Arquivo para o mês março de 2011

10mar Felipe Pinheiro

Inumanos

 

Criados em 1965 por Stan Lee e Jack Kirby como personagens de apoio do Quarteto Fantástico, os Inumanos estão prestes a chegar aos cinemas. Após reaver os direitos de adaptação do grupo (na verdade, raça), a Marvel Comics (ou melhor, a Disney), começa a trabalhar no longa, que ainda não tem roteiristas ou diretor contratados.

Haveria apenas uma linha geral para a trama, que os traria como “alienígenas que foram colocados na Terra como célula avançada para um ataque para dominar o planeta. No entanto, o grupo acaba se afeiçoando ao novo lar e não deseja guerra.”

Infelizmente, percebe-se que a história dos Inumanos foi modificada e ficou um tanto mais pobre. Nos quadrinhos, os alienígenas Kree, milênios atrás, modificaram geneticamente um grupo de ancestrais dos homens atuais, para usá-los como tropa de elite em suas guerras espaciais. No entanto, eles abandonaram o experimento, e esta nova raça decidiu se isolar do mundo, apenas entrando em contato novamente com a sociedade quando encontra o Quarteto Fantástico.

Vamos ver se o filme será tão fraco quanto os do Quarteto que a Fox produziu, ou teremos algo a altura do Raio Negro e sua família real.


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09mar Felipe Pinheiro

Elysium

 

Distrito 9 foi um dos melhores filmes recentes de ficção científica. Além de um visual interessante, ele apostou em uma pesada questão social, algo que os melhores do gênero fazem (ou faziam). Seu diretor, Neil Blomkamp, já chegou a ser ligado a projetos que vão desde O Hobbit até um remake de Duna, mas seu novo e misterioso projeto (uma mega-produção, depois dos prêmios e da bilheteria de Distrito), é Elysium, e há uma boa notícia para os fãs do cinema brasileiro.

Não se sabe muito sobre o novo projeto, que conta com bons nomes, como Judie Foster, Matt Damon e Sharlto Copley, e será uma ficção ambientada em outro planeta, 100 anos no futuro. A este elenco de peso, se junta Wagner Moura, que viverá um vilão poderoso e de humor doentio, segundo o Latino Review (que, inclusive, chama Tropa de Elite de “Kickass braziliam film”).

Fruto dos prêmios internacionais e elogios a Tropa, é um bom passo para Moura, acompanhando a escolha de José Padilha para dirigir o novo Robocop.

Elysium, que deve estrear em 2012, terá ainda cenografia de Syd Mead, de clássicos como Blade Runner e Alien: O Resgate.



 
03mar Felipe Pinheiro

Martha Kent

 

Diane Lane

Após a escolha de Henry Cavill para ser o novo Superman, os boatos quanto ao elenco começaram a se focar no elenco de apoio. Enquanto uma infinidade de atrizes disputa os papéis femininos (que poderiam incluir Lois Lane, Lana Lang e até mesmo a vilã Ursa), Kevin Costner (Waterworld – eu devo ser a única pessoa no planeta a gostar desse filme) é dado como quase certo para viver Jonathan Kent e Viggo Mortensen (Senhor dos Anéis) pode interpretar o General Zod, um grande nemesis da família de Kal-El.

É bom lembrarmos que, fora Cavill, a ligação de qualquer outro ator à produção é mero rumor (mais forte, ou mais infundado – como Lindsay Lohan vivendo Ursa ou Lois). Bem, quase qualquer outro. A Warner anunciou a contratação de Diane Lane (Sob o Sol da Toscana) como Martha Kent, mãe adotiva do herói.

Pela escolha de Lane e, possivelmente, Costner, percebe-se que o estúdio almeja uma versão mais jovial de Pa e Ma Kent, como visto em Smallville (aliás, a melhor adaptação dos Kent para outra mídia, a despeito da qualidade da série). O importante é que o roteiro ainda trate o casal como base moral do Superman, algo fundamental nos quadrinhos.

Com direção de Zack Snyder (Watchmen, Sucker Punch) e produção de Christopher Nolan, Superman: Man of Steel chega aos cinemas em dezembro de 2012.



 
03mar Felipe Pinheiro

Sociedade da Justiça

 

Sociedade da Justiça

Já um pouco atrasado na cronologia, o título da Sociedade da Justiça saiu da revista da Liga da Justiça, no Brasil, e muitos de seus fãs ficaram apreensivos pelo futuro das histórias do mais tradicional grupo de super-heróis da DC Comics por aqui.

Eis que a Panini Comics anunciou para abril o lançamento de Sociedade da Justiça – Vol 1, que traz um novo início à Sociedade, com a chegada de mais novos integrantes, o retorno de antigos e terríveis inimigos, incluindo o Mago Mordru, e uma tragédia que se abate sobre um de seus membros. Tudo isso pode abalar as estruturas do próprio grupo, e levar parte dele a novas direções.

Reunindo as histórias originalmente publicadas em JSA 29 a 35, esta edição tem roteiros de Bill Willingham e arte de Jesus Merino e Travis Moore. Infelizmente, Willingam está bem aquém do trabalho que desenvolve na série Fábulas, e não consegue manter o mesmo ar icônico e familiar que Geoff Johns dava à equipe. Já Merino, normalmente arte-finalista de Carlos Pacheco, tem um traço que lembra seu colega, mas é pouco fluído e peca em várias composições de cena e detalhes da anatomia.

Sociedade da Justiça – Vol 1 terá 164 páginas, papel pisa brite e capa couché. Seu preço ainda não foi divulgado, mas dá para chutar que será algo entre R$ 15,00 e R$ 20,00.



 
02mar Felipe Pinheiro

Javier Bardem em A Torre Negra

 

A Torre Negra

A Torre Negra é um mash-up dos bons enredos de Velho-Oeste com doses cavalares de ficção científica e outros elementos da cultura pop, no suspense que só Stephen King consegue produzir. Uma série de livros divertidíssima.

Embora não tenha confiança que Ron Howard e Akiva Goldsman sejam capazes de tratar de todos os aspectos da adaptação da série de sete livros e séries em quadrinhos (publicadas pela Marvel Comics), o amor que eles vem demonstrando pelo projeto em suas entrevistas (aliás, diga-se: baita projeto. são previstos três longas e duas minisséries na televisão, entre eles) chega a ser animador.

A excelente notícia é que o protagonista da obra pode ter sido escolhido. Javier Bardem teria vencido concorrentes como Viggo Mortensen e Christian Bale. Indicado ao último Oscar por seu trabalho em Biutiful, Bardem tem o porte e a capacidade dramática para interpretar o pistoleiro Roland Deschain.

O primeiro longa de A Torre Negra tem estréia prevista para 13 de maio de 2013.


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02mar Felipe Pinheiro

A Geração Perdida da Liga da Justiça

 

Liga da Justiça - Geração Perdida

Nos Estados Unidos, a DC Comics está publicando duas boas séries quinzenais. De um lado, a continuação direta de A Noite Mais Densa, O Dia Mais Claro. De outro, uma aventuresca reunião dos antigos membros da LJI, em Liga da Justiça: Geração Perdida.

Restava a dúvida de como ambas seriam publicadas no Brasil. Recentemente, a Panini Comics anunciou que O Dia teria um título próprio, com treze edições mensais, começando por um número zero, em março. E, então, veio a informação sobre Geração Perdida, quase como um balde d’água na cabeça dos leitores.

A revista mensal Liga da Justiça, que estava, junto a Superman, Batman e Lanterna Verde, no modelo mais simples da Panini, com três histórias e custando R$ 6,50, passará a conter seis histórias, com 148 páginas e (mais que) o dobro do preço, nos moldes de A Sombra do Batman e Universo DC.

Assim, a nova publicação passará a conter duas hitórias por mês de Geração Perdida, além da boa nova fase do Flash de Geoff Johns (com ótimos desenhos de Francis Manapul). Mas nem tudo são flores. Metade da revista ainda será ocupada pela sofrível Liga da Justiça de James Robinson e pela péssima minissérie A Ascensão do Arsenal (uma decorrência direta da minissérie Um Grito Por Justiça). É possível que, após o fim desta série, ela seja substituída pelo novo título do Arqueiro Verde. Já quanto à Sociedade da Justiça, que fazia parte deste mix da Panini, não houveram informações.

Durante anos, Max Lord comandou uma Liga da Justiça atrapalhada (na chamada fase cômica da Liga), e recentemente se revelou que o agora vilão Max Lord tinha um plano de coibir a ação dos super-heróis, razão pela qual manteve uma Liga tão pouco efetiva. Depois dos eventos de O Dia Mais Claro, resta a estes desacreditados heróis empreenderem uma caçada ao seu antigo amigo, enquanto o mundo inteiro não sabe mais que ele é.

Uma pena que uma história tão elogiada nos Estados Unidos seja empurrada em um título onde metade das páginas seja puro lixo.



 
02mar Felipe Pinheiro

Robocop

 

Com os problemas financeiros da MGM, vários projetos do estúdio foram afetados, como o Hobbit, a franquia 007 e o remake de Robocop, clássico das Sessões da Tarde (quando a Classificação Etária permitia banhos de sangue em plena tarde – ah, os bons tempos).

Com os atrasos, Darren Aronofsky (Cisne Negro), acabou abandonando o longa (ele dirigiriá o novo filme do Wolverine), e o estúdio partiu em busca de novos diretores. Apesar de ter conversado com Robert Rodriguez (Machete) e David Slade (30 Dias de Noite), um nome parece mais próximo de ser contratado, e é brasileiro. Trata-se de José Padilha.

Não vou encampar um discurso em prol de Padilha por ser um diretor nacional, mas, como Fernando Meirelles (Ensaio Sobre a Cegueira) e Walter Salles (Diários de Motocicleta), o cineasta tem méritos artísticos suficientes para firmar uma carreira internacional, como demonstra o Urso de Ouro que venceu por Tropa de Elite e sua continuação, bastante elogiada no Festival de Sundance.

A violência crua com enfoques políticos que Padilha usou nos longas do Capitão Nascimento parece perfeita para a história do policial Alex Murphy, transformado em um ciborgue em uma decadente Detroit, onde o poder público passou o controle de serviços vitais, como a seguranças, a gigantescos conglomerados.



 
01mar Philip Shin

Sherlock: A Série

 

Uma das séries com a primeira temporada mais curta que eu já vi. Contando com apenas três (belos) episódios, Sherlock é uma releitura do clássico literário de Sir Arthur Conan Doyle. Feito pela BBC, A série introduz nosso detetive no século XXI.

O roteiro é bom, adaptando casos clássicos para a era moderna, sem perder o jogo de cintura e com humor britânico; a série é um prazer de assistir, um verdadeiro deleite para os aficcionados por histórias de detetives. E então, preparados? Ah sim, o novo Watson é um sujeito muito conhecido, mas isso é elementar, não?