Arquivo para o mês novembro de 2010

30nov Felipe Pinheiro

Duna

 

Duna

Lançado originalmente em 1965, Duna é considerado um marco na ficção científica e para a literatura fantástica, ao inserir conceitos filosóficos e políticos no gênero e encontrar o primeiro volume da hexalogia de Frank Herbert, não é das tarefas mais fáceis, já que foi publicado pela última vez no Brasil em 1984, pela editora nova Fronteira. No entanto, os fãs da boa ficção científica podem comemorar: uma nova edição chega às livrarias pela editora Aleph.

A obra aborda um futuro distante, onde a humanidade está espalhada pelo universo, divida em feudos e toda a economia interplanetária gira em torno da Especiaria, um raro produto oriundo do desértico planeta Arrakis. É neste cenário que surge Paul Artreides, vítima de um grande jogo político e religioso e enviado a Arrakis, onde descobre os segredos do povo daquele mundo.

Após Duna, a dinastia de Artreides pode ser acompanhada nas continuações da publicação: O Messias de Duna (1969), Os Filhos de Duna (1976), O Imperador-Deus de Duna (1981), Os Hereges de Duna (1984) e as Herdeiras de Duna (1985).

Em 1984, David Lynch adaptou o livro para os cinemas, com Kyle MacLachlan como Artreides. O longa ainda teve a participação de Patrick Stweart e Sting. O primeiro e o segundo volumes da saga também viraram séries do Sci-Fi Channel. Um novo filme vem sendo cogitado pela Paramount, mas sua produção ainda vem se arrastando, o que levou os herdeiros de Hebert a darem um ultimato ao estúdio.

A editora Aleph tem um ótimo acervo, que inclui Laranja Mecânica, Neromancer, O Homem do Castelo Alto e diversas obras de Isaac Azimov. Duna tem 544 páginas e custa R$ 56,00. Este não é um publieditorial, apenas uma dica de uma boa oportunidade literária, comparável apenas, segundo Arthur C. Clarke (2001: Uma Odisséia no Espaço) a Senhor dos Anéis.


2

 
29nov Felipe Pinheiro

As 50 animações da Disney

 

Disney

Com a estréia de Enrolados, neste final de semana, nos Estados Unidos, os estúdios Disney chegaram à marca de 50 longa-metragens animados, e, para festejar, promovem um grande evento nos cinemas americanos e ingleses em 2011. Além da nova versão da Rapunzel (que será lançada no Brasil em janeiro) e do novo filme do Urso Pooh (ou Puff, pra quem tem a minha idade), todos os 49 longas anteriores voltarão às telonas, com lançamentos semanais.

Assim, saudosistas e novos espectadores poderão conferir alguns dos maiores clássicos da sétima arte, como Branca de Neve e os Sete Anões (de 1937), Fantasia (1940), Alice no País das Maravilhas (1951) e A Espada era a Lei (1963), além de animações mais recentes como Aladdin (1992), Rei Leão (1994), Lilo & Stitch (2002) e A Princesa e o Sapo (2009), e a incursão da Disney pela animação por computadores, como Dinossauros (2000) e a Família do Futuro (2007).

Vale lembrar que, em celebração aos 25 anos de De Volta para o Futuro e seu lançamento em Blue-Ray, o clássico oitentista voltou aos cinemas britânicos. Quando veremos uma iniciativa tão legal nas salas brasileiras? Confira abaixo um pequeno aperitivo desta comemoração.


13

 
22nov Felipe Pinheiro

Harry Potter e as Relíquias da Morte

 

Harry Potter

No que seria uma típica propaganda exacerbada, a Warner define o final da saga de J. K. Rowling como o evento de uma geração. Difícil acreditar, depois de anos vacinados pelo marketing pretensioso dos estúdios, mas é preciso.

O mesmo impacto que Star Trek e Star Wars tiveram em décadas passadas foi sentido nestes anos 2000. No início de 2002, um pré-adolescente ainda atordoado pelo Senhor dos Anéis de Peter Jackson correu a devorar o livro do inglês J. R. R. Tolkien e logo se deparou com quatro livros escritos por sua compatriota, Rowling, uma história relativamente simples, infantil, que ia ficando um pouco mais agitada e densa, à medida que as páginas avançaram. Lá estava eu, então com 15 anos.

Prestes a completar 25 anos, e tendo crescido às voltas de clássicos da ficção científica e dos quadrinhos, mas que notadamente pertenceram a gerações passadas, tive a oportunidade de assistir a Harry Potter e as Relíquias da Morte (parte 1), segunda parte do fechamento de um inegável evento da minha geração (fechamento esse que começou com o mediano Enigma do Príncipe). O que começou simples e divertido em A Pedra Filosofal toma ares sérios, tensos e violentos.

Leia o resto desse post »


6

 
18nov Felipe Pinheiro

Cowboys & Aliens

 

Cowboys & Aliens

Westerns e invasões de alienígenas são espécies já consolidadas no cinema, cada um em sua área. Podemos citar inúmeros clássicos de ambas, como “Três Homens em Conflito” e “Por Um Punhado de Dólares”, e, do outro lado da moeda, “O Dia em que a Terra Parou”, “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” (não é bem “invasão”, na conotação violenta da palavra, vale notar) e “Independence Day” (que não seria bem um clássico). Como imaginar, então, um mash-up entre dois gêneros tão diferentes, entre o velho-oeste sem tecnologia, mas lotado de homens valentes, e avançados invasores de outros mundos?

É o que Cowboys & Aliens, adaptação de uma história em quadrinhos da Sureshot Comics, vai responder. Dirigido por Jon Favreau (Homem de Ferro), o longa segue Zeke Jackson (Daniel Crag), que acorda no meio do deserto, sem qualquer memória do que teria acontecido, e portando um estranho objeto preso ao braço. Ao chegar na pequena e nada acolhedora cidade de Absolution, descobre que há uma recompensa pela sua cabeça, mas ele pode ser a única chance do lugar para sobreviver às naves que chegam no meio da noite. O filme conta ainda com Harrison Ford, Sam Rockwell (Homem de Ferro 2) e Olivia Wilde (House, Tron: Legacy).

O primeiro trailer foi divulgado, e dá para perceber que Favreau respeitou a essência dos dois gêneros, fundamental para aumentar a sensação de choque entre eles.


1

 
17nov Felipe Pinheiro

Lanterna Verde

 

Lanterna Verde

Há alguns anos, Geoff Johns não só trouxe de volta o mais famoso dos Lanternas Verdes, Hal Jordan, como reestruturou toda a franquia do personagem nos quadrinhos, aumentando consideravelmente sua mitologia e o tornando uma peça central no universo editorial da DC Comics. Ao lado de excelentes artistas como Ethan Van Sciver e o brasileiro Ivan Reis, criou sagas que foram sucesso de vendas e críticas, como Lanterna Verde: Renascimento, Sinestro Corps War (terrivelmente chamada no Brasil de Guerra dos Anéis) e A Noite Mais Densa. Ao seu lado, estavam também Peter Tomasi e Patrick Gleason, responsáveis por Green Lantern Corps.

Com essa crescente importância, e uma história perfeita para os cinemas, uma fantástica Space Opera que mistura aventura, lealdade e grandes vilões, o Lanterna Verde logo se tornou a nova empreitada da Warner nos cinemas. O estúdio planeja substituir os filmes de Harry Potter por adaptações dos quadrinhos de heróis, especialmente animada pelo enorme sucesso do Batman de Christopher Nolan. Enquanto Superman e Flash começam a dar seus passos rumo a novos longas, o “Gladiador Esmeralda” deve chegar aos cinemas em junho de 2011, com direção de Martin Campbell (Cassino Royale), e Ryan Reynolds, Mark Strong e Blake Lively no elenco.

Após algumas primeiras imagens e algumas cenas não muito animadoras, o trailer do filme foi liberado na noite desta terça-feira. Admito que sou um grande fã do herói (talvez nem tanto quanto o Fábio Yabu) e posso não estar avaliando com a imparcialidade necessária (mas quando eu fui imparcial nesse blog, meus amigos?), mas o trailer diminuiu consideravelmente minhas poucas dúvidas a respeito do filme. Posso estar bastante enganado e me decepcionar no cinema, mas tudo indica que Lanterna Verde será fantástico.


2

 
16nov Felipe Pinheiro

Beatles no iTunes

 

Beatles

Nesta segunda-feira, a Apple fez um anúncio na página principal do iTunes, informando que hoje seria um dia inesquecível. Logo começaram a brotar especulações de qual seria o tal grande aviso que o tio Steve Jobs faria. Dentre os boatos e hipóteses, foi resgatada a já velha conversa de que o acervo dos Beatles seria finalmente disponibilizado na loja virtual. Mas são boatos tão antigos que pensei que só veria isso quando tivesse uns 64 anos. No entanto, foi o que aconteceu.

A partir desta terça, e após longas negociações entre a Aple, os representantes do quarteto (os músicos vivos e seus herdeiros) e a EMI (que detém os direitos sobre algumas das canções), usuários do iTunes podem comprar qualquer um dos álbuns do Fab Four, por 13 dólares o disco simples e 20 dólares o disco duplo. Ainda pode ser adquiria a coleção completa por 150 dólares e cada música pelo módico preço de U$ 1,30. Foi preparada, inclusive, uma página especial, com alguns vídeos do grupo de Liverpool.

Apesar dos Beatles serem o maior grupo de Rock da história (comentários discordando em 5, 4, 3…), não chega a ser lá um anúncio tão inesquecível. Primeiro por não atingir todos os internautas espalhados por esse planeta, já que o iTunes está limitado em vários países (como nosso glorioso Brasil). Em segundo lugar, mesmo que seja a primeira loja virtual de música a oferecer o acervo dos Beatles, isso ocorre com anos de atraso. De tanto esperar, até mesmo quem rotineiramente é contra o download ilegal acabou se rendendo à pirataria, ou pelo menos a converter em mp3 seus recém comprados discos remasterizados.

O lançamento destes novos álbuns (na verdade, os velhos álbuns de sempre) teria sido uma ótima oportunidade de também se lançar o Quarteto na rede. Todas as atenções estavam sobre eles, época na qual ainda se lançou o Rock Band do grupo e se anunciou o remake em 3D de Yellow Submarine. Poucos olharão para a novidade com o impacto que ela poderia ter. Já é tarde para os Beatles entrarem na internet pela porta da frente. Há muito eles vieram pela janela do banheiro.


1

 
12nov Luiz Jeronimo Stamboni

The Illusionist

 

Talvez você não se lembre do diretor Sylvain Chomet, mas ele já concorreu ao Oscar em 2004, na categoria melhor filme de animação, pela realização de As Bicicletas de Belleville. Agora, ganhando destaque na cena mundial, sua mais nova obra, The Illusionist (ainda sem tradução oficial para o português, mas com probabilidade de ser O Mágico), o diretor contará com o apoio da Sony Pictures Classics para fazer a distribuição do mesmo na américa (até então do norte, mas vamos torcer para que nós, sulistas, também sejamos lembrados).

A animação foi muito, mas muito elogiada nos festivais em que já teve exibição. Dona de um ar depressivo, a história traz um mágico sem grandes sucessos, que tem de dividir a atenção de seus truques com o apelo das estrelas locais do rock. Até que, com a ajuda de um jovem fã, ele passa a mudar sua percepção de vida.

A estréia para os cinemas norte-americanos está marcada para 25 de dezembro. Vamos torcer para que por aqui também possamos assisti-la por métodos legais.


2

 
10nov Luiz Jeronimo Stamboni

Guillaume Ospital

 

O francês Guillaume Ospital é um cara que diz desenhar para ganhar uns trocos somente para fazer viagens. Seu portfólio é de dar inveja, já que ele ilustra para as indústrias dos games, quadrinhos e animação. Gosto dos traços simples aliados à solução de cores.

Há mais ilustrações em seu blog, espaço em que Guillaume também publica seus roughs.



 
10nov Felipe Pinheiro

Fraken Castle

 

Franken Castle

A última grande saga da Marvel Comics publicada no Brasil, Invasão Secreta, foi terrível. Dos desenhos apressados e desproporcionais de Leinil Francis Yu ao roteiro arrastado, e que desperdiçava ótimos plots a cada edição, de Brian M. Bendis, a série teve apenas um saldo positivo: O vilanesco Norman Osborn (Duende Verde) assumiu a diretoria da Shield (a qual transformou em Hammer), se tornando a maior autoridade “policial” dos Estados Unidos.

Estava instituído o “Reinado Sombrio”, onde um novo grupo de Vingadores foi criado, formado por criminosos e maníacos como o Mercenário, e inúmeros heróis afundaram-se mais ainda na ilegalidade, onde muitos já estavam desde Guerra Civil. Em sua nova posição de poder, Osborn elabora uma lista, de principais inimigos a serem caçados. Este é o mote do especial “Reinado Sombrio: A lista”, que será publicado pela Panini Comics em duas edições mensais com 100 páginas, cada, a partir deste mês de novembro.

Leia o resto desse post »


1

 
08nov Luiz Jeronimo Stamboni

Review: Medal of Honor

 

Durante um bom tempo a franquia Medal of Honor foi sinônimo de qualidade – e apesar de praticamente tudo o que a segunda grande guerra propiciou já ter sido explorado antes – também foi de originalidade. Até vir a Activision com seu Call of Duty e chutar algumas bundas. Isso, ainda antes do aclamado universo paralelo Modern Warfare.

Então, a EA parecia não ter muito mais o que fazer, até anunciar que sua principal série de FPS também passaria por uma renovação e abordaria os conflitos atuais. Tudo soava incrivelmente bem, ainda mais quando o pano de fundo seriam as intervenções especiais no famigerado Afeganistão. Sendo assim, comparar diretamente Medal of Honor com Call of Duty é o mais certo a se fazer em questão de análise.

E em uma comparação direta, Medal of Honor perde em quase todos os aspectos, como veremos melhor a seguir. Começando pelos gráficos: muito pixelizados, o que fica ainda mais evidente (obviamente) quando se está em missões como uma atirador de elite. O detalhamento dos cenários (ou a falta de) também deixa a desejar. Muito.

A mecânica de jogo é a mesma de sempre, o que é um ponto positivo. Em jogos do gênero, não há nada pior do que quando tentam inventar firulas. A dificuldade também é praticamente nula. Estou jogando no normal (versão para PS3) e sinto como se estivesse no easy, tamanha a facilidade para aplicar headshots. A inteligência artificial não é a mesma vista em jogos como Killzone ou Gears of War, além do que já vimos em Call of Duty, claro.

Os pontos altos são: efeitos sonoros. São muito legais, principalmente se você tiver um home theater. E as missões, que passam a empolgar conforme o andamento do jogo. Ele começa lento, mas à medida em que se avança, você passa a gostar do que está vendo e fazendo. Porém, só o recomendo se você fizer muita questão de ter o recomeço da série em sua prateleira, se for um item de coleção. Que a Dice (desenvolvedora do game) evolua na sequência. Se houver uma.