
A Academia não gosta de mim. Não há uma premiação do Oscar em que eu não durma, em especial a deste ano, que foi uma das mais chatas dos últimos tempos. Não sei se meu humor não estava lá estas coisas (a anulação da prova da OAB não foi uma notícia lá muito agradável, mas isto não pode interferir nos trabalhos aqui), mas a apresentação estava mais burocrática do que o costume. Além disto, os comentários de Rubens Edwald Filho alcançavam o ápice da estupidez, ápice este estabelecido pelo próprio crítico, que estava ainda mais irritante com seu estilo blasé.
Apesar de não serem bons atores, era perceptível uma ótima química entre Steve Martin e Alec Baldwin (principalmente nas cenas de sátiras), mas que era completamente subaproveitada em palco. Além do mais, a Academia, que tanto demorou a fazer isto, falhou pavorosamente (sem trocadilhos) em sua homenagem aos filmes de terror, que já iniciou sendo apresentada pelos astros de Crepúsculo/Lua Nova. Ora, se o filmezinho com vampiros adolescentes é um terror, Iluminado é o quê? Um Musical, uma Comédia Romântica?
Linda foi a homenagem a John Hughes. Não podemos, eu e as pessoas de minha idade (nem sou tão velho, assistindo a muitos filmes dele em reprises, então cito as mais velhas que eu, também), analisar sua obra. Curtindo a Vida Adoidado, Clube dos Cinco, Mulher Nota 1000, A Garota de Rosa Shoking e Esqueceram de Mim são alguns dos filmes que moldaram meu caráter e me fizeram amar a sétima arte. É uma pena que a Academia só honre diretores como este, que alegraram toda uma geração, em sua morte, ou com prêmios tão atrasados e por filmes que não conseguem ser tão bons quanto suas verdadeiras obras-primas.
Por último, apenas um adendo. Vocês não adoraram que, a cada prêmio que Kathryn Bigelow recebia, ela dava uma olhadinha sacana para o ex-marido, James Cameron? Melhores momentos da noite.
Curiosos pelos vencedores?











