
Possivelmente Freud tinha problemas com a mãe. Da mesma forma, o psicólogo americano Fredric Wertham devia lá ter seus próprios problemas, os quais o levaram a escrever o livro A Sedução do Inocente, culpando os quadrinhos de incitarem a delinquência juvenil e o uso de drogas (o que na minha terra chamamos de falta de uma educação eficiente por parte dos pais).
Inclusive, foi Wertham o primeiro a sugerir que Batman e Robin, até então vistos como uma dupla aventureira, um arquétipo clássico da literatura, eram um casal gay (não que seja algo errado, mas que foge da verdadeira dinâmica da dupla, chocou a sociedade da época e, o que é pior, tornaria Bruce Wayne um pedófilo, já que o Robin teria cerca de 12 anos).
A campanha de Wertham contra os quadrinhos foi pesada e não demorou muito a contar com forte apoio dentro da puritana sociedade americana, causando um forte impacto nas vendas e na liberdade artística dos quadrinhistas, sobretudo os que trabalhavam com super-heróis.
Nesta época (1954), surgiu o Comics Code Authority, cujo selo estampado nas capas dos gibis garantia aos pais e vendedores que aquelas revistas estavam “livres de quaisquer males que pudessem perverter os jovens”. Era uma espécie de censura a que se submetiam as editoras, muito pior que uma simples classificação indicativa.










