
Com tiragens cada vez menores (e editoras comemorando se uma edição vende mais do que míseros 100 mil exemplares), a maior fonte financeira dos quadrinhos atualmente vem do licenciamento de seus personagens para os mais diversos produtos, com destaque para adaptações cinematográficas. Os cinemas estão abarrotados de longas inspirados em quadrinhos, flertando com gêneros que vão de super-heróis a Velho-Oeste.
Nesta nova corrida pelo ouro, o escritor escocês Mark Millar vem se destacando em levar seus personagens do papel para as telonas. Falastrão e chegado em uma boa polêmica, Millar, no entanto, é muito bom naquilo a que se propõe: quadrinhos inquietantes, violentos, divertidos e, algumas vezes, até mesmo mais profundos. São dele a ótima “Superman: Entre a Foice e o Martelo” e as melhores fases das versões ultimate dos X-men e Vingadores.
Alguns de seus melhores projetos autorais, como Wanted e Kick-Ass já foram adaptados para a sétima arte, e Chosen (que trata de um garoto de um subúrbio americano que pode ser o novo Jesus) está em negociações. O próximo na fila é Nemesis, que acaba de ganhar um diretor.










