Arquivo para o mês fevereiro de 2011

15fev Luiz Jeronimo Stamboni

Pub Crawl SP

 

São Paulo, uma das grandes metrópoles do mundo. Referência em cultura, gastronomia, vida noturna… São Paulo, que até então não contava com um projeto como o Pub Crawl, este que por sua vez já está bem desenvolvido no exterior e que auxilia turistas (e até mesmo os próprios nativos) a desbravarem os bares de determinadas cidades.

Mas como disse, não contava, pois o projeto agora encontra sua vez em São Paulo e é encabeçado por um de meus grandes camaradas, conhecido por muitos aqui da websfera como @luizyassuda. Mas pra ficar bem claro. O Pub Crawl SP funciona coom um repositório de informações sobre a vida noturna desta cidade, servindo como um guia que avalia bares e clubes. A equipe que faz isso viajou o mundo, tem referência, portanto, está mais que apta para indicar (ou não) algum lugar.

Se você vem a São Paulo, não deixe de conhecer o projeto. Se você é de São Paulo, aí meu amigo, é praticamente uma obrigação fazer algum circuito do projeto. E se você já conhece, não deixe de compartilhar sua experiência. :)



 
14fev Felipe Pinheiro

Batman, Bugman e os Petralhas

 

Bugman - Melhores do Mundo

Na edição 98 da revista Batman, publicado pela Panini Comics em janeiro, o novo Homem-Morcego visita um vilão inglês em sua prisão, o Rei Perolado. Ao recebê-lo, seu carcereiro chama o bandido de “Petralha”. Termo este, para quem não acompanha o jornalismo político, cunhado por Reinaldo Azevedo em uma mistura de Petistas e Metralhas (os irmãos, da Disney), para descrever membros do PT que seriam dados a crimes. O tradutor Caio Lopes, então, trocou a expressão “nasty”, escrita por Grant Morrison na história original, pelo neologismo brasileiro.

Tal troca passou despercebida por muitos leitores (eu incluso), mas foi observada pelos participantes do fórum Miolos e o Multiverso DC (ótimo blog para acompanhar as notícias dos quadrinhos da editora americana) foi o primeiro a noticiar a tradução, logo acompanhado pelo Melhores do Mundo (blog despretensioso e bastante franco sobre quadrinhos que não poupa nenhum personagem, especialmente o Robin, caros amigos cuequinhas verdes).

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3

 
14fev Luiz Jeronimo Stamboni

Blue Bloods

 

Mitchell Burgess, Robin Green e Leonard Goldberg. Dito assim, esses nomes parecem não representar muita coisa. Mas e se falarmos que esse é o trio que viabilizou a série Sopranos? Muda de figura, certo? E eis que agora eles voltam a produzir uma série que tem caráter promissor. Estou falando de Blue Bloods.

Para começar, o Caricato Tom Selleck está de volta. Dessa vez ele interpreta Frank Reagan, o chefe da polícia de Nova York. O posto fora deixado por seu pai. E seu filho, Danny (Donnie Wahlberg), é um detive veterano da guerra do Iraque que usa métodos pouco ortodoxos para resolver seus casos. Tudo em família. E família parece ser a palavra-chave aqui, uma vez que Frank tem como grande desafio lidar com os problemas da corporação e os de família, que não pareceram tão distantes assim.

Blue Bloods é uma das grandes apostas do canal Liv, ex People + Arts, para preencher o horário nobre da TV por assinatura às segundas. A série estréia hoje, às 22h00 e contará com um concurso cultural durante sua exibição. Algumas perguntas serão feitas e os usuários interessados têm de responder via Twitter (durante as três próximas semanas) em reply ao perfil @Liv_Brasil, usando a hahstag #LivNY. O prêmio é uma viagem para Nova York. + infos poderão ser adquiridas no próprio hotsite dedicado ao concurso.

Em tempo, segue o trailer de Blue Bloods:


1

 
14fev Felipe Pinheiro

Grammy 2011

 

Grammy

Com premiações onde filmes e seriados medianos (mas com uma grande audiência) despontam tão somente para agradar o grande público e cantores completamente risíveis (alguém falou Justin Bieber? Não, não fui eu) e dependentes de auto-tune, é pedir demais que uma delas premie algum cantor/ator/diretor que seja, pelo menos, passável.

Eis, então, minha surpresa no Grammy (que tem uma certa credibilidade a manter, aliás) deste ano quando Arcade Fire, Muse, Lady Antebellum, Esperanza Spalding e Paul McCartney venceram alguns dos principais prêmios da festa. E Eminem, que possuía mais indicações (10, no total), levou apenas 2 grammys, de melhor álbum de rap e melhor apresentação no gênero.

A noite contou com animadas apresentações Mick Jagger e de Cee-Lo Green e Gwyneth Paltrow; a ótima Janelle Monáe com B.o.B. e Bruno Mars; um tributo a Aretha Franklin, com Christina Aguilera, Florence Welch (Florence and the Machine), Jennifer Hudson, Martina McBride e Yolanda Adams; além de shows de Muse, Katy Perry, Rihana com Eminem, Dr. Dre e Skylar Grey e uma parceria entre Bob Dylan, Mumford & Sons e The Avett Brotherse.

Houve também Lady Gaga mais óbvia do que nunca em sua tentativa de ser Madonna e Justin Bieber, sem tanto auxílio do auto-tune, na pior apresentação da noite.

Confira os principais vencedores.

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2

 
10fev Felipe Pinheiro

First Class

 

Antes de se tornarem uma das maiores duplas de antagonistas dos quadrinhos, Professor Xavier e Erik “Magneto” Lensherr compartilharam o sonho de reunir a raça mutante. Mesmo procurando lados opostos (um apostou na coexistência pacífica entre espécies enquanto o outro rumou para a busca da supremacia mutante), é bastante clara, tanto nos quadrinhos quanto nos cinemas (na excelente interpretação de Patrick Stewart e Ian Mckellen), a amizade entre os dois.

Se passando no início dos anos 60, em plena crise dos mísseis de Cuba, X-Men: First Class traz os primórdios da Escola Xavier e dos próprios X-Men, com Xavier e Erik reunindo seus primeiros alunos e tendo que lidar com o Clube do Inferno de Sebastian Shaw e o próprio governo americano.

Estreando em 03 de junho, o longa tem direção de Matthew Vaughn (Kick-Ass) e produção de Bryan Singer (X-Men 1 e 2), e conta com Kevin Bacon, James McAvoy, Michael Fassbender, January Jones, Oliver Platt e Rose Byrne.

Pode ser que por causa das minhas baixas expectativas (mesmo eu tendo adorado Kick-Ass), mas o trailer (divulgado na noite desta quinta-feira) até que me agradou. Mesmo sentindo falta de ver a equipe original (Ciclope, Homem de Gelo, Fera, Anjo e Jean Grey) em tela, deu pra sentir a relação Magneto/Professor X se desenhando e boas cenas de ação. Certamente não será melhor que X-Men 2, mas já promete superar o fechamento da primeira trilogia mutante (o que não é lá tão difícil). Confira:


1

 
10fev Felipe Pinheiro

Fundação Futuro

 

Fundação Futuro

Mortes em quadrinhos não são lá uma novidade e, para desespero de Chicó, está longe de ser o destino inescapável, já que toda semana temos um herói se levantando dos mortos. Por outro lado, se a banalização da morte nas HQs e ressurreições desnecessárias podem irritar os leitores, há que se considerar que tais mudanças no status quo de algum personagem, por mais que sejam logo revertidas, geram histórias interessantes.

A queda do Superman trouxe a criação de Aço, Superciborge e Superboy; a “morte” de Batman frente à Darkseid levou a uma nova dupla dinâmica, formada por Dick Grayson e Damian Wayne, e um novo título mensal (Batman & Robin). A (milésima) morte de Jean Grey abriu espaço para Emma Frost, que é bem mais interessante que a considerada por muitos insossa Fênix, como nova protagonista feminina nos X-Men. E os exemplos são vários.

Com a morte de um membro do Quarteto Fantástico, e o fim o título mensal dos heróis na edição 589, uma nova equipe estréia em março, com o lançamento de FF #1, com textos de Jonathan Hickman (que continua em uma ótima fase). A Fundação Futuro, antes uma pequena iniciativa de Reed dentro do próprio Quarteto, que reunia várias crianças com poderes ou superdotadas (incluindo os filhos dos Richards, Franklin e Valéria), passa a ser o novo rosto da família, que conta com um novo membro, o “tio” Homem-Aranha.

A expectativa é que continuem as aventuras científicas com a Fundação, lembrando que os heróis raramente foram metidos à combater o crime. No Brasil, infelizmente, o Quarteto Fantástico é publicado pela Panini Comics dentro de Universo Marvel, que reúne vários títulos da Marvel, como o péssimo Hulk. É terrível que o leitor tenha que pagar o salgado preço de mais de R$ 16,o0 para ler as boas histórias do grupo.



 
09fev Philip Shin

SPARTACUS: BLOOD AND SAND

 

A série mais sangrenta, violenta, hedonista e até certo ponto historicamente correta, versão da Roma Antiga e seus gladiadores. Mas não é de qualquer um que estamos falando, mas sim, do grande Spartacus (Andy Whitfield)! Um guerreiro trácio que é capturado e vendido como escravo para o Império (sem Palpatine). A grande maioria conhece a história da rebelião que ele liderou e de como foi destruído mas isso é outro filme/fato histórico.

A série conta a sua dura escalada, dentro do Ludus da Casa de Batiatus, de escravo para novo campeão de Cápua e de como ele começa a sua rebelião. Mas não só de sangue e areia vivem os gladiadores, eles amam, morrem, se emocionam e fazem parte de um grande jogo de poder entre os Lanistas de Cápua como o maquiavélico Bom Batiatus(John Hannah/A Múmia) e sua esposa Lucretia(Lucy Lawless/Xena) fazem intrigas aqui e ali para que a Casa de Batiatus suba além de sua cidade natal e chegue à Roma. Para isso eles deixam um rastro de sangue e muitos prazeres.

Com essa mistura de Sangue, areia e intrigas, Spartacus: Blood and Sand é um “panem et circenses” da era moderna diretamente para a TV a cabo, pelo canal Starz (no Brasil, ela é transmitida pela Globosat HD). A série é classificada como Mature +18 então, moçada esperta que vistam o blog, nada de assistir. Quanto aos demais, bom divertimento.

Em tempo: a série já tem uma “segunda temporada” na verdade um prequel chamado “Spartacus: Gods of the Arena” mas isso é assunto para outro post.


2

 
08fev Felipe Pinheiro

Super 8

 

Super 8

Com produção de J. J. Abrams, Cloverfield chamou atenção já antes de chegar aos cinemas por uma campanha de marketing que dizia muito pouco sobre o filme. Envolto em mistérios, o filme de monstros feito para a Geração Y fez bonito nas bilheterias e mostrou que o público ainda não se cansou de ver Nova York destruída, desde que por novos ângulos. Super 8, que será dirigido por Abrams e presta uma homenagem aos primeiros filmes de Steven Spielberg (e tem o próprio diretor de ET como produtor), segue um pouco da mesma linha.

Embora não seja gravado no mesmo tom documental de Cloverfield e tenha alguns nomes mais conhecidos no elenco, como Elle Fanning e Kyle Chandler, a divulgação do longa ainda é tímida, e pouco se conhece dele, inclusive da sua trama. O que se sabe é que em uma pacata cidade do interior americano, no fim dos anos 70, alguns garotos estão tentando fazer um filme com uma câmera Super 8, quando flagram um acidente de trem que solta um monstro que estava sendo transportado pelo exército.

O cineasta (só cineasta define Abrams? Ele é o novo papa Nerd – pega, Kevin Smith!) afirmou, nesta segunda-feira, que Super 8 é uma reunião de duas idéias suas que teimavam em permanecer incompletas: um projeto ingênuo sobre garotos, filmes e amores, com ótimos personagens, mas sem uma trama envolvente, e outro que trazia o exército removendo os alienígenas da Área 51 depois que o local ficou muito conhecido, mas sem que as cargas chegassem a seus destinos finais, o que é um ótimo plot, mas que ainda não tinha bons personagens. Segundo Abrams, o longa terá doçura, humor, suspense e a história de pai e filho que tem que superar uma perda recente e se reconectar.

Neste domingo, no Super Bowl, foi lançado um spot de trinta segundos do filme. Dá para notar uma fotografia bem semelhante à usada em Star Trek (outro projeto dirigido por Abrams).



 
07fev Felipe Pinheiro

Cisne Negro

 

Cisne Negro

(Este texto tem spoilers do filme em questão e só é aconselhável para quem já o assistiu, ou acredita que a surpresa estragada não diminuirá a experiência cinematográfica)

Muitos cineastas costumam esquecer as sutilezas diante das câmeras e, tal qual o teatro, exacerbam as reações de seus atores para dar maior impacto às emoções que eles estão sentindo. A seu passo, Darren Aronofsky procura ter em seus holofotes pessoas que já estejam sendo esmagadas pela obsessão por um sentimento, necessidade ou pensamento.

Embora procure manter uma estética crua a cada um de seus filmes, o cineasta adapta sua câmera neste estudo das obsessões: seja com a fotografia iconoclasta do preto e branco, com um expressionismo beirando o cinema alemão, para as idéias atormentadas de Pi, em planos distantes para ressaltar a desolação causada pelas drogas em Requiem para um Sonho, nos planos contempladores para ressaltar a paixão e imortalidade em A Fonte e a câmera agitada e o tom quase documental que acompanha a busca por superação em O Lutador.

Sufocando Natalie Portman em planos fechadíssimos, Aronofsky apresenta mais uma pessoa possuída por um pensamento que lhe é capaz de suplantar as forças. Nina (Portman) é uma bailarina que tem em suas mãos a maior chance de sua carreira, quando é escalada para viver as “Rainha dos Cisnes” em uma montagem de O Lago dos Cisnes no corpo de Ballet onde até então não havia tido uma real oportunidade de se destacar.

Extremamente concentrada em atingir a perfeição, Nina facilmente encarna Odette, a Cisne Branca, mas não consegue encarnar a sensual e sinuosa Odile, a Cisne Negra, tendo que enfrentar esse desafio ao mesmo tempo em que sofre todo o tipo de pressões, inclusive a chegada de uma nova e espontânea dançarina que pode lhe roubar a coroa.

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7

 
07fev Felipe Pinheiro

Capitão América: O Primeiro Vingador

 

Os Estados Unidos (e uma certa parte do mundo) pararam para assistir ao Super Bowl, a final da SNL. Se você não é daqueles que gostam do “futebol jogado errado” (e, acreditem, quando se aprende um pouco das regras, dá para se divertir com as trombadas e estratégias traçadas em campo), o evento tem um certo gostinho.

Com os intervalos mais caros da tv americana, decorrentes da sua maior audiência, empresas e estúdios aproveitam para divulgar comerciais divertidos, bem elaborados e, claro, suas maiores apostas para os cinemas durante o verão.

A Marvel Comics aproveitou não só para lançar um novo spot de Thor (onde vemos mais cenas de ação e finalmente o Mjolnir em pleno funcionamento) como para divulgar o primeiro (e curtíssimo) trailer de Capitão América: O Primeiro Vingador, com direito ao rosto do Caveira Vermelha, Comandos Selvagens, Steve Rogers antes do soro… Enfim, confira abaixo, e esperemos que uma versão mais completa seja lançada pelo estúdio nos próximos dias.