Arquivo para o mês março de 2011

16mar Felipe Pinheiro

Marvel Big Shots

 

Big Shots

Em fevereiro, a Marvel Comics anunciou a iniciativa “Big Shots”, que consistia no lançamento de três novas mensais para alguns de seus principais personagens urbanos, com aventuras mais pé-no-chão, algo ótimo para os leitores mais conservadores, já que o Demolidor acabara de passar por uma espécie de possessão demoníaca (que, cá entre nós, deixou um péssimo gosto final na boa e sombria fase que o personagem vinha apresentando), enquanto o Justiceiro havia virado um frankenstein em histórias bem divertidas (me julguem!).

As equipes criativas eram secretas e seriam anunciadas aos poucos. Primeiro, fomos informados que Brian Bendis e Alex Maleev repetiriam a ótima parceria de Demolidor e Spider-Woman com o Cavaleiro da Lua (um herói que em muito lembra o Batman, mas metido com o misticismo egípcio e com sérios problemas de múltipla personalidade).  Então, se descobriu que Greg Rucka (responsável por uma boa e prolífica fase do Batman nos anos 90) se uniria a Marco Checchetto para assumir o título do Justiceiro.

Por fim, o Bleeding Cool alega que Mark Waid e Paolo Rivera (Mitos Marvel). Escolha inusitada, já que Waid é mais conhecido por títulos mais heróicos e aventureiros, como Quarteto Fantástico, Flash e uma versão da Legião dos Super-Heróis. No entanto, seu trabalho mais aclamado é grandioso e bastante sombrio, O Reino do Amanhã, tido por muitos como a maior história já contada com Superman e companhia. Vejamos o que sua passagem pelo título do herói que já teve ótimas fases nas mãos de Frank Miller, do próprio Bendis, Ed Brubacker e Kevin Smith.



 
16mar Felipe Pinheiro

A Queda de Murdock

 

Demolidor

Aproveitando enquanto ainda possui os direitos para adaptação de alguns personagens da Marvel, e depois de experiências frustrantes com eles, a Fox resolveu elaborar projetos que são um misto de reboots e continuações. Não serão mais filmes de origem, como os anteriores, mas terão um direcionamento bem diferente, começando pelo Wolverine de Darren Aronofsky (que prometeu ignorar solenemente que X-Men Origens: Wolverine já existiu), passando pela pretensão de um longa mais sci-fi do Quarteto Fantástico até o novo longa do Demolidor, que, enfim, ganha um diretor.

David Slade (do ótimo MeninaMá.com, do bom 30 Dias de Noite e do… bem… de… Eclipse, numa prova inequívoca de que o homem tem contas a pagar), assume a cadeira do novo filme que deve adaptar um dos melhores arcos que o personagem já teve, A Queda de Murdock (coincidentemente, produzido por Frank Miller, cuja saga japonesa do Wolverine será usada no longa do mutante canadense).

Em A Queda, um Demolidor à beira do abismo, após uma sucessão de crises, enfrenta seu maior desafio: Karen Page vende sua identidade secreta para pagar dívidas de drogas e a informação chega nas mãos de ninguém mais que o Rei do Crime, que decide transformar as vidas do herói em um inferno ainda maior.

Uma história de ação suja e bastante dramática, que aborda fortemente o homem por trás da máscara. Se Slade apresentar a mesma qualidade de sua estréia em Hollywood, e se a Fox não intervir para deixar um longa mais raso, esperando boas bilheterias, temos a chance de ver uma abordagem adulta de um herói tal qual a saga do Batman de Christopher Nolan (com as devidas proporções, claro).



 
16mar Felipe Pinheiro

Novas temporadas de CSI

 

CSI

Enquanto CSI (ou CSI: Las Vegas, ou CSI: Laurence Fishburne, ou CSI: O Que Passa na Record) está de malas prontas e retornando ao canal Sony, seus spin-offs estréiam novas temporadas nesta semana.

CSI: Miami começa seu nono ano com a morte de um membro da equipe de Horatio em um ataque ao laboratório criminal e a volta de Adam Rodriguez (Eric), enquanto a sétima temporada de CSI: New York tem também a alteração do elenco principal. A Co-protagonista Melina Kanakaredes dá lugar a Sela Ward, como uma perita do FBI.

Miami será exibido às quartas, enquanto New York tem espaço às quintas. Ambas na AXN, 21 horas.



 
15mar Felipe Pinheiro

Bórgia

 

Os Bórgias

Conhecido por desenhar mulheres sensuais e cenas picantes, o italiano Milo Manara se uniu ao chileno Alejandro Jodorowsky para contar a história de uma das famílias mais devassas e poderosas da Idade Média. Chega ao Brasil, pela editora Conrad, o quarto volume da história dos Bórgias, que encerra a saga do Papa Alexandre VI e o jogo de luxúria e poder que rondava o Vaticano da Renascença.

A sinopse divulgada pela editora lembra que o Papa teve inúmeras amantes e sete filhos, incluindo Cesar Bórgia, sagrado Bispo aos 16 anos e Cardeal aos 20. Cesar, que teria então um caso com sua irmã, Lucrécia (cujo nome virou sinônimo de vilania), inspirou Maquiavel a escrever o clássico O Príncipe.

Bórgia – Volume 4 – Tudo é Vaidade tem 56 páginas, capa dura, e chegará às livrarias custando R$ 47,00. Obviamente, é uma leitura recomendada para maiores de dezoito anos e um prato cheio para quem gosta de belas mulheres e escândalos históricos.


1

 
15mar Felipe Pinheiro

Covert Affairs

 

Covert Affairs

Com o fim de Lost e a ida de CSI para a Sony, é esperado que surjam séries novas na AXN. E Covert Affairs, que estréia hoje, é uma delas.

Piper Perbo (indicada ao Globo de Ouro) interpreta Annie Walker, uma novata agente da Cia, ainda em treinamento, que é prematuramente alçada para o trabalho de campo. O que parece ser uma promoção devido a habilidade linguística de Walker pode esconder uma caçada da agência a seu ex-namorado.

O elenco ainda conta com Anne Dudek (House, Mad Men), Christopher Gorham (Ugly Betty), Kari Matchett (Invasion) e Petter Gallagher (The O. C.)

AXN, quartas-feiras, 21 horas… E legendado, viu, Fox?



 
15mar Felipe Pinheiro

Afundando o Submarino Amarelo

 

Yellow Submarine

“… O Submarino Amarelo, o Submarino Amarelo!”

Piadinhas toscas à parte, uma má notícia para os fãs dos Beatles. Ou, como eu estou encarando, uma ótima notícia para os fãs dos Beatles. O remake que Robert Zemeckis estava elaborando da animação Yellow Submarine foi cancelado pela Disney. O estúdio, que não estava nada satisfeito com a bilheteria dos últimos filmes (dirigidos ou produzidos) de Zemeckis e determinou o fechamento de sua empresa, responsável por longas como o Expresso Polar e Os Fantasmas de Scrooge, levou um belo baque neste final de semana, com a terrível abertura de Marte Precisa de Mães.

Embora alguns filmes-família tenham ido mal nas bilheterias nos últimos meses, o final de semana de apenas 6 milhões de dólares de uma produção que custou 150 milhões (e lhe rendeu a 12ª pior abertura desde 1982) certamente assustou (e muit0) os acionistas da Disney, que cancelaram imediatamente o remake da animação dos Beatles (que seria o último da ImageMovers), que, afinal, já tinha seus próprios problemas, como um orçamento inchado e a dificuldade de cumprir seu prazo de estréia, que seria na época da Olimpíada de Londres.

Embora tenha dirigido ótimos filmes, como a série De Volta Para o Futuro (desculpem-me, Lucas e Coppola, mas esta é a trilogia definitiva) e Forrest Gump, os recentes projetos animados de Zemeckis não tem lá uma senhora qualidade. São filmes com uma estética estranha, em especial nos movimentos dos personagens e na sua busca de emular a realidade, e que não casariam com o nonsense de Yellow Submarine.


1

 
15mar Felipe Pinheiro

Terceira temporada de Lie to Me

 

Lie to Me

Estréia hoje, na Fox, a terceira temporada de Lie to Me. A série volta sem as amarras que o FBI trazia à trama (o que acarretou na saída de Mekhi  Phifer). Logo no primeiro episódio, Carl Lightman (Tim Roth, sempre com uma boa atuação) aparece infiltrado em uma quadrilha, na intenção de impedir um grande assalto. A chamada da Fox dá o mote do que devemos ver pela frente: não basta descobrir mentiras, é preciso saber mentir.

Tantos nos Estados Unidos quanto no Brasil, a série chamou atenção em sua estréia, especialmente pela possibilidade dos espectadores usarem os truques de Lightman para descobrir se seus amigos estão mentindo, mas a segunda temporada (que já foi um tanto curta), patinou bastante na audiência, o que levou a uma terceira temporada com poucos episódios e o fantasma do cancelamento.

Fox, terças-feiras, 22 horas… e, infelizmente, dublado.



 
14mar Felipe Pinheiro

RASL

 

RASL

Rasl, de Jeff Smith (Bone), é mais uma HQ a caminho do cinema, embora não se possa dizer quanto tempo esse caminho vá demorar. O produtor Lionel Wigram (que trabalhou com Harry Potter e possui os direitos de adaptação da própria série Bone).

Lançada em 2008, com edições bimestrais em preto e branco, Rasl trata de um ex-cientista militar que se torna ladrão de obras de arte, atacando em vários universos paralelos, até que se envolve em uma rede de mistérios trazida por seu ex-empregador.



 
14mar Felipe Pinheiro

Sexta temporada de Criminal Minds

 

Criminal Minds

Uma das minhas séries preferidas (e também dos americanos, já que nas quartas-feiras costuma perder, na audiência, apenas para o gigante American Idol), Criminal Minds estréia sua sexta-temporada nesta segunda-feira, e com algumas baixas no elenco feminino.

Enquanto Kirsten Vangsness (a ótima Penelope Garcia) se dividirá entre o show principal e seu spinn-off (que será estrelado por Forest Whitaker), A. J. Cook (JJ) dá adeus à série, participando apenas de alguns episódios. Paget Brewster (Emily) também não faz mais parte do elenco fixo do programa nesta temporada e se esperava que ela também saísse (inclusive, será exibido um episódio com sua “despedida”), mas há rumores de que os produtores a querem para o próximo ano.

JJ deixará a série já no segundo episódio, que terá o nome da personagem. Note-se que o melhor episódio de Criminal Minds, até então, também teve o nome de uma personagem, “Penelope”, onde Garcia quase foi morta em um encontro e abriu um ótimo plot com ela tentando superar esse trauma. O que o futuro reserva para essa despedida de JJ? Será ela uma baixa no sentido literal da palavra?

Criminal Minds é exibido na AXN, nas segundas-feiras, às 22 horas.



 
14mar Felipe Pinheiro

Hobgoblin

 

Hobgoblin

A HBO, lar de projetos ambiciosos ou polêmicos como The Sopranos e True Blood, aposta em mais uma série com toques sobrenaturais, e envolvendo uma época bastante trabalhada no entretenimento.

Michael Chabon (que trabalhou nos roteiros de Homem-Aranha 2 e no vindouro John Carter of Mars, primeiro live action da Pixar) está desenvolvendo, ao lado de sua esposa, Ayelet Waldman, um projeto que mistura mágicos e nazistas. Hobgoblin será uma série que deve reunir mágicos e trapaceiros que usam suas habilidades para combater o exército de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Misturar sobrenatural e II Guerra não é novidade. Muitas obras se valeram desse expediente, como Hellboy (que apresenta uma experiência sobrenatural do exército nazista) e os quadrinhos da DC e da Vertigo, onde Hitler utilizava a Lança do Destino, objeto místico que viria da morte de Cristo.