Arquivo para o mês setembro de 2010

30set Luiz Jeronimo Stamboni

Ezio Auditore

 

A NECA está produzindo uma linha baseada em Assassin´s Creed. Intitulada como Deluxe, os action-figures inspirados em Ezio Auditore estão absurdamente detalhados. Seu lançamento está marcado para novembro, que é justamente quando Assassin´s Creed: Brotherhood.

Com 255mm de altura e mãos intercambiáveis, o pack conta ainda com 5 armas do game. O custo? um pouco alto, principalmente para os padrões norte-americanos. Essa versão de Ezio estará em torno de US$ 50. Alto, mas vale a pena, não?



 
30set Felipe Pinheiro

Preacher

 

Preacher

Darren Aronofsky está mesmo disputado para dirigir uma adaptação de quadrinhos. Além da conversa que teve com Christopher Nolan a respeito do Superman, o diretor também teria sido convidado por Hugh Jackman (com quem trabalhou em A fonte da Vida) para dirigir Wolverine 2 e, segundo o Newsarama, pode não aceitar nenhum dos dois projetos para assumir a direção de Preacher, que adapta a obra de Garth Ennis e Steve Dillon.

A série (com o emblemático número de 66 edições) conta a história de Jesse Custer, um pastor que recebe poderes divinos e decide achar Deus, que teria desistido da humanidade, ao mesmo tempo em que é perseguido pelo Santo dos Assassinos. A viagem incluí uma ex-namorada, um vampiro beberrão, um descendente de Cristo com problemas mentais e toda a sorte de fanatismo e intolerância do interior dos Estados Unidos.

Quem conhece o trabalho de Aronofsky (em especial no pesadíssimo Réquiem para um Sonho) sabe que o cineasta sabe explorar muito bem a torpeza da alma humana, e pode dar um ar mais sério ao longa e limar boa parte dos exageros de Ennis, que enfraquecem seu trabalho.

Preacher quase virou série da HBO e filme dirigido por Sam Mendes, mas ambos os projetos naufragaram. A produtora planeja começar as filmagens em 2011, com roteiro de John August (Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas). Enquanto isso, no Brasil, sua publicação continua confusa: após passar por vários formatos e editoras, está sendo lançada pela Panini, em encadernados de luxo, mas sem previsão de continuação. Seria essa a maldição de Preacher, que atinge tanto sua publicação quanto sua ida aos cinemas?


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29set Felipe Pinheiro

Diretores para o Superman

 

Superman

A Warner tem que fazer o próximo filme do Superman funcionar. Não se trata “pode fazer”, mas de “tem que fazer” ou nada. Não só para substituir os lucros da série Harry Potter, mas o estúdio tem o compromisso com a família de um dos criadores do herói, Jerry Siegel, de levar o último filho de Krypton aos cinemas até 2012, como parte de um acordo que se desenvolve em um processo no qual a família Siegel exige os direitos sobre o personagem mais icônico da DC Comics.

Piora sua situação o fato do Superman ser bastante difícil de ser trabalhado. Nas mãos de bons escritores, podem-se desenvolver histórias riquíssimas, aproveitando o fato de Clark Kent ser um típico imigrante em terras americanas, criado em uma cultura que não lhe pertence e com valores morais que o tornam um homem deslocado no tempo. Mesmo sendo um homem invulnerável, a gama de conflitos que podem ser desenvolvidos em seu entorno é fantástica. No entanto, com maus criadores, ele é só um super-herói poderoso demais para que nos preocupemos com ele e anacrônico demais para despertar a a curiosidade das novas gerações.

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28set Felipe Pinheiro

Mr Punch

 

Mr Punch

Um dos quadrinhistas autorais cuja obra é bem publicada no Brasil, em especial devido ao enorme sucesso de Sandman, Neil Gaiman tem poucos de seus livros e quadrinhos inéditos por aqui, caso de Mr. Punch, que está sendo lançado pela editora Conrad. Segundo o release da editora:

“Em Portsmouth, cinzenta cidade do litoral da Inglaterra, um garoto passa uma temporada inesquecível na casa dos avós. É um período de amadurecimento e descobertas, reveladas por personagens insólitos: seu tio-avô Morton, marcado desde a infância por uma deficiência física; uma misteriosa mulher, que ganha a vida interpretando uma sereia e Swatchell, um artista com um passado obscuro”.

“À medida que as histórias desses personagens se entrelaçam e se desdobram, o garoto é forçado a confrontar segredos de família, estranhos fantoches e um pesadelo de violência e traição, em uma sombria fábula sobre o fim da infância – e da inocência – e a passagem para a vida adulta.”

Como dá para perceber, a trama tem toques que lembram muito Coraline. Aliás, boa parte da obra do escritor inglês se foca em segredos sombrios, o fim da inocência e reflexões pessoais. Mesmo no seu célebre Sandman, muitas vezes o próprio personagem-título e seu mundo fantástico viravam meros coadjuvantes, ou sequer davam as caras, para permitir estes momentos contemplativos.

Mr. Punch tem 104 páginas, capa dura, custa R$ 49,00 e tem arte do ótimo Dave McKean, que reúne vários estilos como pintura, fotografia e colagem e é capista de outros trabalhos de Gaiman, como Sandman, Orquídea Negra e Coraline.

A Comédia Trágica ou a Tragédia Cômica de Mr. Punch


 
24set Felipe Pinheiro

All Star: Superman

 

All-Star: Superman

All-Star: Superman é a próxima animação da DC Entertainment e da Warner, com lançamento em DVD e Blue-Ray no primeiro semestre de 2011. O desenho, baseado na minissérie Grandes Astros: Superman, de Grant Morrison e Frank Quitely, tem direção de Sam Liu (Liga da Justiça: Crise nas Duas Terras) e roteiro de Dwayne McDuffie (produtor da série animada da Liga da Justiça) e conta com James Denton (Desperate Housewives) dublando o Homem de Aço, Christina Hendricks (Mad Men) interpretando Lois Lane e Anthony Lapaglia (Without a Trace) como o vilão Lex Luthor.

Pelo primeiro trailer, nota-se que a adaptação não emulou muito bem o traço de Quitely e pareceu não seguir o clima de Era de Prata da HQ (que é, para mim, a melhor já feita para o Superman). Claro que é apenas uma primeira (e superficial) impressão, mas será uma pena  se a animação se desenrolar assim. Este clima (reforçado pela linda arte de Quitely) é cerne da história de Morrison, uma homenagem ao lado fantástico e aventureiro dos super-heróis, em aventuras simples, mas emocionantes, representados no seu maior ícone.

Vamos esperar, então, pela produção, e torcer para que não seja apenas mais do mesmo, o que para a DC entertainment não é exatamente uma crítica, já que vem sendo produzidos ótimos desenhos como o citado Crise nas Duas Terras, Capuz Vermelho e Mulher-Maravilha. Acontece que Grandes Astros merece mais, bem mais. Confira o trailer.


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23set Felipe Pinheiro

E o Oscar não vai para

 

Lula - O Filho do Brasil

Este não será um texto político. Em primeiro lugar, porque política não é a tônica deste blog, e nunca irá ser, a não ser que estejamos falando de uma obra da cultura pop que, ela própria, trate de temas políticos, especialmente em crítica (não cansamos de falar de Watchmen à época do lançamento de seu filme). E, em segundo lugar, porque editores, colaboradores e leitores tem ideologias políticas diferentes e completo direito de a manifestarem e respeitarem, mas não aqui, onde se levanta uma bandeira branca para falarmos de amenidades tão necessárias às nossas vidas.

Dito isto, foi anunciada nesta quinta-feira a escolha de “Lula, o Filho do Brasil” para representar o Brasil no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2011, em detrimento de obras melhores ou mais populares, como “Quincas Berro D’Água”, “Cinco Vezes Favela, Agora por Nós Mesmos”, “Chico Xavier”, “Nosso Lar”, “As Melhores Coisas do Mundo”, “Bem Amado” e “Cabeça a Prêmio”, para citar algumas mais conhecidas.

Considerando tão somente as qualidades técnicas do longa-metragem, podemos dizer que é uma péssima escolha. Lula tem uma história que se assemelha à jornada do herói: ora, sem querer considerar qualquer crítica que possa surgir sobre como ele foi alçado à presidência, ele é um garoto pobre do interior nordestino que alcançou o mais alto cargo público de seu país, algo que poderia ser facilmente romanceado.

O filme de Fábio Barreto, no entanto, falha miseravelmente em nos mostrar um Lula mítico, ao mesmo tempo em que não consegue levar às telas um Lula humano e falho, num possível enfoque contrário. Há alí apenas uma caricatura menos humorada do presidente, um homem extremamente carismático (algo que deve ser admitido por gregos e troianos), cuja figura jaz incolor nas mãos do mediano ator Rui Ricardo Dias. Seguem falhas no roteiro (expositivo e episódico) e atuações, salvando-se tão somente Glória Pires, que faz um bom trabalho como Dona Lindu, mãe de Lula.

Não é a primeira vez que a “especialista” equipe do Ministério da Cultura escolhe um filme medíocre para representar o Brasil, que, não raro, nem mesmo chega a figurar entre os indicados ao Oscar. Claro que passaram-se anos fracos para o cinema nacional, mas houve anos em que verdadeiras obras-primas  ou longas que se assemelham aos típicos ganhadores foram ignorados. Enquanto isto, nossos “hermanos” argentinos seguem selecionando filmes tocantes e universais, e sendo consagrados pelo cinema internacional.


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23set Felipe Pinheiro

Harry Potter e a nova Warner

 

Harry Potter

Com o fim da série Harry Potter, sua galinha dos ovos de ouro, e a compra da Marvel Comics pela Disney, a Warner tem o desafio de acalmar os acionistas e investidores, demonstrando ter um novo leque de séries de sucesso a sua disposição. Já que adaptações de quadrinhos são a febre do momento e Christopher Nolan produziu uma obra-prima dos cinemas, e muito rentável, com The Dark Knight, nada melhor que voltar suas atenções à DC Comics, que, afinal, é de propriedade da própria Warner.

Assim, começaram boatos de reestruturação da editora, com a criação da DC Entertainment, novos cargos para Dan Didio, Jim Lee e Geoff Johns e a chegada de Diane Nelson, responsável por concretizar as adaptações da saga de J. K. Rowling e agora presidente da DCE. A nova leva de mudanças foi anunciada nesta semana, visando aproximar ainda mais a DC da Warner, sua proprietária, e possibilitar o avanço da produção de filmes, animações, séries de TV e jogos usando personagens como Superman, Batman e Lanterna Verde.

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22set Felipe Pinheiro

Odd Jobs

 

Micheal Emerson e Terry O'Quinn

Lost era, em sua essência, uma série sobre pessoas tentando encontrar a si mesmas. E não poderíamos nos importar com aqueles personagens sem que por baixo deles não estivessem atores capazes de passar aos espectadores toda a gama de emoções que nos arrebatou por tantos anos. Atores como os fantásticos Micheal Emerson, intérprete do “vilão” Ben, e Terry O’Quinn, responsável por Locke.

Após o desfecho de Lost, os veteranos atores manifestaram o desejo de voltarem a trabalhar juntos. Isso pode estar acontecendo no novo programa do incansável J. J. Abrams. “Odd Jobs”, que também conta com produção de Josh Appelbaum e Andre Nemec (parceiros de Abrams em Alias), deve ter os dois como ex-espiões em um misto de drama e comédia.

Vale notar que ainda não há uma confirmação oficial dos envolvidos e a série ainda estaria na fase de apresentação a emissoras de TV potencialmente interessadas. Mas, levando em conta a assinatura de Abrams e a presença de dois vencedores do Emmy, é apenas uma questão de tempo para que possamos assistir novamente a bons embates verbais e muito cinismo entre Ben e… digo, entre Emerson e O’Quinn.



 
21set Felipe Pinheiro

Grant Morrison e My Chemical Romance

 

Grant Morrison

Com muito esforço, dá para dizer que My Chemical Romance é uma banda passável. Embora não produza das melhores músicas, não chega a ser uma ofensa aos ouvidos, como a atual geração de rock teen. No entanto, seu vocalista, Gerard Way, vem se destacando como escritor de quadrinhos, e é responsável pela ótima Umbrella Academy, que tem arte do brasileiro Gabriel Bá.

E foi na época em que escrevia o primeiro volume da premiada hq que Way conheceu Grant Morrison, quadrinhista responsável por obras-primas como We3, Os Invisíveis, Homem-Animal e Grandes Astros: Superman, aquela que é começa a ser considerada por muitos como a melhor história em quadrinhos de um super-heróis. Desta amizade, além de inúmeras dicas do veterano autor ao novato, surgiu a idéia de que Morrison participasse de um clipe da banda de Way, o que foi bastante adiado.

Então, MCR lançou nesta semana um teaser do seu novo álbum, “Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys”. O divertido (sim, acreditem: divertido) vídeo , que também deve ser uma prévia do clipe do single “Art is The Weapon”, mexe com cosplays e outras maluquices bem ao gosto de Morrison, além de trazer o louco escritor escocês  como um caricato vilão.


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20set Luiz Jeronimo Stamboni

Metric

 

Está aí uma banda que você tem de conhecer. Com base atual em Montréal, mas tendo sido formada em Toronto (sim, ainda estou naquele meu lance de descobrir o melhor do rock canadense), o Metric é uma grata surpresa. Pudera, Emily Haines, a vocalista e alma da banda, se entrega à música, dando o melhor de si, seja em estúdio, seja ao vivo.

E sim, tive o grande privilégio de vê-los ao vivo e por conta disso, reafirmo, você precisa ouvi-los. E a já mencionada entrega da vocalista é o que te fará curtir esse som. Do lindo tom de sua voz à interessante linha de sintetizadores que ela mesma administra. Emily é tão requisitada, que sua performance já foi aliada às de Stars (outra banda canadense, também com um post dedicado por aqui) e Tiesto, entre outros bons nomes da música, como a Broken Social Scene.

Por essas e outras, eles já foram indicados a prêmios do mundo da música, tendo faturado por duas vezes o Juno Awards, nas categorias de melhor álbum, com Old World Underground, Where Are You Now? (2003) e posteriormente como grupo do ano (2010). Vale ressaltar que o Metric também está presente na mais que excelente trilha de Scott Pilgrim e vê em Black Sheep, música assinada por esses canadenses, seu melhor e mais entusiasmado momento.


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