Arquivo para o mês dezembro de 2010

22dez Felipe Pinheiro

Fear Itself

 

Marvel

Há alguns dias, a Marvel vinha liberando teasers do que parecia ser sua próxima megassaga. Neles, o que parecia ser os maiores temores dos principais personagens da editora, como Ciclope, vestido de Magneto, e os dizeres “Você teme o que você está se tornando?” ou ainda o Homem de Ferro encarando sua tecnologia sendo usada pelo exército americano e a sentença “Você teme o legado que está deixando?”. Confiram os teasers, em inglês, no Newsarama.

Nesta terça-feira, então, houve uma coletiva de imprensa da editora em que Joe Quesada anunciou a saga Fear Itself, a ser lançada em abril de 2011, com textos de Matt Fraction (que vem fazendo um ótimo trabalho com o Homem de Ferro e Thor) e arte de Stuart Immonen (que recentemente deixou a reformulada revista dos Novos Vingadores). A história ainda repercutirá pelos títulos mensais da casa, além de um prólogo ambientado na II Guerra Mundial, com o Capitão América e escrito por Ed Brubacker.

Segundo Quesada, os principais personagens da editora, como os X-Men, Vingadores, Hulk, Drácula (que ganhou destaque recentemente na editora, se envolvendo com os mutantes), Deadpool e o Quarteto Fantástico (ou o que sobrar deles, após o arco Three) lutarão contra o Deus do Medo, e enfrentarão seus próprios temores. Resta saber se o editor-chefe da Marvel se refere a Fobos, o pequeno filho de Ares, que atualmente faz parte dos Guerreiros Secretos de Nick Fury e que, após os eventos de The Siege (ainda inéditos no Brasil), teria motivos de sobra para enfrentar esses heróis.

Para Quesada e Tom Brevoort, editor que trabalhará diretamente com o evento, esta é a volta da Marvel ao circuito de megassagas, após um jejum em 2010 (que foi tomado por sagas em menor escala, como Siege e as ridículas Chaos War e DoomWar), havendo a promessa de que será mantido o mesmo tom de ambiguidade e ação super-heróica vistos em Guerra Civil (ninguém tem coragem de lembrar do fiasco de Invasão Secreta, ao que parece). Também garantiram que a Casa das Idéias não voltará ao tom tenebroso da fase do Reinado Sombrio, e que Fear Itself seria apenas um choque na atual Era Heróica.


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21dez Felipe Pinheiro

Maintenance

 

Maintenance

A Dreamworks Animation adquiriu os direitos para adaptar a HQ Maintenance, após a Warner, que pretendia transformá-la em um filme em live action com direção de McG (As Panteras, Exterminador do Futuro: A Salvação), perdê-los  (justamente pela demora em começar sua produção). A história, agora, será contada em uma animação.

Publicada pela Oni Press, mesma editora de Scott Pilgrim, a bem-humorada HQ autoral de Jim Massey e Robbi Rodriguez traz dois zeladores da TerrorMax Inc., a maior fabricante de equipamentos e armamentos de super-heróis. Ainda não publicada no Brasil, pode ser que a série chegue às bancas e livrarias acompanhando o longa-metragem.

A quantidade de paródias que surgiram nos últimos anos, como o ótimo Megamente (também da Dreamworks) mostra que o gênero de super-heróis está mais forte do que nunca (como se o grande volume de produções da Marvel e DC estreando todos os anos já não fosse indício suficiente). Esperemos, apenas, que os estúdios se esforcem a apresentar novas e boas idéias, ou vamos ver mais um gênero chegando à exaustão, como muitos outros antes.



 
21dez Luiz Jeronimo Stamboni

Cavaleiros do Zodíaco

 

Cavaleiros do Zodíaco foi um desenho ligeiramente atípico. Me lembro de estar jogando bola na rua ou andando de rolimã junto com toda a turminha da vila e, quando todos sabiam que um novo episódio se iniciaria, a cena da bola parada e dos carrinhos abandonados tomava conta. Todo mundo deixava de fazer o que estava fazendo para acompanhar as desventuras de Seya e companhia.

O tempo passou e desde então, pouco se falou ou se viu a respeito dos Cavaleiros. (E não me venha falar da saga de Hades…) Mas hoje os mais nostálgicos da web passaram a noticiar que eles voltarão, e dessa vez, em formato de CG. O rumor surgiu após uma imagem ter sido exposta no site de Masami Kurumada, criador dos personagens da série e aliado a um pequeno teaser que fora exibido na convenção da Editora Shueisha, em breve poderemos mesmo ver os Cavaleiros do Zodíaco totalmente repaginados. Se é verdade ou não, apesar de clichê, só o tempo poderá dizer.



 
19dez Felipe Pinheiro

Tron: O Legado

 

Tron

Seguindo o estabelecido em algumas franquias oitentistas que reacenderam nos últimos anos, como Indiana Jones, Tron: O Legado (Tron Legacy) é uma história de passagem de bastão. Sam Flynn leva uma vida sem muitas responsabilidades, ocupado apenas em pregar peças arriscadas na empresa que herdou do pai, Kevin Flynn, que desapareceu anos antes.

Eis que um velho amigo de seu pai lhe dá dicas para procurar seu paradeiro, e nesta busca Sam é transportado para a Grade, o mundo virtual que o Flynn sênior visitou anos antes, e que agora está sob as mãos de um novo tirano, que continua a promover jogos de gladiadores e tem planos bem específicos para nosso mundo.

Continuação de um sucesso que está prestes a completar trinta anos (!), sendo um dos primeiros filmes a usar a computação gráfica em larga escala (o que resultou em um visual que, ao mesmo tempo em que é icônico, chega a ferir os olhos, tamanha profusão de cores chapadas), o longa surge como a nova tentativa de criar mais uma franquia lucrativa (não só vendendo entradas de cinema, como DVDS, games e action figures), mas somente se firma em seus belos efeitos especiais, em sua ótima trilha sonora e no talento de Jeff Bridges em criar personagens carismáticos.

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16dez Luiz Jeronimo Stamboni

Os melhores games do ano

 

Fim de ano. Tão certo quanto a música da Simone, são as listas. Algumas são boas, outras têm qualidade duvidosa, mas o pior tipo de lista é a que visa a polêmica e nada mais que a polêmica. E não sei se esse foi o intuito da Time, mas se foi, conseguiram com sua lista dedicada aos melhores games de 2010. De acordo com os jornalistas da revista, os imprescindíveis são (em ordem de preferência): Alan Wake, Angry Birds, Red Dead Redemption, Halo: Reach, Super Mario Galaxy 2, Limbo, Super Meat Boy, Super Street Fighter IV, Starcraft II e Mass Effect 2.

Alan Wake é um bom jogo. Mas nada além disso. E sequer mereceria encabeçar essa lista. O mesmo pode ser aplicado ao caça níquel Super Street Fighter IV, que eu curto pacas, mas também não julgo digno dessa lista. Starcraft II e Mass Effect 2 deveriam fazer parte do mesmo panteão dos “excluídos”, valendo apenas para a seção de menções honrosas.

Minha lista consideraria: Heavy Rain, Call of Duty: Black Ops, God of War III, BioShock 2, Super Mario Galaxy 2, Red Dead Redemption, Splinter Cell: Conviction, The Legend of Zelda: Spirit Tracks, Angry Birds e Rock Band 3. Pode ser polêmica sobre polêmica, apesar de que, garanto, não seja esse meu interesse. Mas e aí, pra você, quais foram os melhores games de 2010?


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13dez Luiz Jeronimo Stamboni

Penney Design

 

E se Angry Birds, um dos jogos mais lucrativos da era app tivesse sido lançado para o Nintendinho? É, ele teria essa cara que você vê aí em cima. E essa é, mais ou menos, a proposta desse estúdio de design, o Penney Design que, de lá de Londres, brinca com a possibilidade de transformar parte do que a cultura pop tem de bom em estilo retrô 8 bits.

Lost, Inception, Transformers, 007 e até mesmo o Facebook. Tem muita coisa boa nesse portfólio, que eu sugiro que você salve em seus bookmarks para futuras referências. Se preferir, acesse seu Tumblr, com comentários para as ilustrações.


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09dez Luiz Jeronimo Stamboni

Donkey Kong Country Returns

 

Por muitas e muitas vezes cogitei a possibilidade de Donkey Kong Country, aquele clássico instantâneo lançado para Super Nintendo em 1994, ser meu jogo preferido. Na verdade, trata-se de algo mais que uma hipótese e muito provavelmente, junto das séries Zelda e Metal Gear Solid, a franquia DK esteja mesmo no topo dessa tríade. Até hoje – sem exagero algum – eu me impressiono com os gráficos e a jogabilidade de Donkey Kong Country.

Sendo assim, quando soube que a Big N estava ressuscitando a franquia, com a promessa de ser um retorno às raízes (esqueça aquele lixo que venderam na era do Nintendo 64…), fiquei com grande expectativa. E, depois de algumas boas horas de jogo, já posso escrever a respeito e testemunhar que Donkey Kong Country Returns é um jogo à altura do original.

A missão de trazer o gorila de volta ao triunfo foi dada à Retro Studios, a mesma da trilogia Prime de Metroid, já que a Rare, desde 2002, passou a desenvolver exclusivamente para a Microsoft. E apesar dessa grande mudança, o resultado foi primoroso. Tudo que fez de Donkey Kong um sucesso está lá. De sua inconfundível trilha sonora aos cenários nas minas. Do auxílio de outros animais aos chefes, grandes e bobos.

Um outro ponto de destaque é o multiplayer, cuja experiência é similar à vista em New Super Mario Bros. Wii, ou seja, interessante e divertida. O nível de detalhamento está espetacular e mesmo com o hardware um tanto quanto limitado do Wii, ainda mais se comparado diretamente com a concorrência, DKC Returns tem um dos melhores gráficos do console. Ah, o nível de dificuldade é insano o que, certamente, rende muito mais tempo de jogo. E nesse caso, ainda bem.

Por essas e outras, imagino que esse seja um jogo para os veteranos. Para quem jogou Donkey Kong Country horas a fio, perdeu muitas e muitas vidas nos carrinhos das minas e sofreu para passar com o Squawks pelos espinhos. Se você sabe bem do que estou falando, meu caro, esse jogo foi feito sob medida pra gente. Ponto pro Shigeru Miyamoto. De novo e de novo.


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03dez Luiz Jeronimo Stamboni

A Rede Social

 

Hoje estréia no Brasil o filme A Rede Social. O longa, que narra a história da criação do Facebook, tem direção do excelente – e transgressor – David Fincher (Clube da Luta, Sev7n e O Curioso Caso de Benjamin Button) que, no comando de Jesse Eisenberg, interpretando Mark Zuckerberg e Andrew Garfield, como o brasileiro Eduardo Saverin, mantém o nível assinalado em seus primeiros filmes.

O roteiro de Aaron Sorkin (Questão de Honra, Jogos de Poder e a série The West Wing) flerta com o livro “Bilionários por Acidente”, de Ben Mezrich. No livro são explorados, do ponto de vista de comentários de pessoas muito próximas à Mark Zuckerberg, todo o sexo, drogas, ganância e traição que envolveram o desenvolvimento da rede.

Se é um retrato fiel, bem ninguém pode dizer ao certo, mas de acordo com seus desdobramentos, que envolvem os processos dos gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss e do próprio Eduardo Saverin, co-criador do Facebook, Fincher e Sorkin parecem trabalhar em uníssono, entregando um relato, à sua maneira, tão interessante quanto convincente.

E grande parte do crédito deve ser direcionado às atuações, dos já mencionados Jesse Eisenberg e Andrew Garfield, passando por Armie Hammer (que faz os Winklevoss) e Justin Timberlake, como o insano Sean Parker (sim, o criador do Napster e um dos responsáveis pela forma como compartilha-se arquivos na internet hoje). Parker é, na mesma proporção, inteligente e prepotente. E parte do apelo comercial que o Facebook tem hoje, também deve ser creditado a essa personalidade.

A edição é insana, não linear e pontuada pela brilhante trilha de Trent Reznor (Nine Inch Nails), o que faz de A Rede Social um filme imperdível para a geração 140 caracteres.

Trailer:


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02dez Jaqueline Arashida

Seu Chico

 

Independente de gostar ou não, todo mundo – em algum momento da vida – já comentou sobre Chico Buarque. É fácil se identificar, se encantar e encanar com muitas estrofes simples e movidas de um sentimento nem sempre decifrável. Prefiro não falar dele, até porque gostar ou não é muito íntimo e não faltam matérias, crônicas e derivados sobre cada essência deste mestre apaixonante da MPB.

Vamos ao que interessa: Seu Chico, uma banda cover de Chico Buarque, formada por jovens músicos de Recife/PE. Uma ótima escolha pra quem tem interesse nesse tipo de banda e uma escolha melhor ainda pra quem tem receio e adora dizer que esse tipo de coisa não costuma ir pra frente. Afinal, permita-se ouvi-los e vá a um show.

O ritmo deles deixa o MPB de Chico com menos calmaria e mais pegada. Algo mais pop, mais improvisado e próprio pra você relembrar e, possivelmente, dançar o que normalmente só é possível ouvir deitado e em silêncio.

É mais uma banda que me dá a certeza de que as bandas independentes estão cada vez melhores e com estilo próprio, sendo estas covers ou não. O mais importante é conseguir transmitir aos outros o que lhes interessa e saber fazer bem o que propuseram. E isso, posso garantir que é o que eles mais sabem fazer. Aliás, mais uma banda cheia de sotaques e gingados diferentes dos paulistas, sulistas e cariocas. Não é melhor, nem pior… é delicioso e ponto.

A banda ainda não tem CD e as músicas no MySpace não estão com boa qualidade. Você pode acompanhar pelo blog da banda e encontrar algumas coisas no Youtube, mas mesmo assim eu repito: o show é a melhor opção. Fique atento na agenda desses meninos talentosos e vá de olhos fechados. Eu garanto.

Myspace: http://www.myspace.com/seuchico
Blog: http://bandaseuchico.blogspot.com


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