Arquivo para o mês setembro de 2010

17set Felipe Pinheiro

Puny Parker

 

Puny Parker

O mineiro Vitor Caffagi é responsável por uma das melhores tirinhas nacionais, Puny Parker, com as aventuras do pequeno Peter Parker. Em agosto, começou sua terceira temporada, “A Saga do Menino de Preto” que continua a reunir o carismático personagem, na melhor tradição “loser” de Charlie Brown, com sátiras a elementos dos quadrinhos da Marvel Comics. Desta vez, o foco é na fase do uniforme negro do Homem-Aranha.

Caffagi também passa a publicar no blog informações e ilustrações de outros de seus projetos. Vale lembrar que o desenhista é responsável pela tirinha Valente, publicada em alguns jornais, e fez uma belíssima história do Chico Bento para o Especial MSP + 50, que reuniu 50 quadrinhistas brasileiros em homenagem ao meio século de carreira de Maurício de Souza.


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17set Felipe Pinheiro

Freddie Mercury

 

Freddie Mercury

Qual a melhor escolha para interpretar, nos cinemas, um dos mais carismáticos, camaleônicos e performáticos cantores de sua geração do que um ator com qualidades comparáveis? Segundo o Deadline, após anos de boatos, Sacha Baron Cohen foi confirmado como Freddie Mercury na cinebiografia do cantor, que deve se estender da formação do Queen nos anos 70 até o lendário show Live Aid, em 1985.

O roteiro será assinado por Peter Morgan (A Rainha, Frost/Nixon) e o longa-metragem conta com produção da GK Films, Tribeca Productions e Queen Films, formada pelos membros remanescentes da banda, cuja concordância foi fundamental ao projeto, já que possibilitou a utilização de músicas como “We Will Rock You” e “Bohemian Rhapsody”.

Resta saber se o filme se concentrará apenas no lado showman de Mercury ou também enfocará suas conturbadas personalidade e vida pessoal, e se Cohen terá capacidade dramática para tal empreitada. Certo é que, com o desfecho em 1985, a produção espera retratar a ascensão de um dos maiores mitos do Rock, e não sua morte graças à AIDS.


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16set Felipe Pinheiro

Justified

 

Justified

A televisão americana está cheia de anti-heróis. Personagens como Jack Bauer, de fala mansa, mas truculentos e sem medo de infringir às regras para pegar os vilões, caem facilmente no gosto dos espectadores. Em um mundo cada vez mais violento, onde nos sentimos diariamente oprimidos, é catártico ver bandidos levarem umas belas bordoadas. Neste sentido surge Raylan Givens, protagonista de Justified, série que estreou no Canal Space nesta segunda-feira.

Uma releitura moderna dos filmes de Velho Oeste, Justified traz Givens (Timothy Olyphant, que também esteve no western Deadwood), um delegado que, após se envolver com a morte de um criminoso em Miami, é despachado para uma pequena cidade no Kentucky. Curiosamente sua terra-natal, este é um daqueles lugarzinhos nada simpáticos onde todos parecem ter seus esqueletos no armário.

O próprio Givens tem que lídar com sua paixão por sua ex-esposa, sua infância com um pai fora-da-lei e seu amigo de infância, agora também um delinquente, além dos temas recorrentes em histórias no interior sulista dos Estados Unidos, como racismo e fanatismo religioso.

Vale lembrar que a série é produção do canal americano FX, responsável por dramas bastante elogiados como Damages, The Shield e Sons of Anarchy. No Space, os 13 episódios da primeira temporada serão exibidos às segundas-feiras, às 21 horas… e infelizmente dublada.



 
16set Felipe Pinheiro

O ultimo homem e o prefeito herói

 

Y - The Last Man

Em um dos primeiros episódios da quinta temporada de Lost, pouco antes de embarcar em um avião, Hurley aparece lendo uma versão em espanhol de um encadernado de Y – O Último Homem. O pequeno easter egg era uma brincadeira com um dos novos escritores da série, o quadrinhista Brian K. Vaughan. Enquanto os holofotes das industrias dos quadrinhos estão focados em nomes como Brian Bendis, Grant Morrison e Geoff Johns, Vaughan foi responsável por duas das melhores séries da nona arte: Y e Ex Machina.

A Panini está publicando as duas histórias no Brasil, em encadernados baratos e com uma boa periodicidade. Boa notícia para o leitor brasileiro, normalmente privado de boas séries independentes ou tendo que desembolsar um bom dinheiro para acompanhá-las (sem a certeza de que elas chegarão a seu fim).

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15set Luiz Jeronimo Stamboni

Jason Levesque

 

Jason Levesque, aka Stuntkid, tem um dos portfólios mais bacanas que já vi. Gosto muito desse tipo de traço, parte de composições digitalmente agradáveis. Algo nesses desenhos até lembra o que já pôde ser visto no trabalho de Tara McPherson, mas não, são dois gênios do design, com características muito únicas, impressionantes.

No blog dele você ainda pode ver parte do processo de criação dessas ilustrações, o que recomendo que seja feito. Mas se quiser dar um pulo direto para os desenhos, o link é esse daqui. Salve entre os seus bookmarks.



 
15set Felipe Pinheiro

The Irishman

 

The Irishman

Em “O Poderoso Chefão”, eles estavam distantes por décadas. Em “Fogo contra Fogo” (que até era um filme bonzinho), eles finalmente se encontraram, embora por pouquíssimos minutos. E então, quando os fãs de Al Pacino e Robert De Niro (gênios incontestáveis do cinema, perdoem-me a tietagem) acharam que finalmente veriam o encontro definitivo entre duas lendas… veio “As Duas Faces da Lei”, filme feito para aqueles insones que ligam na Globo em uma terça-feira, às duas horas da manhã.

Mas, onde há sol, há esperança… Ou qualquer outra fase de efeito digna de Paulo Coelho. Pacino e De Niro podem se encontrar novamente em “The Irishman”, adaptação do livro “I Heard You Paint Houses”, que conta a história de um ex-líder sindical que torna-se assassino de aluguél da máfia” e contaria ainda com Joe Pesci (rosto mais que rotineiro em filmes do gênero) e direção de Martin Scorsese.

Vale lembrar que Scorsese vem passando por uma boa fase ultimamente. Após os medianos “O Aviador” e “Os Infiltrados”, o cineasta foi responsável pelo ótimo “A Ilha do Medo” (aliás, que ano o de Leonardo DiCaprio, protagonista desse longa e das maiorias das minhas reclamações) e promete um divertido filme infantil com “A Invenção de Hugo Cabret”.

Resta saber se o longa, que vem sendo especulado desde 2008, será realmente o próximo projeto do diretor (aí que entra o “podem se encontrar”), já que “Silence” também é cotado como seu filme seguinte. Vale lembrar, também, que Hugo Cabret está atualmente sendo gravado, e deve passar por uma longa pós-produção. Será que, mais uma vez, vamos nos decepcionar ou teremos um encontro à altura destes três titãs?


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14set Luiz Jeronimo Stamboni

Hora de Aventura

 

Ao lado de As Trapalhadas de Flapjack, Hora de Aventura é uma das melhores estréias do Cartoon Network (nos últimos 5 anos, pelo menos). A primeira impressão não foi das melhores, mas me bastaram mais 5 minutos frente a TV pra ver que esse era um desenho com considerável potencial. Tão nonsense quanto o já citado Flapjack, com doses homeopáticas de referências à Bob Esponja, Finn e Jake (os protagonistas, menino e cão, respectivamente) têm aprontado altas aventuras na terra de Ooo.

Rei Gelado, Princesa Jujuba, Dona Tromba, Marcelina, Princesa Caroço… Os tipos de personagens encontrados em Hora de Aventura já denotam a real intenção do desenho. Finn (que sofre de Talassofobia) não sabe sua real origem e nessa terra de maluquices, precisa da ajuda de Jake, um cão que ganhou poderes rolando em uma poça de lama, ainda quando filhote e que, na maioria das situações, funciona como uma espécie de bússola moral para o moleque.

Falar muito mais do que isso é estragar qualquer surpresa, que assim como essa nova manifestação moral em formato “infantil”, pode agradar por superar toda e qualquer expectativa. Não se deixe enganar pelos traços (que soam muito mais lindos depois daqueles mesmos 5 minutos iniciais), as horas de aventuras vividas por Jake e Finn, são pra lá de interessantes.

Hora de Aventura é exibido no Cartoon Network aos domingos (20h00) e têm reprise às terças, as 19h30 e às 23h30.


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14set Felipe Pinheiro

As Cobras

 

As Cobras

Salvo raras exceções, o adolescente brasileiro não lê. E, em certa parte, a culpa deve-se a um sistema educacional que não desperta no jovem o sabor da leitura, tanto com a desculpa esfarrapada e ufanista que ele deve ter contato prioritário com a leitura nacional (descartando clássicos estrangeiros), quanto não adequando o mesmo material nacional (que, afinal, tem também obras-primas) para as faixas etárias com que se lida em sala de aula.

Ora, tenta-se enfiar um denso Dom Casmurro (inteligível para um moleque de 13 anos que não tem as necessárias experiências de vida para degustar o livro) goela abaixo, enquanto se despreza, via de regra, todo um rol de contos bem-humorados do próprio Machado de Assis. E os exemplos são inúmeros. Outro grande problema é como são apresentados os cartunistas brasileiros aos jovens leitores. Laerte, Henfil e Angeli são alguns dos gênios que tem seus trabalhos perdidos entre as páginas de gramáticas onde, quando muito, os estudantes tem um parco convite para interpretar aquele texto isolado, sem contexto histórico ou social.

Portanto, se você é fã d”As Cobras, tirinhas do gaucho Luís Fernando Veríssimo, seja por conhecer suas críticas mordazes que vem desde o jornal Zero Hora, de Porto Alegre (e que se espalharam por publicações do país inteiro), seja por estes tais exercícios gramaticais, certamente é uma ótima notícia a publicação da editora Objetiva. “As Cobras – Antologia Definitiva” tem 200 páginas, formato de 20 x 27 e custando R$ 49,90.

A tirinha, que começou na Ditadura Militar e estendeu-se até 1997, é ainda muito atual, como só as boas obras conseguem ser. Afinal, políticos inescrupulosos e torcedores descontentes com técnicos de futebol são temas recorrentes no Brasil até hoje. Segundo o autor, no press release divulgado pela editora, “as cobras dão palpite sobre tudo, mas prefiro as cobras filosóficas, comentando a insignificância dos répteis – incluindo os répteis humanos – diante do Universo”.


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13set Felipe Pinheiro

Scott Pilgrim nos cinemas

 

Scott Pilgrim

Apesar de todo o hype envolvido, “Scott Pilgrim vs The World” foi muito mal nos cinemas. Aliás, “muito mal” é um eufemismo. O filme realmente afundou nas bilheterias, e pareciam estar sepultadas as chances de uma distribuição internacional mais arriscada (leia-se, em países onde os nichos que o filme atinge não sejam tão fortes) por parte da Universal.

Some-se isto ao fato de que, no Brasil, a Paramount já ter adiado o filme de outubro para novembro (antes mesmo da película estrear nos Estados Unidos) e Scott Pilgrim parecia ter o mesmo destino de outros ótimos filmes de seu diretor, Edgar Wright (“Todo Mundo Quase Morto” e “Chumbo Grosso” passaram meses em indefinição por parte da Paramount até que foram lançados diretamente em home video, aqui em terras tupiniquins).

Mas, após uma movimentação dos fãs no twitter e de um “censo” realizado pela distribuidora, para identificar as cidades com maior número potencial de espectadores, a boa notícia: A adaptação da hq canadense chegará aos cinemas brasileiros. Não todos, mas chegará. Em um primeiro momento, será exibido no Festival do Rio, que ocorre entre 23 de setembro e 8 de outubro. Depois, chegará ao circuito comercial com poucas cópias, começando pelo eixo Rio/São Paulo e indo para outras cidades (as que mais se manifestaram com a tag #ScottPilgrimNoBrasilNOW) em um sistema de rodízio com as tais poucas latas de filme.

Ou seja: Se você for do Rio de Janeiro ou de São Paulo, parabéns (não tão sinceros). Se você estiver fora desse eixo, mas em alguma cidade dentro da civilização ocidental (Belo Horizonte, Curitiba, Recife, talvez), há grandes chances de ver, nos cinemas, e em algum ponto no tempo após meados de outubro, Micheal Cera derrotando os sete ex-namorados do mal da linda Mary Elizabeth Winstead. Mas se você, como eu, for de… Natal, por exemplo… se ferrou. Ou nos ferramos. Aí, amigo, é esperar pelo DVD, Blue-Ray, download, ou o que seja.


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09set Felipe Pinheiro

Camelot 3000

 

Camelot 3000

Se a publicação dos encadernados de super-heróis da Panini Comics deixa bastante a desejar (com inúmeras coleções incompletas, e que assim devem permanecer, como Liga da Justiça de Grant Morrison, Starman e A Queda do Morcego), as coletâneas com histórias adultas estão indo de vento em polpa popa (polpa, Felipe? polpa?!). Talvez pela temática que atinge uma parcela de leitores mais disposta a gastar (e com mais possibilidade de fazê-lo), ou por ter histórias fechadas e com a qualidade que faz merecer o tratamento luxuoso da Panini (com capas-duras e preços não raro exorbitantes), não são poucos os lançamentos da Vertigo e outros selos adultos.

Um destes lançamentos é Camelot 3000, obra máxima do desenhista Brian Bolland (A Piada Mortal), ao lado do escritor Mike W. Barr. Embora ainda não atingindo a qualidade impecável de seu trabalho na curta história de Batman de Alan Moore, Bolland (fruto da Invasão Britânica na DC Comics no início dos anos 80) já apresenta um detalhismo que seria sua marca registrada, mesclando elementos medievais, futurísticos e alguns típicos da década de oitenta.

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