
Me lembro da primeira vez em que joguei Mortal Kombat. Era em algum mês de 1992. Na verdade, não joguei, ouvia, pois eu tinha medo dos fatalities. E quando Mortal Kombat foi lançado para consoles de mesa, ainda me lembro que, entre todos meus amigos, somente eu sabia o código para habilitar sangue (e conseqüentemente os fatalities) para a versão de Mega Drive. A B A C A B B, esse era o código. Obviamente, eu não falava. E jogávamos Mortal Kombat durante todos aqueles finais de semana sem sangue algum.
Muita coisa mudou de lá pra cá. Mortal Kombat voltou e está mais violento do que nunca. A prova disso são os fatalities (que já não me assustam mais), que estão muito mais ousados, exagerados e víscerais. Uma ode a Tarantino. Mas Mortal Kombat não mudou somente o que fez de si uma franquia de relativo sucesso (vocês também acham que MK sempre esteve à sombra de Street Fighter?), Mortal Kombat se reinventou por inteiro.
Creio que a movimentação tenha sido o fator que mais tenha sido levado em consideração. Nessa nova edição do torneio tudo está mais fluído. Dos pulos à corrida. Passandos pelso golpes. E por falar neles, estão incríveis. O Scorpion e o Noob Saibot, por exemplo, tem golpes de fazer brilhar os olhos de quem os executa. Tal qual os agarrões, que nem era uma das características da série mas que aqui, se mostram extremamente eficazes.
Os cenários estão lindos, muitos deles vocês reconhecerão, apesar de suas releituras ter sido tão bem trabalhadas que daria para jurar que se tratam de novos ambientes. E os personagens? Os principais, populares, estão todos lá, com a bela adição de um Kratos para a versão de Playstation 3. Adição muito, mas muito bem vinda, diga-se de passagem.
E um aspecto interessante. Podemos encontrar o game com legendas em português. Mesmo que o trabalho de localização não tenha sido dos melhores efetuados, vale pela iniciativa. Mas o que vale mesmo é comprar esse jogo. Anote aí, pois acabamos de falar de um dos grandes games de 2011. Ponto pra NetherRealm Studios.