Arquivo para o mês agosto de 2010

31ago Luiz Jeronimo Stamboni

Stars

 

No Osheaga, maior festival de música do Canadá – que acontece em Montréal – e que tive o privilégio de presenciar há exatamente um mês o show do Arcade Fire e Weezer, também pude me deliciar com certas surpresas. Além dessas duas, que são respectivamente minha primeira e segunda bandas preferidas, também assisti ao show de Pavement e Sonic Youth. Mas duas em especial, relativamente desconhecidas, me chamaram a atenção. São elas: Metric e Stars. E hoje, vou indicar o som do Stars para vocês, caros hipocondríacos.

Apesar da Stars ter se formado em Toronto, foi em Montréal que ela viu que influenciaria os jovens indies. A cidade, por si só, é reflexo de uma cultura mais alternativa, que preza pelo underground e nesse contexto, com o lançamento Set Yourself on Fire, seu terceiro disco, que os críticos passaram a dar a atenção que esse grupo merecia. Não seria errado dizer que Ageless Beauty foi o single que lhes deu tal impulsão.

Algumas séries da Fox (da grade norteamericana) chegaram a usar músicas da Stars em episódios de O.C e Degrassi, mas foi pesquisando aqui e ali (leia-se Wikipédia), que descobri que a quantidade de fãs desse grupo canadense aumentou de forma considerável quando Daniel Radcliffe – o Harry Potter – afirmou que a Stars estava entre suas bandas preferidas.

O som deles é simplesmente sensacional. Há uma garota, Amy Millan, que alterna os vocais com Torquil Campbell que, em muitas e muitas vezes, soa a là Morrissey. Nos instrumentos, um lance experimental de fazer parar o tempo. É sério, sintetizadores com guitarras extremamente bem trabalhadas e vocais afinados e harmônicos, dão o grande tom, fazendo toda a diferença e provando que, apesar de não ser uma blockbuster, a Stars merece ser levada a sério.

Por essas e outras, recomendo fortemente esse som. Comece com Nightsongs, passe por Heart e Set Yourself on Fire e então, ouça In Our Bedroom After The War, para poder fechar com The Five Ghosts. Viu como é bom? Sem perceber, fiz menção a todos seus álbuns. Agora, é com você.

Site oficial e MySpace


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30ago Felipe Pinheiro

Emmy 2010

 

Emmy 2010

Mais um ano e mais um Emmy ao qual eu quase assisti. Mas ainda deu para pescar algumas coisas, em especial algumas surpresas não tão boas, e ver que a premiação continua a apostar em um bom apresentador e num clima bem menos burocrático que o do Oscar (que vem buscando ficar mais leve justamente por causa do sucesso de outras premiações, como o Emmy).

Após o fiasco de Ryan Seacrest como mestre de cerimônias em 2008, Neil Patrick Harris (How I Met Your Mother) deu um show de carisma no ano seguinte e Jimmy Fallon se esforçou para manter o nível. Inclusive, você pode conferir o sketch de abertura da premiação deste ano, bastante divertido, que inclui Jorge Garcia e Tina Fey no Glee Club e Betty White se “aproveitando” de Jon Hamm.

E os prêmios? Continua a invencibilidade de Mad Men e Breaking Bad, Lost sai de mãos abanando e 30 Rock, quem diria, começa a perder terreno nas premiações. Confira os principais vencedores da noite, com os comentários (dispensáveis?) de sempre.

É bom lembrar, antes de mais nada, uma velha crítica de muitos sobre o sistema de votação do Emmy: muitos dos jurados não assistem a todas as séries ou acompanham aquela série ou ator em que votam por toda temporada. Muitos assistem apenas a um episódio escolhido pelo estúdio. Assim, há grandes chances de uma série, diretor ou ator bastante irregulares levar a estatueta por ter apresentado um episódio simplesmente sensacional que surgiu por sorte. Da mesma forma, nomes regulares em sua qualidade costumam ser injustamente preteridos.

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27ago Felipe Pinheiro

Karate Kid

 

Karate Kid

Garoto indisciplinado muda de cidade e se vê oprimido por valentões, até que conhece um sábio senhor oriental que o ensina artes marciais de forma pouco ortodoxa. Na verdade, o ancião o está ensinando mais que golpes, e sim a própria filosofia por trás daquela luta, ao mesmo tempo em que aprende com seu pupilo a voltar a ter esperança.

Provavelmente, você reconheceu de imediato a premissa de Karate Kid, filme oitentista que tem um lugar guardado no coração de uma boa parte da geração que vai se aproximando ou já passou dos trinta anos. E, então, assim que começaram os primeiros boatos sobre um possível remake da obra, muitos foram os que o apontaram como desnecessário. Estavam completamente errados.

A história do longa está longe de ser original. É um tema bastante recorrente, aliás. Em uma geração que parece perdida entre ídolos sem talento e completamente artificiais e filmes e músicas assustadoramente dementes, as lições de Sr. Miyagi e Daniel Larusso são sempre bem-vindas. Mostram-se, na verdade, imperativas. Torna-se necessário, então, atualizar um filme para muitos datados a estes novos adolescentes.

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26ago Felipe Pinheiro

RED

 

RED

Neste segundo semestre de 2010, as atenções se voltam para “Scott Pilgrim Vs The World” (que foi péssimo nas bilheterias americanas e pode chegar no Brasil apenas em DVD), mas outra adaptação de quadrinhos promete ser bastante divertida, e com um grupo de senhores de idade um pouco mais avançada.

Trata-se de RED, que traz um elenco recheado de bons nomes, como Bruce Willis, Morgan Freeman, John Malkovich, Hellen Mirren, Karl Urban, Mary-Louise Parker, Richard Drefuss, Brian Cox e Ernest Borgnine.

Embora seja uma das mais fracas histórias escritas por Warren Ellis, RED tem uma premissa interessante: um agente aposentado da CIA é considerado perigoso demais pela nova administração da agência, que deseja eliminá-lo. O filme, com direção de Robert Schwentke (Plano de Vôo, The Time Traveler’s Wife), parece expandir o conceito a outros agentes, além de trazê-los mais carismáticos (na verdade, parecem estar os atores interpretando suas “personas básicas”, que não deixam de ser interessantes) e trazer uma boa dose de diversão, como mostra o trailer internacional recentemente divulgado.



 
25ago Luiz Jeronimo Stamboni

Scarface by Red Demon

 

Quem não conhece Tony Montana – o cubano exilado vivido de forma excepcional por Al Pacino, em Scarface – que atire a primeira pedra. Sua influência é gigantesca e grande parte dessas referências pode ser vista em jogos como GTA, mais precisamente no episódio Vice City, em que em determinado momento, você se depara com um banheiro com muito sangue espalhado e uma serra elétrica, em clara referência a uma das cenas do longa de 1983.

E desde essa mesma época, um sem número de produtos, vem sendo lançado, baseado em Tony Montana. E nesse cenário, a Red Demon está produzindo um figure dedicado ao antiherói que, diga-se de passagem, ficou muito bom. Mais detalhes a respeito, você pode encontrar nesse post do TOYSREVIL.


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24ago Felipe Pinheiro

Porco Rosso

 

Porco Rosso

Quando paro para pensar em animações de qualidade inegável, alguns nomes me vem à cabeça sem pestanejar, como as produções antigas dos estúdios Disney, toda a fantástica cinegrafia dos estúdios Pixar e a obra de Hayao Miyazaki (a quem alguns dão o nome de Walt Disney japonês, alcunha essa que muitos também atribuem a Osamu Tezuka, criador de Astro Boy). Agradeço às madrugadas da TV Cultura por ter conhecido os lindos trabalhos de Miyazaki, como “O Castelo Animado” e “A Viagem de Chihiro”.

Apesar dos já citados longas-metragens serem esteticamente fantásticos e bastante emocionantes, “Porco Rosso – O Último Romântico”, de 1992, é, certamente, o mais divertido dentre a filmografia do animador japonês. O desenho, com ar noir, se passa na Itália dos anos 20, onde pilotos que combateram na I Guerra Mundial agora ganham a vida lidando com piratas. Neste meio, está Porco Rosso, um antigamente galante aeronauta (temos que manter o clima, não?) que agora tem o rosto de um porco. A animação segue aquela velha cartilha de herói bondoso e melancólico, que prefere viver sozinho, mas tem que redescobrir sua humanidade.

E este pode ser o primeiro trabalho de Miyazaki a ter uma continuação. A história de “Porco Rosso: The Last Sortie” se passaria durante a Guerra Civil Espanhola, cerca de vinte anos após o filme anterior. Ficamos desde já ansiosos por esta que deve ser mais uma obra-prima, já depositando a confiança antecipada que só damos aos verdadeiros gênios.


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23ago Felipe Pinheiro

A volta da Legião

 

Legião dos Super-Heróis

Na década de 80, foi incumbido ao escritor canadense John Byrne que reformulasse o Superman. Na tentativa de modernizar o personagem, o quadrinhista tomou o caminho mais fácil, simplesmente limando boa parte da mitologia do herói, tornando-o mais humano, mas infinitamente mais pobre. Nos últimos anos, a DC Comics vem trabalhando em um resgate dos vários elementos da Era de Prata ignorados por Byrne, mostrando que é possível trabalhar com eles de uma maneira madura e emocional.

Dentre os que voltam, está a Legião dos Super-Heróis, um grupo de adolescentes de vários planetas, no século XXX, que, inspirados pelas histórias sobre o Superman, pregam a integração racial. Através de viagens no tempo, eles conheceram um jovem Clark Kent e o tornaram membro de sua equipe, influenciando aquele que iria influenciá-los. Pela nova cronologia da DC, Clark nunca agiu abertamente como Superboy em sua época, apesar de fazer, secretamente, alguns salvamentos em Smallville, mas teve inúmeras aventuras com seus amigos do futuro.

Os pontos altos do retorno do grupo foram um ótimo arco com Geoff Johns e Gary Frank na revista do Superman e a minissérie “Legião dos Três Mundos” (publicada no Brasil em Superman & Batman), que consolidou a equipe original e explicou as várias versões dos heróis do futuro, surgidas após a lambança feita por Byrne.

Segundo o site da Wizmania, a partir de novembro, na quinta edição de Universo DC, serão publicadas histórias curtas da Legião (que eram atrações secundárias nos primeiros números da americana Adventure Comics, que já é publicada em Universo DC, com histórias do Superboy), e há a promessa de seu título próprio ser publicado no futuro, a depender da reação dos leitores. Vale notar que nos Estados Unidos, Adventure Comics traz agora histórias com a equipe em sua fase inicial, adolescente, enquanto o veterano Paul Levitz escreve Legion of Super-Heroes, com os heróis adultos, como vistos ultimamente.


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21ago Luiz Jeronimo Stamboni

Scott Pilgrim vs The Animation

 

Scott Pilgrim vs. The Animation é parte de um projeto muito bacana que envolve toda a cultura pop, essência explorada de forma magistral por Bryan Lee O´Malley. Na verdade, se eu entendi direito, trata-se de um curta de apenas 4 minutos que foi exibido na noite que antecedeu a estréia do filme lá fora, no dia 12 de agosto, ou se preferir, quinta passada.

Coube ao bloco adulto do Cartoon Network, o Adult Swin, fazer a exibição. Esse curta conta com o acompanhamento do próprio Bryan Lee O´Malley, além de ter as vozes dos atores que fizeram o filme, como Michael Cera e Allison Pill. A idéia principal é a de mostrar alguns fatos que foram omitidos no longa, como o relacionamento de Scott com a bateirista de sua banda, a Sex Bob-omb, nos tempos de colégio.

Recomendo fortemente que você assista a esse curta, que está na página do Adult Swin na web. Definitivamente: an epic of epic epicness!



 
20ago Luiz Jeronimo Stamboni

Lin I Chen

 

Mais um formidável portfólio que encontrei pela net, navegando por aqui e ali. Dessa vez, o ilustrador é de Taiwan, mais precisamente Taipei. Só não consegui maiores informações a respeito, uma vez que sua página está toda em chinês e mesmo traduzindo, não me pareceu fazer muito sentido.

Enfim, delicie-se com desenhos inspiradores, protagonizados por personagens bastante atraentes. Para tanto, você só tem de clicar aqui.



 
20ago Felipe Pinheiro

Os Mercenários

 

Os Mercenários

Alguns filmes foram feitos única e exclusivamente para divertir. Esta é a tônica de vários e vários longas que embalaram os anos oitenta. Dentre eles, se destacam os filmes de brucutus, onde temos heróis sem medo de sujar as mãos e quase indestrutíveis, a despeito de muito apanharem (ou mesmo escaparem ilesos nas situações mais improváveis).

Neste ano, em meio ao excesso de “puta falta de sacanagem” que se observa em boa parte da cultura pop atual (e eu me preocupo seriamente com os adolescentes atuais que não são expostos a uma boa e saudável dose de violência ficcional) e à poderosa patrulha do politicamente correto, dois filmes que promovem um revival dos anos oitenta se deram bem nas bilheterias: Kick-Ass e Os Mercenários, que reúne a nata das más interpretações e boas cenas de ação, como o velho Sylvester Stallone, Jet Li, Jason Statham e Dolph Lundgren. Há ainda participações de Bruce Willis, Mickey Rourke e Arnold Schwarzenegger.

Se você não encrencar com qualquer besteira que Stallone possa ter dito sobre o Brasil (e, acreditem, vocês nunca poderão bater o suficiente num homem que levou surras homéricas de Apollo Creed e Ivan Drago), ou com a quantidade absurda de furos no roteiro e interpretações canastronas (aliás, o público adora canastrões engraçados, está aí Willis que não deixa ninguém mentir), Mercenários é pura diversão.

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