
A despeito de qualquer crítica a respeito de ser um desenho que trazia uma visão boazinha e romanceada do colonialismo europeu na África (momento para reflexão…. Oh, wait!), Babar fez parte da infância de milhões (verborrágico é meu nome, superlativo é meu sobrenome) de pessoas em todo o mundo.
Mais conhecido pelo desenho (exibido no Brasil no início da década de 90, pela TV Cultura) que pela série de livros produzidos pelo francês Jean de Brunhoff na década de 30, “As Aventuras de Babar” traz a história de um elefante órfão, educado pela “Velha Senhora” e que, de volta ao continente africano, é coroado rei dos elefantes e leva a civilização e cultura francesas à selva.
Sim, um desenho bastante colonialista, mas, por outro lado, ingênuo em sua execução e carismático. Aproveitando o apelo do personagem (e porque fazer adaptações de desenhos antigos com live action misturado a computação gráfica está na moda), os produtores da saga Crepúsculo Marty Bowen e Wyck Godfrey planejam comprar os direitos da animação e levá-la ao cinema.
Agora, vejamos: produtores, especialmente em estúdios menores, tem grande influência nos longas-metragens. Bowen e Godfrey foram responsáveis por decisões desastrosas, uma após a outra, na condução da saga crepúsculo. Mesmo os livros medianos da série de vampiros poderiam ter rendido bons filmes, mas os produtores erraram em todas as suas escolhas, de diretores a atores (me baseio, claro, mais no primeiro filme, ao qual “quase” assisti). Fora isso, mesmo com bilheterias expressivas, eles investiram pouquíssimo em suas continuações, que traziam efeitos cada vez mais vergonhosos.
Os filmes da série tiveram grande sucesso comercial, isto ninguém pode negar, mas não conseguem arrancar nenhum elogio quanto à sua qualidade. Deste modo, não é difícil imaginar o que será feito com o bom e velho elefante Babar, o que é uma pena.


É uma pena mesmo. O desenho tem um apelo emocional bem forte pra geração “que desenho estranho é esse que não é tom & jerry?” e do tempo que o cartoon network valia alguma coisa… Diferentemente do aguardado tintin, que vai ter direção do Spielberg, elenco selecionado, fora toda a expectativa, né…
Aliás, vocês aqui falam muito de quadrinhos americanos, mas e os BDs franceses, cadê?