Arquivo para o mês outubro de 2010

29out Philip Shin

The Strange Boys

 

É uma banda nascida na cidade de Dallas no Texas, numa modesta garagem. Um sexteto formado atualmente por Ryan Sambol (na guitarra, vocal e gaita), Philip Sambol (no Baixo), Greg Enlow (o segundo guitarrista), Mike La Franchi (Bateria), Jenna E. Thornhill DeWitt (saxofone e back vocal) e Tim Presley (back vocal).

O som deles é magnífico, incorporam elementos do Garage rock, R&B, Punk e Country Music e Folk. Eu sei, uma mistureba bem eclética. Suspeito que o nome da banda tem a ver com esse mix de estilos. E não é que realmente deram certo? Mês passado recebi de uma velha amiga que mora nas terras do Tio Sam dois álbuns deles, um que foi lançado em 2009, intitulado “The Strange Boys and Girls Club” e outro deste ano, chamado “Be Brave”

Me sentei num fim de semana e resolvi ouvir à todas as músicas. Logo nos primeiros acordes notei uma semelhança com algumas bandas que já ouvira no passado e essa sensação me acompanhou através de toda a sessão de música daquela tarde. Eles fazem uma viagem aos anos 50, 60 e 70, e arrisco dizer que foram influenciados por Larry Williams, Chuck, os Fab 4, os Stones, Janis, Jim, Hendrix, Cash e o Elvis. Gostei especialmente da “This girls taught me a dance”, ela ilustra bem o estilo da banda, da “No way for a slave to behave”  e claro a música “Be brave”. Vale dizer que os títulos da melodia são no mínimo, originais.

Com certeza uma das bandas de 2010 e que dão gosto de ouvir, fazia tempo que eu não me sentava pra ouvir dois álbuns do começo ao fim em uma tarde calma de sábado.


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25out Felipe Pinheiro

Tropa de Elite 2

 

Tropa de Elite 2

Demorou, mas saiu. Afinal, parceiro, filme bom exibido, é filme assistido (não necessariamente resenhado, no entanto). A nova incursão de José Padilha nos cinemas teve a maior abertura da última década entre os filmes nacionais, já é a maior bilheteria do ano e tem tudo para ser a maior bilheteria de um filme nacional desde a retomada. As salas de exibição estão lotadas e nem mesmo o aclamado A Origem e o divertido Homem de Ferro II tiveram tanta atenção do público tupiniquim neste 2010, sendo a prova que o cinema brasileiro pode promover um filme pensante e comercialmente atraente.

Em uma sociedade acuada pelo crime, o mais pacífico dos homens tem em sí tremenda fúria reprimida. O próprio Stan Lee ensinava, com seus X-men, que medo gera raiva. Esses sentimentos raivosos (não só oriundos do crime generalizado, mas de outros podres da sociedade, como a política cada vez mais desacreditada) acabam sendo reprimidos, até que encontram certos momentos de extravase, muitas vezes através de pobres programas sensacionalistas.

A liberação da fúria em toda sua plenitude, contra os supostos males da sociedade, de forma catártica, através dos integrantes do BOPE alí em tela: esse é um dos pilares de Tropa de Elite. Mas não seu único. Mais uma vez, José Padilha e Wagner Moura fazem um trabalho exemplar ao dar, juntos, vida ao Capitão (agora coronel) Nascimento.

Vida, porque, por mais que os ideais de Nascimento sejam unidimensionais, enxergando o mundo em uma pobre paleta de preto e branco, fazem parte de um homem com defeitos e qualidades bem construídos, com uma mente complexa, emoções ora escondidas, ora cruamente expostas e, mais importante, um código ético personalíssimo e dificilmente explicável em poucas palavras. E uma construção tão elaborada daquele que é um dos maiores personagens do cinema nacional é crucial para o sucesso de Tropa de Elite 2.

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24out Luiz Jeronimo Stamboni

Urban Gallery

 

Cores, muitas delas. Inspiração ao invés de paredes. Esse é o conceito básico da Urban Gallery, projeto que transforma a paisagem urbana. Você não deve ver simples tapumes, mas sim, arte livremente exposta e gratuita. A iniciativa é da Brookfield Incorporações que visa promover através dessa campanha institucional uma das maiores exposições a céu aberto já realizadas no país.

4 cidades receberão em seus tapumes (totalizando mais de 1004 metros) verdadeiras obras de arte, assinadas por nomes como Tofer Chin (Faria Lima/SP), Momo (Giroflex/SP), OVNI (Barra Business Center/RJ), Flávio Samelo (DF Century Plaza/DF) e Selon (Prime Tamandaré Office/Go). O mais bacana é que, quem estiver passando em frente a esses tapumes, se estiver com o bluetooth de seu aparelho celular ativado, poderá baixar informações sobre o artista e a referida obra. Vale ressaltar que a curadoria é daquela famosa famosa italiana, a Rojo.

Recomendo uma visita ao site da Brookfield (que promete para breve um app para iPhone que utiliza sua voz como matéria prima para desenvolver seu talento artístico) e também uma passagem pela página da Urban Gallery no Facebook, que tem já traz as fotos e vídeos de dois desses 5 empreendimentos. Se você for de alguma dessas cidades e quiser nos enviar fotos das artes, publicaremos as mais bacanas por aqui.



 
22out Felipe Pinheiro

Habemus Bilbo Bolseiro

 

Bilbo Bolseiro

Até eu admito que a brincadeira com a clássica “Habemus papam” já está um pouco batida, mas o anúncio do ator que irá interpretar Bilbo Bolseiro merece toda solenidade possível, mesmo que não seja uma grande novidade: depois de muita especulação, e uma educada negativa devido às gravações da série britânica “Sherlock”, Martin Freeman foi confirmado como protagonista do Hobbit, que terá direção de Peter Jackson.

Freeman é um ótimo ator, mais conhecido por sua participação na versão inglesa de The Office, mas os fãs de Douglas Adams certamente se lembrarão de seu Arthur Dent em O Guia do Mochileiro das Galáxias. Também esteve em filmes de Simon Pegg, como Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso. Em seus últimos trabalhos, interpretou um afetado matador de aluguel em Wild Target, com Bill Nighy, e o fiel Watson, em Sherlock.

Após uma grande lista de problemas, sendo o mais recente o boicote do sindicato de atores da Nova Zelândia (boicote esse que já foi derrubado, seguido da promessa de uma bela – com o perdão da palavra – comida de rabo dos sindicatos da ilha por Jackson), o filme vai aos poucos se preparando para sua gravação, no primeiro trimestre de 2011. A confirmação do protagonista é uma ótima notícia, que, somada com os boatos da confirmação de Ian Mckellen como Gandalf e da participação de Nighy dando voz ao dragão Smaug, animam os fãs da Terra Média.



 
21out Felipe Pinheiro

Escolha o líder da Legião

 

Legião

Nos últimos anos, um dos grupos mais clássicos de heróis voltou às páginas da DC Comics, em ótimas histórias escritas por Geoff Johns e Paul Levitz. Após participações em histórias da Liga da Justiça e Superman, a Legião dos Super-Heróis protagonizou a ótima Legião dos Três Mundos, passou a ocupar algumas edições de Adventure Comics e a retomar para um título próprio, nos Estados Unidos (e, segundo a Panini Comics, essas histórias mais recentes da equipe podem ser publicadas no Brasil, em Universo DC).

Aproveitando a interatividade que marca essa geração, tão adepta das redes sociais, e tentando alavancar a popularidade dos heróis do século XXXI, a DC Comics promove uma eleição para a escolha do novo líder da Legião dos Super-Heróis. Até o dia 10 de novembro, leitores de qualquer parte do mundo podem acessar o site Legion Election e escolher qualquer um dos membros da atual formação do time.

Segundo os autores, qualquer que seja a decisão dos internautas, por mais esdrúxula que seja, ela será acatada. Que tal retornar ao cargo os fundadores da equipe, Cósmico, Satúrnia ou Relâmpago? Ou então escolher um dos antigos rejeitados da Legião, Polar? A equipe estaria melhor com uma mulher forte e decidida como a Vésper ou com o calculista Brainiac? Melhor ainda, que tal chutar o balde e eleger um dos azarões Quislet ou Tellus? Como ficaria a dinâmica do grupo dirigido pelo novato Portal? Sejam criativos, amigos.



 
19out Felipe Pinheiro

Vendemos Cadeiras

 

Vendemos Cadeiras

Estréia no Multishow, neste sábado, 23 de outubro, às 23 horas, a série Vendemos Cadeiras, de Matheus Souza, diretor do sensacional Apenas o Fim. No elenco, Gregório Duvivier, Wagner Santisteban, Rodrigo Arruda, Clarice Falcão e Augusto Madeira.

O programa retrata o dia a dia do dono de uma loja de cadeiras em que trabalham os nerds Fábio Jr (Duvivier), o retrato da inocência e da timidez, e Eliezer (Santisteban), bem mais agitado. As coisas vão bem monótonas, até que o dono da loja, Mauro (Madeira) adota Diana (Falcão), apenas para impressionar sua nova paquera. Tudo bem (nem tanto), se não fosse o fato de Diana ser uma garota de vinte anos, extremamente problemática, já tendo sido adotada por nada menos que 63 famílias. Se não bastasse a confusão, Fábio Jr e Eliezer acabam se apaixonando pela garota. Em meio a tanta loucura, há ainda Cristóvão, o típico personagem grandão e silencioso.

Alguns personagens e situações aparentemente clichês, mas podemos contar com a genialidade de Souza e esperar algo divertidíssimo. Confira o trailer, que já faz notar que haverá bastante da estética e das referências pop presentes em Apenas o Fim.


4

 
19out Felipe Pinheiro

Marvel Terror

 

Marvel Terror

Nem só de super-heróis e mutantes vive o universo Marvel. Ao passo que a DC Comics utiliza o selo Vertigo para lançar histórias adultas, a “Casa das Idéias” mantém a linha Marvel Max, além de outros selos, como o Icon (voltado para trabalhos mais altorais de seus escritores, como o primeiro Kick Ass). Com o cancelamento do título nacional Max, pela Panini Comics, os fãs dessas histórias cheias de violência e terror ficaram sem uma casa fixa, mas a editora nacional havia prometido uma série de especiais e anuais para compensar essa falta, o que acontece com Marvel Terror, especial de Dia das Bruxas publicado nesse mês de agosto.

O carro-chefe do especial é a minissérie “Dead of Night Featuring Werewolf by Night”, que conta com roteiro de Duane  Swierczynski (Cable) e arte de Mico Suyan (Cavaleiro das Trevas), mas haverá também histórias do zumbi Simon Garth e de uma nova versão do clássico monstro de Frankenstein (um dia as pessoas perceberam que o monstro foi criado por, e não se chama, Frankenstein, enfim), reunindo autores como Greg Land e Mike Carey (responsável por Lúcifer e várias edições de Hellblazer).

O encadernado, que infelizmente não tem a linda capa desenhada pelo brasileiro Rafael Grampa para o quarto número da minissérie do Lobisomem, tem 140 páginas e seu preço não foi divulgado pela editora.


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18out Felipe Pinheiro

The Event

 

The Event

Lost reacendeu a chama das séries de mistérios e conspirações (e, de certa forma, modificado um pouco o seu formato), mas elas são as queridinhas do público há muito mais tempo. Basta lembrar da ótima e longeva Arquivo X, ou ainda da antiga The Prisioner (que, recentemente, ganhou um excelente remake em uma minissérie para a TV, com Ian McKellen e Jim Caviezel). Com o sucesso comercial de Lost, e a consequente vaga deixada pelo fim da série, os canais americanos estão correndo para criar um novo fenômeno, e falhando miseravelmente.

Ainda durante a exibição da série dos sobreviventes 815, surgiu Jericho, que tinha até seu charme, mas não passou de uma pequena segunda temporada (e isso após ter sido cancelada logo em sua primeira, o que levou os fãs a um movimento para salvá-la). Outra, que não só parecia embarcar no sucesso de Lost, como também prometia superá-la, foi FlashFoward, também cancelada e demonstrando que marketing megalomaníaco não faz uma boa série.

Mas, como tudo, inclusive (ou, especialmente) a televisão, funciona na base da tentativa e erro, chega ao Brasil The Event, onde Sean Walker (Jason Ritter) investiga o súbito e misterioso desaparecimento de sua noiva em um cruzeiro no Caribe, ao mesmo tempo em que é acusado pela CIA de ser um terrorista, e isso pode levá-lo a cruzar com o caminho do presidente dos Estados Unidos, Elias Martinez (Blair Underwood), que está investigando os segredos sujos do Serviço Secreto americano, o que inclui uma secreta prisão no Alasca, com os sobreviventes de um vôo perdido na época da Segunda Guerra Mundial, e que apresentam superpoderes.

Resta saber se essa colcha de retalhos vai cair nas graças do público e durar mais que uma temporada. É bom frisar que os comerciais deixam claro que nenhum dos plots apresentados até agora (a conspiração da CIA, tentativa de assassinato ao presidente, o caos na vida de Walker e a prisão secreta) são o tal evento. Qual será, então?

Enquanto isso, Fringe continua sensacional, mostrando que, embora o público não a perceba, é a verdadeira sucessora de lost e Arquivo X. The Event estréia no Universal Channel, nesta segunda-feira, 18 de outubro, às 22 horas.


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15out Felipe Pinheiro

BoardWalk Empire

 

Boardwalk Empire

Belas e perigosas mulheres, homens cínicos e poderosos com um senso moral complexo, um submundo que transita entre o sujo e violento e bordéis e cassinos iluminados e cheios de música. Com nomes como Terence Winter (Família Soprano) e Martin Scorcese (que dirige o primeiro episódio), a nova série da HBO tem tudo para agradar os fãs das boas histórias de gangasters.

Boardwalk Empire traz Enoch Thompson (o – quase – sempre fantástico Steve Buscemi), um respeitável político que, na verdade, também é um perigoso mafioso na Atlantic City dos anos 20, em plena Lei Seca, quando o governo americano proibe a venda de bebidas alcóolicas. Os criminosos, então, passam a criar uma rede clandestina de distribuição de bebidas. No elenco, ainda há outros bons nomes como Stephen Graham,

A série, que tem tudo para repetir o sucesso e a qualidade de outras produções originais na HBO, como Oz, Deadwood, Curb Your Enthusiasm, Roma e Família Soprano, estréia no Brasil neste domingo, 17 de outubro, às 22 horas.



 
15out Felipe Pinheiro

Scott Pilgrim: volume 2

 

Scott Pilgrim

No Canadá, Scott Pilgrim, criação de Bryan Lee O’Malley, foi publicado em seis volumes. No Brasil, um primeiro encadernado, “Scott Pilgrim Contra o Mundo”, foi lançado pela Quadrinhos na Cia. (selo da editora Companhia das Letras especializado em quadrinhos autorais), reunindo os dois primeiros volumes, “A Preciosa Vidinha de Scott Pilgrim” e “Contra o Mundo” e, claro, fomos só elogios a uma das melhores histórias dos últimos anos.

Apenas alguns meses depois, a editora lança Scott Pilgrim Contra o Mundo – vol. 2 (título que aproveita o nome da adaptação cinematográfica com Michael Cera e traz uma certa uniformidade à coleção, mas que, de certa forma, a empobrece um pouco), que dá continuidade à história de nosso herói, enfrentando mais ex-namorados malignos de Ramona e tendo que encarar sua própria ex-namorada má, Envy Adams, líder da poderosa banda Clash at the Demon’s Head. Tudo isso em meio a inimigos vegans, ninjas, samurais e a terrível possibilidade de ter que arrumar um emprego.

Com 408 páginas, em preto e Branco, o encadernado chega às livrarias na próxima semana, custando R$ 35,00. O terceiro volume, com o final da saga, está previsto para o primeiro semestre de 2011.