Arquivo para o mês novembro de 2010

08nov Felipe Pinheiro

The Hunger Games

 

Hunger Games

Acredito que foi a Carol Felipe (do blog Prateleira Cultural) quem primeiro me falou de The Hunger Games (ou Jogos Vorazes, no Brasil), e, logo vi que a trama tinha potencial para um ótimo filme: os Estados Unidos, em um futuro pós-apocalíptico (sempre ele), são divididos em uma capital e doze províncias, que enviam dois adolescentes, cada, para um insano reality show que lembra muito os mortais coliseus romanos. E o livro realmente irá para as telonas, com direção de Garry Ross (Seabiscuit).

Mas aí, percebi que eu já tinha ouvido isso antes, em outro lugar e em outra roupagem. Pessoas caçando pessoas e Reality Shows macabros não são lá uma idéia muito original, mas, também, não vivemos num mudo de idéias completamente inovadoras. As histórias de hoje em dia são, basicamente, reciclagens de vários mitos, incluindo a mais que utilizada Jornada do Herói.

A questão é que Hunger Games me lembra demais Battle Royale, livro do japonês Koushun Takami que foi adaptado para o cinema em 2000. Batoru Rowaiaru, título original do longa-metragem dirigido por Kinju Fukasaku, traz o Japão em um futuro em crise e repleto de delinquência juvenil, onde, através de uma lei, salas de estudantes secundaristas são escolhidas para serem despejados, com as mais variadas armas, em uma ilha deserta com uma grande regra: apenas um aluno daquela turma poderá sobreviver. Daí, Darwin se faz presente e começa a matança. E que matança!

Como a Lionsgate, que cuida da produção de The Hunger Games, espera conseguir um filme PG13 para atingir o público-alvo da trilogia de livros (incrivelmente, crianças de 12 a 18 anos), só posso supor que teremos um Battle Royale versão Crepúsculo. Aliás, hoje em dia, quase tudo é “versão Crepúsculo”. Nessas horas, são devidas palmas para a Warner que mantém um clima razoavelmente sombrio e violento para Harry Potter que, afinal, também é uma série infanto-juvenil.


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04nov Felipe Pinheiro

Novos Rumos para o Batman

 

Batman & Robin 16

Em 2006, o polêmico escritor escocês Grant Morrison assumiu o principal título mensal do Batman nos Estados Unidos, e, assim, nos últimos quatro anos, ditou as regras para o personagem e toda a Bat-família, revolucionando o status quo de um personagem de mais de 70 anos e, como sempre faz, dividindo os leitores.

Logo a princípio, em seu primeiro arco, introduziu Damian Wayne, psicopata infantil, filho de Bruce com Talia Al Ghul (esta, por sua vez, filha do vilão Ra’s Al Ghul). Surgiram novos vilões como o Dr Hurt, histórias antigas e anteriormente descartadas foram reincorporadas ao passado do personagem e uma conspiração foi sendo  traçada ao longo de vários anos, o que culminou na saga Batman R.I.P. (no Brasil, Descanse em Paz) e a aparente morte do herói em Crise Final.

O ápice dessa passagem de Morrison pelo universo do Homem-Morcego foi a revista Batman & Robin, que contou com o surgimento de uma nova dupla dinâmica, surpreendentemente bem aceita pelo público, além de uma série de fantásticos desenhistas, como Frank Quitely e Frazer Irving. Nesta quarta-feira, foi publicada nos Estados Unidos a 16ª edição da revista, última escrita por Morrison, em que uma revelação feita por Bruce Wayne promete abalar mais ainda as histórias do Batman e dividiu ainda mais os leitores.

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03nov Philip Shin

Nikita

 

Uma das maiores e melhores surpresas que eu tive no último mês, durante a fall season americana, foi o remake de uma série clássica que teve origem num filme francês dirigido por ninguém menos que o grande Luc Besson. Isso mesmo, meus caros leitores, Nikita está de volta, mais brava do que nunca e armada até os dentes. Esqueçam a La Femme Nikita, essa é outra, com uma das melhores atrizes de filmes de ação vinda diretamente do oriente, ela mesma, Maggie Q.

A série trata da história de uma jovem garota que se tornou mercenária, de como foi traída, perdeu um amor e claro a sua vingança pessoal para destruir o seu antigo empregador. A história é antiga existem muitos exemplos por aí, mas o que impressiona é o modo que escolheram contar essa bela saga. À cada episódio você se identifica com alguns personagens e percebe que a sujeira está ainda mais embaixo do que imaginava. Com muitos plot twists sem deixar de ser piegas pela ação excessiva, Nikita volta com tudo.

Eu já assisti os sete episódios que saíram e posso dizer que, com certeza o roteiro está muito bem escrito e o elenco muito bem escolhido. Especialmente a atuação da novíssima Nikita. Não é exagero, assistam à série e perceberão que não estou completamente enganado.

Para a felicidade de todos ela estreou nesta terça-feira, às 21 horas, no Warner Channel. Estão preparados?


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