Arquivo para o mês outubro de 2010

14out Luiz Jeronimo Stamboni

Gogol Bordello

 

Ao lado de Phoenix, Gogol Bordello tem sido uma das mais gratas surpresas dos últimos tempos. Não à toa menciono ambas por aqui (depois desse post, dedico um aos franceses do Phoenix), já que as duas têm lançamentos nas prateleiras (digitais, que sejam). Mas foquemos na multiétnica Gogol Bordello, liderada pelo ucrâniano Eugene Hütz.

Pra você ter uma idéia, a Gogol Bordello tem 10 membros, 8 deles são de países distintos. Além de Eugene, o homem da voz, violão e percussão, há um russo que toca violino e um outro que toca acordeão. O guitarrista é de Israel, o baixista da Etiópia. Há mais duas percussionistas, uma é tailandesa e a segunda é de origem chinesa. Completam a banda um outro percussionista equatoriano, um tocador de acordeão do japão e um baterista estadunidense. Ufa.

Mas essa mistura étnica, cultural, é o que realmente faz do Gogol Bordello uma das bandas mais originais que já tive o privilégio de ouvir. Há referências claras em sua música, impostas por cada um desses integrantes. Há referências, inclusive, à música brasileira, até por que Eugene mora em Pernambuco. Então não se espante em meio a uma espécie de punk cigano (é, a banda criou o estilo denominado como gypsy punk), você ouvir algo que se assemelhe a um forrozinho. E isso, além de genial, aqui soa muito bem.

O Gogol Bordello tem 5 álbuns, sendo Trans-Continental Hustle, seu disco mais recente. Mas, vale enfatizar. Conheça seu som, absurdamente diferenciado e volte aqui e me diga se é ou não é uma das coisas mais incríveis que você já ouviu. Te desafio a me contrariar.


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13out Luiz Jeronimo Stamboni

Review: Metroid Other M

 

Samus Aran, a caçadora de recompensas que todos nós gostamos está de volta. E para nossa sorte, em Metroid: Other M (exclusivo para Wii), a big N se prestou ao trabalho de inovar em aspectos considerados intocáveis para a grande legião de fãs da série. Falo sorte por que, justamente por conta desses pontos de oportunidade, por assim dizer, Metroid foi levado a um outro patamar.

Agora a protagonista ganhou dublagem, artifício nunca antes usado para a personagem de Samus e um outro aspecto interessante foi o uso da recriação de episódios clássicos da franquia, como por exemplo, o final em CG de Super Metroid que, inclusive, é o ponto de partida de Other M. Os controles, a princípio, podem gerar alguns narizes torcidos, pois soa estranho adaptar-se a ambientação que ora é em 2D, ora em 3D. Mas passado o tempo habitual de costume, nota-se o quanto isso agrega de forma positiva ao conjunto da obra. Ousado? Sim, bastante. Mas interessante e recompensador na mesma medida.

Outra novidade – e essa pode ser tão grande quanto as demais mencionadas – é o fato de que, dessa vez, a Nintendo se uniu a Team Ninja (desenvolvedora da franquia Ninja Gaiden, em 3D) para trabalhar melhor a coreografia nas cenas de batalha, além é claro, do drama, outra grande característica da “ex-firma” do gênio Tomonobu Itagaki. A parceria valeu a pena e Metroid: Other M torna-se ainda mais marcante por conta dessa empreitada conjunta.

O enredo, como era de se esperar, também não decepciona. A expectativa era das mais altas, até por que em seu próprio encarte, o game estampa os dizeres: “A história de Samus, finalmente revelada”. E é a isso que o game se presta, é como se o interesse por trás de tudo fosse dar uma satisfação a quem acompanha a série Metroid desde o velho e saudoso NES. Por essas e outras, Metroid: Other M é um clássico baseado em outros clássicos. Ponto para a Nintendo. De novo e de novo.



 
09out Philip Shin

COMIX FEST 17th edition

 

E mais uma vez teremos a grande liquidação da loja Comix em São paulo. Evento este, realizado todos os anos no mês de Outubro no Centro de Exposições São Luiz, ao lado do metro Consolação. Conta com descontos de 20, 30, 50 e até 80%! Uma bela oportunidade pra comprar aquele encadernado com as histórias e/ou comprar aqueles números atrasados de mangás e quadrinhos.

A Comix Fest promove os Fanzines nacionais e seus autores, além de palestras com grandes nomes da área das HQs, Tirinhas e outras publicações nacionais e se você tiver sorte, verá alguns bons cosplayers. Um belo programa para o fim de semana que segue logo após esse feriadão.

Mais informações no site Comix Fest



 
08out Luiz Jeronimo Stamboni

NERF

 

Não sei você, mas apesar de eu não gostar nem um pouco de armas, fazia um tempo que andava com vontade de comprar uma NERF (Non-Expanding Recreational Foam). Pois bem, acabei comprando uma essa semana (Longstrike CS-6) e posso falar que você também fará bom investimento (apesar do alto custo) se puder adquirir uma, qualquer que seja, já que existem diversos tipos de armas.

Essas armas NERF têm um histórico interessante, criadas pela Parker Brother, no já longínquo ano de 1969, elas tiveram sua patente adquirida pela Hasbro e à partir disso, você já deve imaginar sua evolução e conseqüente participação na cultura pop (como os jogos lançados para Playstation 2, Nintendo DS e Wii). Por vezes me pego imaginando o uso de um milhão delas em um clipe do Weezer, seria a cara deles…

Aproveitando, recomendo que vejam esse vídeo, criado por usuários fanáticos pela NERF. Ele é de 2008, mas se você ainda não viu, também vai achar o máximo.



 
08out Felipe Pinheiro

Parks and Recreations

 

Parks and Recreations

Da última safra de comediantes saídos do Saturday Night Live, duas mulheres tem que ser destacadas. Enquanto Tina Fey coleciona Emmys e mais Emmys com 30 Rock, Amy Poehler (sua parceira no hilário Weekend Update, quadro do SNL) protagoniza a série Parks and Recreations, mockumentary (documentário ficcional, como The Office) dos mesmos produtores do programa de Steve Carell.

Elogiada pela crítica norte-americana, a série traz Poehler no papel de Leslie Kope, funcionária do departamento de Parques e Recreações de Pawnee, em Idiana, que tem pela frente a difícil missão de transformar um terreno abandonado em um parque público, e ambiciona se tornar a primeira mulher a ser eleita presidente dos Estados unidos.

Para aqueles que tem medo de se apegar a um novo programa e ele ser logo cancelado, boa notícia: exibida pela NBC, Parks ganha sua terceira temporada neste verão (americano, claro) de 2010/2011. No Brasil, estamos um tanto atrasados: a primeira temporada de Parks and Recreations estréia no Sony neste sábado, 09 de outubro, às 22h30.


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07out Felipe Pinheiro

No ordinary Family

 

No Ordinary Family

Nova série da ABC, com produção de Greg Belanti (Brothers & Sisters) e Jon Harmon Feldman (Dirty Sexy Money), No Ordinary Family traz uma família disfuncional com os típicos problemas americanos: mãe presa ao trabalho, pai frustrado e filhos adolescentes. Tudo ia bem (mal) até que Jim Powell (Michael Chiklins, de The Shield e Quarteto Fantástico) decide acompanhar sua esposa, a cientista Stephanie Powell (Julie Benz) a uma viagem à floresta amazônica, e arrasta junto seus dois filhos. No norte do Brasil, a família tem um acidente e ganha super-poderes.

A série parece querer funcionar onde Heroes falhou completamente: juntar pessoas normais a poderes fantásticos. No entanto, enquanto o programa da NBC se perdeu completamente em tramas confusas e personagens sem carisma, a nova série da ABC (e grande aposta do canal) optou por uma abordagem mais leve, mas que deve ter sua cota de mistérios. Ainda em comparação a Heroes, os poderes também servem de metáforas aos desejos e necessidades dos personagens e a comédia deve surgir justamente na adaptação a esta nova realidade. Os anúncios do show incluem a chamada “novos poderes, instruções não inclusas”

Com uma pequena janela em relação aos Estados Unidos (onde foi lançado no dia 28 de setembro), No Ordinary Family estréia nesta sexta-feira, 08 de outubro, às 21 horas, no canal Sony.


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06out Felipe Pinheiro

Na verdade, Habemus Gwen Stacy!

 

Gwen Stacy

Há uns dois dias divulgamos que Emma Stone seria Mary Jane no novo filme do Homem-Aranha, certo? Mas a fonte da notícia, o Deadline, estava errada. E, com ele, erraram Omelete, Judão, Jovem Nerd, Universo HQ, Cinema em Cena, Globo, Yahoo e, como não poderíamos escapar da mesma fonte (porque em tese – em tese – as fontes do Deadline são sempre confiáveis), entramos no mesmo barco. A realidade? Provavelmente, o tal olheiro do blog americano apenas descobriu que Stone havia sido contratada pela Sony e supôs que a ruiva iria interpretar… a ruiva.

Acontece que, ontem, o estúdio oficializou a contratação da atriz como protagonista da nova aventura do Aranha, mas como Gwen Stacy (a primeira namorada do herói). E, surpresa das surpresas, Marc Webb comentou que ela é loira natural. Resta saber qual será a abordagem dada a Gwen: se a loirinha sem sal das histórias originais, nerd, como na mais recente animação, ou meio maluquinha, como na linha Ultimate (que, aliás, é a base da nova série de filmes).

Eu gostaria muito de saber como Webb descobriu que Stone não é ruiva natural.


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06out Philip Shin

Hawaii Five 0, 2010

 

Ah, os saudosos anos 60, mulheres, praias maravilhosas, agentes do governo, explosões e muita pancadaria ao som da surf music. Esse era o clima de Hawaii 5-0 que durou doze temporadas nos EUA. Mais de trinta anos se passaram desde o seu fim e alguém teve a genial idéia de reviver a série que tinha uma das músicas tema mais empolgantes. Isso mesmo, Steve McGarret, Danno e Chin ho estão de volta e com uma nova roupagem e uma nova personagem chamada Kono. Diga se de passagem Grace Park(a.k.a Boomer de Battlestar Gallactica, ela mesma!) como Kono está um espetáculo na tela.

A série estreou durante a Fall Season na CBS e conta por enquanto com três episódios. Eu tive a oportunidade de assistir e achei muito bom. Creio que, aos que assistirem à série original irão achar alguns clichês. Mas o único que me lembro era do Steve McGarret dizendo para Danno em cada final de episódio, “Book him, Danno!” (Fiche ele, Danno!). Vale a pena conferir esse remake.

A série vai estrear no Brasil talvez neste mês, no canal à cabo Liv.


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05out Felipe Pinheiro

Zack Snyder é o diretor de Superman

 

Superman

Há poucos dias, falamos sobre uma lista de diretores cotados para a nova adaptação do Superman, lista esta que incluía Darren Aronofsky (Réquiem para um Sonho) e Zack Snyder (300, Watchmen). Nesta noite de segunda-feira, a internet foi tomada de assalto pela notícia, divulgada pelo Deadline, de que Snyder assumirá o filme, que tem produção de Christopher Nolan.

O cineasta, que é fã do personagem, já havia sido convidado pela Warner para assumir o projeto, mas na época não aceitou, devido à confusão do estúdio com suas adaptações, que agora conta com Nolan como “padrinho” das conversões dos personagens da DC Comics para a sétima arte.

Segundo Snyder, que assumirá os trabalhos tão logo termine a produção de Sucker Punch, não teremos Brandon Routh como o Homem de Aço (e voltamos aos boatos de que um grande nome da televisão pode virar o herói?) e o General Zod será o vilão. Aparentemente, não se tratará de uma continuação de Superman II (onde Terence “Kneel before Zod” Stamp interpretou o renegado kryptoniano).

O desafio do diretor é atualizar o Superman, mas sem esquecer seus valores clássicos. O herói é datado, mas isto pode ser usado como ponto fundamental para sua trama, e a escolha de Zod como antagonista, ao mesmo tempo em que viabiliza grandes cenas de ação (em Sloooooow Motion?), pode construir um bom drama: o alienígena que chegou a nosso planeta, incorporou nossa cultura e passa a ajudar seu novo lar contra aquele que quer impor seus próprios valores. Vale lembrar, também, que nos quadrinhos, há uma antiga rixa entre a família de Kal-El e o general.

Sempre respeitoso com o material com que trabalha, e com o auxílio do genial Nolan, Snyder pode fazer o trabalho de sua vida com o maior ícone dos quadrinhos ou pode entregar um filme raso e afundar de vez a carreira cinematográfica do protetor de Metrópolis. Esperemos que ele siga pro alto e avante.


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04out Felipe Pinheiro

Habemus Mary Jane?

 

Emma Stone

Após a confirmação de Andrew Garfield (O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, A Rede Social) como Peter Parker, a nova adaptação do Homem-Aranha, com direção Marc Webb (500 Dias com Ela), segue procurando pela mocinha da história. Ou as mocinhas. O herói já teve duas namoradas importantes nos quadrinhos, Gwen Stacy (a primeira delas, mas que só apareceu nos cinemas no terceiro filme da série de Sam Raimi, interpretada por Bryce Dallas Howard) e Mary Jane (na pele de Kirsten Dunst) e ambas as personagens devem estar neste longa.

A lista de cotadas (e cocotas) para os papéis é um tanto grande, e inclui Dianna Agron (Glee) e Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas). Mas, segundo o Deadline, “habemus Mary Jane”: Emma Stone (Zumbilândia). Stone tem a beleza e a vivacidade necessárias para uma personagem extremamente bonita e carismática, que compete com Lois Lane como a “namorada de herói” mais importante das HQs. E também é boa de bilheterias, que é o que muitas vezes importa.

Com todo respeito a Dunst, que é uma bela atriz, sua Mary Jane nunca convenceu,e parte da culpa da completa falta de sal da personagem pode ser da abordagem mais realista – e um tanto chata – de Raimi. Nos quadrinhos, a ruiva sempre foi a melhor coisa que ocorreu na vida do Aranha, um grande nerd e azarado nato. Ora, em sua primeira aparição de corpo completo (até então, os leitores só haviam tido contato com partes da misteriosa personagem), ela diz que Peter tirou na loteria. E tirou!

Enquanto isso, outro nome envolvido em negociações é Philip Seymour Hoffman (Capote, Dúvida), que estaria envolvido com a volta do vilão Venom (ele seria o monstro ou faria parte de sua criação?). É bom lembrar que, na série de Raimi, ótimos atores foram escalados para os antagonistas do herói (ok, com exceção do terceiro filme).  Spider-Man 3D estréia em 03 de julho de 2012, pela Sony.


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