito ser gritado no cinema durante a exibição do
filme). Por isso cheguei à conclusão de que a Bella em Eclipse foi péssima por uma
combinação de fatores: a própria atriz, o roteiro e o diretor.
Kristen Stewart só tem uma cara no filme: de nada! Ela ainda varia uma pouco em
algumas cenas, como na conversa de Bella com sua mãe, com o pai (como no ótimo
diálogo sobre a virgindade) ou em alguns diálogos dela com Jacob. Mas só. Em
vários grandes momentos do filme em que ela deveria estar muito feliz e animada, ou
arrasada, com o coração despedaçado, sofrendo mesmo, ela continua com cara de
nada.
Mas, como disse antes, creio que isso também é culpa do roteiro, que retratou a Bella
como uma “piriguete” (a cena em que ela sobe na moto de Jacob e deixa Edward
plantado na escola não existe nos livros e foi ridícula, porque não tem nada a ver com
a Bella dos livros, entre outras) e, provavelmente, não exigia que a atriz demonstrasse
todo o sofrimento que deveria em algumas partes. Entretanto, o próprio diretor deveria
ter exigido isso dela!
Bom, com isso só posso concluir que com certeza esse filme é bem melhor do que o
primeiro, Crepúsculo (esse filme foi terrível, odiei mesmo!), mas ainda tenho dúvidas
em relação ao segundo, pois sou fã de Chris Weitz, e o que me decepcionou em
Lua Nova foi basicamente algumas falhas do roteiro e outras besteiras sem tanta
importância. De qualquer forma, Eclipse com certeza tem a capacidade de agradar
tanto aos fãs dos livros (ainda mais), bem como aqueles que apenas acompanham
a série através dos filmes e, os que simplesmente resolverem ver o filme por
entretenimento.



 

16 comentários para “Eclipse: Por uma fã”

  1. Grazi Nayoara disse:

    Carol estreando como comentarista!!!

    Muuuuuuuuuuuito legal!!! Adorei a crítica!!!

  2. Alba Milena disse:

    A Carol escreve muito bem e tem o dom na hora de comparar as duas obras, sem deixar o texto enfadonho!!
    Adorei!! Aprovadíssima!!
    PODEM CONTRATAR \O/

  3. Caraca, anos seguindo a saga e não sabia que a Melissa era também roteirista do Dexter. rs
    Carol, ótima crítica! Concordo em muitos aspectos com você. Mas eu tenho certeza que Eclipse é o melhor filme (incluindo os dois Breaking Dawn que ainda estão por vir), pois o próprio livro favorece mais.
    Adorei, querida!
    Pessoal do Tarja: convide a Carol para escrever mais vezes! hehe

  4. Há!
    Achei alguém que pensa igual a mim.
    Eu sinceramente achei Lua Nova melhor que Eclipse. Achei os efeitos de Eclipse muito estranhos, principalmente a cena na montanha ;x
    Eu achei que as interpretações melhoram, mas o filme foi um tanto quanto bizarro. Odeio as adaptações da Mellissa tb. ¬¬
    Sério, acho que qualquer fã escreve um roteiro MIL VEZES melhor que ela ;x
    HAUHAUHAUHAUHAUHA

    Carol, adorei o post S2

    beeijos

  5. smx disse:

    Continua bem dispensável…

  6. Priscilla Queiroga disse:

    Adorei a crítica Carol!

    Ainda sendo uma Crepusculete de carteirinha, você consegui manter a imparcialidade e fazer uma crítica consistente. Parabéns!

    Agora, dizer que a monoface da Kirsten é culpa do roteiro e do diretor eu não concordo. Ela não mantém a mesma cara nos filmes da série Crepúsculo, é em TODOS os filmes que ela faz! e na “vida real” também (quem já viu uma entrevista dela ou assitiu ao MTV Movie Awards sabe do que estou falando).

    Parabén amiga!

    bjus

  7. RedSakura disse:

    Pelos argumentos apresentados deu uma breve vontade de dar um pulo na sala de cinema pra ver esse filme. Ai quem que eu estou enganando?!? eu A-D-O-R-O
    A saga, os livros os filmes, AI~ gosto muito dos Lobisomens e que homens hein?

    Amei o post da Carol~~

  8. Eclipse por um homem:

    “Antigamente os vampiros chupavam sangue, não pinto.”

  9. careca disse:

    Antigamente os vampiros metiam medo e não me davam enjôo,

    agora eles me dão vergonha e E enjôo!

    Prefiro ver a reprise de Vampi a assistir essa vergonha do cinema.

  10. mackk27 disse:

    Isto é o que eu chamo de girlpower! Um filme no melhor estilo chick flick (só faltou a Samantha aparecer e dar dicas de make up pro vampiro purpurina), analisado por um mulher (e diga-se de passagem, o texto dela é melhor que o texto dos livros) e comentado por um exército de mulheres…

  11. Tazbugado disse:

    Muito show a critica vou até assistir os outros dois filmes da série. Pois ocncordo com que ela disse do primeiro filme :
    “primeiro, Crepúsculo (esse filme foi terrível, odiei mesmo!)”

    Quem sabe o que ela disse dos outros eu tb posso concordar :)

  12. Jullyana Albuquerque disse:

    Me viciei em Crepúsculo na primeira vez que li, então li todos de uma vez só, u atrás do outro. Mas quando acabou, acabou. Esse é um livro para meninas, com dois esteriótipos masculinos básicos, o cara fofo e o badboy. Pra que mais?? Pouco importa se é um vampiro que brilha ou um humano com poder de transformar-se em lobo (não exatamente lobisomem), as meninas leem os livros pra sonhar de noite, só isso. E para esse propósito o livro é uma maravilha!!

  13. Krowela disse:

    Eu sinto vergonha de uma personagem tão masoquista e dependente de um homem como a Bella.

    A Série não faz sentido. Uma mulher independente e inteligente como a Bella se mostrou nas primeiras páginas do livro 1 nunca ficaria tão obsecada e sob os pés de um covarde feito o edward, que de tão covarde, ao primeiro problema dos dois obridou-se a fugir.

    Só tenho uma palavra para descrever o Cullen: Misógino!

    E porque ela não fica com o Jacob? por ele não não precisa mudar, e alem disso ele é quentinho! RÁ!

  14. Sorcerus disse:

    Sou da mesma opinião do crítico de cinema Pablo Vilaça. Acho que os vampiros tem uma história ao longo dos anos. Regras que foram criadas. Não dá pra chegar e alterar assim drasticamente. Uma coisa é ter alterações leves e outra é fazê-los brilhar ao sol e chutar pra baixo do tapete o que foi criado (saudades de Ane Rice, os livros e não os filmes).
    Mas como toda obra, há quem goste e quem não goste. E existe público para tudo isso.

  15. Carbo disse:

    Toda essa dita “saga” é muito chata e patética, além de não fluir pra lugar nenhum. Como em 3 filmes a história continua a mesma lenga-lenga? O Senhor dos Anéis conseguiu ao longo de 3 filmes fazer: 1- Desenvolvimento dos personagens, 2- Mais um pouco de desenvolvimento, acrescimo de subtramas e ação, 3- Conclusão de subtramas, final do desenvolvimento e muito mais ação. Essa saga da Tinkerbell com pó de arroz caminha do marasmo ao beco sem saída…as poucas cenas que empolgam (como as cenas dos Volturi e as cenas de ação) passam corridas como se dissessem: ” Certo, vc já acordou? OTIMO!Então voltemos ao triangulosinho zoofílico e necrófilo que estavamos exibindo antes.”

    Deus do céu!! Todos os filmes, eu digo TODOS, eu saí no meio da projeção pq via que o filme não caminharia, e se tornaria mais do mesmo. Eu sei que gosto é gosto e cada um tem o seu, mas faça-me o favor…por conta desse maldito Eclipse, 5 salas dos cinemas da minha cidade estão ocupadas exibindo isso em qualquer horário possível!O que fez filmes como Kick Ass e Esquadrão Classe A não ficarem nem 5 dias em cartaz!

    Na boa, QUE SAUDADE dos tempos onde eu tinha coragem de dizer que gostava das histórias de vampiros. Agora sinto uma vergonha tão imensa que já debandei para os aficsionados por histórias de zumbis (E acreditem…TEM UM LIVRO DE ROMANCE ENTRE UMA ADOLESCENTE E UM ZUMBI!!!Não dou nem 2 anos pra fazerem um filme disso…Já até inventaram de fazer um filme sobre uma versão da Bela e a Fera adolescente, que existe e é um livro,o que diabos está acontecendo com essa juventude?!

  16. Cah Bicudo disse:

    Ano passado eu resolvi tentar entender a obsessão pela saga, então resolvi ver o filme, por preguiça de ler um livro que provavelmente não me agradaria.
    Achei péssimo. resolvi ler o segundo livro, pra ver se melhorava. Não achei bom, mas me prendeu a atenção (pela facilidade da leitura e pela curiosidade de saber pra onde aquilo podia ir)
    confesso que o 3º e 4º livros até me conquistaram a nivel de entretenimento (nunca achei Meyer uma boa escritora, mas é fácil de ler e ela é até bem criativa.)
    Depois de ler a história completa, é mais fácil avaliar. Infelizmente, ela tinha itens pra agradar a um publico ainda maior, mas resolveu nao se aprofundar nos personagens mais interessantes (como os volturi e os recem-criados) e permitiu que o primeiro filme distorcesse muito a história, resultando num preconceito maior do que o necessário.
    Isso pra não citar a dose CAVALAR de machismo inserido. É decepcionante ver uma possibilidade de Harry Potter ir pelo ralo como uma versão frágil e patética de Jane Austen + Anne Rice.

    E apesar de discordar da fã, gostei muito do texto :)

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