
Ao lado de Phoenix, Gogol Bordello tem sido uma das mais gratas surpresas dos últimos tempos. Não à toa menciono ambas por aqui (depois desse post, dedico um aos franceses do Phoenix), já que as duas têm lançamentos nas prateleiras (digitais, que sejam). Mas foquemos na multiétnica Gogol Bordello, liderada pelo ucrâniano Eugene Hütz.
Pra você ter uma idéia, a Gogol Bordello tem 10 membros, 8 deles são de países distintos. Além de Eugene, o homem da voz, violão e percussão, há um russo que toca violino e um outro que toca acordeão. O guitarrista é de Israel, o baixista da Etiópia. Há mais duas percussionistas, uma é tailandesa e a segunda é de origem chinesa. Completam a banda um outro percussionista equatoriano, um tocador de acordeão do japão e um baterista estadunidense. Ufa.
Mas essa mistura étnica, cultural, é o que realmente faz do Gogol Bordello uma das bandas mais originais que já tive o privilégio de ouvir. Há referências claras em sua música, impostas por cada um desses integrantes. Há referências, inclusive, à música brasileira, até por que Eugene mora em Pernambuco. Então não se espante em meio a uma espécie de punk cigano (é, a banda criou o estilo denominado como gypsy punk), você ouvir algo que se assemelhe a um forrozinho. E isso, além de genial, aqui soa muito bem.
O Gogol Bordello tem 5 álbuns, sendo Trans-Continental Hustle, seu disco mais recente. Mas, vale enfatizar. Conheça seu som, absurdamente diferenciado e volte aqui e me diga se é ou não é uma das coisas mais incríveis que você já ouviu. Te desafio a me contrariar.










