18ago Felipe Pinheiro

Juiz Dredd

 

Juiz Dredd

Confirmandos os boatos que já corriam há anos, e ganharam força na última Comic-Con, foi oficializado o novo filme do Juiz Dredd, com o ator Karl Urban (o dr. McCoy em Star Trek). O novo longa, que, segundo os produtores Andrew Macdonald e Allon Reich, deve ser  realístico e violento (efeito The Dark Knight), terá direção de Pete Travis (do razoável Ponto de Vista). O projeto será gravado na África do Sul, aproveitando um pouco da estrutura de Distrito 9.

Pouco conhecido no Brasil, o Juiz Dredd atua na gigantesca Mega City One, em um futuro onde policiais também acumulam a função de juiz, júri e executor, na tentativa de conter a violência urbana, cada vez mais crescente. Como um símbolo da despersonificação do personagem frente ao sistema do qual faz parte, Dredd nunca tira seu capacete, ao contrário d’O Juiz, filme de 1995 com Sylvester Stallone Stallone, onde, aproveitando o ator famoso, logo cuidaram de se livrar do tradicional uniforme do personagem.

Estou longe de ser um fanboy, e entendo que, quando uma obra é adaptada de uma mídia para outra, são necessárias modificações e concessões. Assim, mesmo adaptações consideradas altamente fiéis como as franquias de Senhor dos Anéis e Harry Potter e o filme de Watchmen tiveram uma boa dose de alterações, em especial para adequarem-se à linguagem mais rápida e com tempo contado dos cinemas.

O importante, no entanto, é respeitar-se o espírito das tramas e de seus personagens e alguns cânones básicos de sua trajetória. Exemplo maior está em X-men, de Bryan Singer. O cineasta deu aos mutantes um enfoque de ficção científica, deixando o heroísmo de lado. Alterou a formação da equipe, seu passado, origens, e até mesmo um pouco de poderes, mas a essência estava lá, com o preconceito contra os mutantes, a velha amizade/rivalidade de Xavier e Magneto, o deslocamento de Wolverine.

Quanto mais uma adaptação é fiel (seja à obra como toda ou ao seu espírito), maiores as chances de fazer sucesso. Não à toa, os maiores fracassos de crítica e/ou público são aqueles filmes que distorcem o material no qual se baseiam, como os recente Jonah Hex e Percy Jackson (este, embora tenha faturado razoavelmente bem, foi execrado pelos críticos). O Juiz, com Stallone, foi o exemplo mais emblemático de como não se fazer uma adaptação, pois afundou em bilheterias e crítica, levando junto a pouca popularidade do ator na década de 90 e o nome do próprio personagem, que só volta novamente aos cinemas quinze anos após esta malfadada tentativa.



 

Um comentário para “Juiz Dredd”

  1. Luiz Souza disse:

    Parece que vai ser um bom filme, mas é bom esperarmos as primerias imagens começarem a surgir na internet para que possamos ter uma impressão inicial.

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