20ago Felipe Pinheiro

Os Mercenários

 

Os Mercenários

Alguns filmes foram feitos única e exclusivamente para divertir. Esta é a tônica de vários e vários longas que embalaram os anos oitenta. Dentre eles, se destacam os filmes de brucutus, onde temos heróis sem medo de sujar as mãos e quase indestrutíveis, a despeito de muito apanharem (ou mesmo escaparem ilesos nas situações mais improváveis).

Neste ano, em meio ao excesso de “puta falta de sacanagem” que se observa em boa parte da cultura pop atual (e eu me preocupo seriamente com os adolescentes atuais que não são expostos a uma boa e saudável dose de violência ficcional) e à poderosa patrulha do politicamente correto, dois filmes que promovem um revival dos anos oitenta se deram bem nas bilheterias: Kick-Ass e Os Mercenários, que reúne a nata das más interpretações e boas cenas de ação, como o velho Sylvester Stallone, Jet Li, Jason Statham e Dolph Lundgren. Há ainda participações de Bruce Willis, Mickey Rourke e Arnold Schwarzenegger.

Se você não encrencar com qualquer besteira que Stallone possa ter dito sobre o Brasil (e, acreditem, vocês nunca poderão bater o suficiente num homem que levou surras homéricas de Apollo Creed e Ivan Drago), ou com a quantidade absurda de furos no roteiro e interpretações canastronas (aliás, o público adora canastrões engraçados, está aí Willis que não deixa ninguém mentir), Mercenários é pura diversão.

A película não é uma obra-prima como a de Christopher Nolan, que gerará discussões por anos e influenciará a indústria, nem trabalha com base em alguma escola de artes russa ou iraniana. É filme para ir com os amigos, dizer palavrão, ressaltar como as situações são extremamente forçadas e comer pipoca. Sim, sou defensor máximo da pipoca no cinema, afinal estou indo lá para me divertir.

O que alguns chatos de plantão (perdoem-me a alcunha) não entendem é que “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. Certos filmes foram feitos para serem apreciados em sua plenitude, e exigem silêncio e reflexão. Já outros são para divertir. Não que os primeiros não possam animar (e muitos são ótimos nesta função), mas convenhamos que nos sentimos muito mais à vontade de fazer barulho em filmes que não exigem nada de nossa inteligência (e, por consequência, onde não precisamos cultuar o silêncio em respeito alheio, o que é sempre importante).

São espetáculos que já mostram a que vieram, sem menosprezar a inteligência do espectador (admitem, desde logo, que são vazios, ao contrário, por exemplo, de longas como Transformers, que querem parecer profundos e heróicos), e são nada mais que uma válvula de escape.

Pois bem, neste contexto de irresponsabilidade sanguinária, foi divulgado um divertido (notaram como usei essa palavra em excesso?) poster de Os Mercenários, que traz nada menos que uma contagem de corpos deixados no chão (ou em pedaços), pelos protagonistas do filme ao longo de sua carreira. É um alarmante total de 1.593 mortos. Incapaz de mais do que duas expressões faciais, o ignorante Lundgren lidera a lista com nada menos que 632 mortes (!).

PS: contando o tempo até alguém dizer que um filme desses é fascista ou que incentiva à violência juvenil. Convenhamos, se, dentre milhões de espectadores, só um maluco resolve sair por aí metralhando é porque alguém já tinha sérios problemas mentais antes de assistir ao longa.



 

6 comentários para “Os Mercenários”

  1. Skin disse:

    O filme é pavoroso, a história(?) é risível e muito, mas muito mal feita. Direção não existe. Ponto.
    Partindo desse princípio, e do grande mérito de reunir toda essa gente, nem as cenas de ação escapam. Uma pena. Mesmo.

    Muito pouco pra tanto brucutu reunido. Desperdício de testosterona.

    Já sabia que o roteiro seria daqueles e fui exclusivamente para ver o pau comer na tela, e o que vi foi alguns minutos de realmente relevância. Terry Crews que o diga. Que pra mim, ofuscou à todos por uma mísera cena.

    Enfim, esse é mais um daqueles “a intenção é que vale”.

  2. Marcos disse:

    Faltou o first…

    “o filme é pavoroso..” que tipo de homem chama um filme de pavoroso? O cara diz logo que é uma merda.

    “Desperdício de testosterona” ehhehehe putz

    Vai escutar restart e assistir crespusculo então mocinha.

    O cara faz um post legal sobre como esses filmes idiotas sao feitos justamente para a pessoa curtir sem esperar nada demais e vêm um troll logo xingar o próprio afirmando tudo o que ele falou em seu texto.

  3. Rubbaum disse:

    “O filme é pavoroso, a história(?) é risível e muito, mas muito mal feita. Direção não existe. Ponto.
    Partindo desse princípio, e do grande mérito de reunir toda essa gente, nem as cenas de ação escapam. Uma pena. Mesmo.”

    Hehehehe… Lembrei do meu Xará Rubens Ewald Filho…

  4. Skin disse:

    Marcos,

    Do tipo de homem que não tem dúvida sobre a sexualidade. Agora se você tem questionando termos e opiniões, aí o problema é exclusivamente seu. Se preocupar com isso, melhor rever seus conceitos. Tá em dúvida, é?

    “Vai escutar restart”, “assistir crepusculo” hahahaha.

    Eu ia continuar discutindo, mas depois disso…

  5. Acho que não faz meu tipo!

  6. Felipe disse:

    O Filme é ruim, mesmo tratando de filme de ação de puta testosterona que muito macho aí gosta de ver, mas chora em Crepúsculo. Até G.I Joe é melhor e olha que é bem difícil comparar.

    P.s: Essas briguinhas de comentários está parecendo fórum do Cinema em Cena

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