
Em fevereiro, a Marvel Comics anunciou a iniciativa “Big Shots”, que consistia no lançamento de três novas mensais para alguns de seus principais personagens urbanos, com aventuras mais pé-no-chão, algo ótimo para os leitores mais conservadores, já que o Demolidor acabara de passar por uma espécie de possessão demoníaca (que, cá entre nós, deixou um péssimo gosto final na boa e sombria fase que o personagem vinha apresentando), enquanto o Justiceiro havia virado um frankenstein em histórias bem divertidas (me julguem!).
As equipes criativas eram secretas e seriam anunciadas aos poucos. Primeiro, fomos informados que Brian Bendis e Alex Maleev repetiriam a ótima parceria de Demolidor e Spider-Woman com o Cavaleiro da Lua (um herói que em muito lembra o Batman, mas metido com o misticismo egípcio e com sérios problemas de múltipla personalidade). Então, se descobriu que Greg Rucka (responsável por uma boa e prolífica fase do Batman nos anos 90) se uniria a Marco Checchetto para assumir o título do Justiceiro.
Por fim, o Bleeding Cool alega que Mark Waid e Paolo Rivera (Mitos Marvel). Escolha inusitada, já que Waid é mais conhecido por títulos mais heróicos e aventureiros, como Quarteto Fantástico, Flash e uma versão da Legião dos Super-Heróis. No entanto, seu trabalho mais aclamado é grandioso e bastante sombrio, O Reino do Amanhã, tido por muitos como a maior história já contada com Superman e companhia. Vejamos o que sua passagem pelo título do herói que já teve ótimas fases nas mãos de Frank Miller, do próprio Bendis, Ed Brubacker e Kevin Smith.

