Revolução Editorial da Panini

Panini Comics

A publicação de revistas em quadrinhos no Brasil sempre foi tão conturbada que qualquer possibilidade de instabilidade ou mudança já preocupa os leitores. No entanto, os fãs mais exaltados de quadrinhos de heróis, os chamados fanboys, sempre ficam mais afoitos, chegando aos limites do desespero e especulação a mil surgem a todo momento. É o que vem acontecendo com a prometida revolução editorial da Panini.

Na edição de fevereiro da revista Superman, foi avisado que uma revolução atingiria a editora, sem mais explicações. Inquirida, a Panini alegou que só se manifestaria neste mês de março e em abril. Foi o que bastou para que começassem a surgir diversas teorias: impressão sob demanda, em que os leitores reservariam com a editora o que lhes interessasse e só seria publicado o que tivesse um número razoável de pedidos; mensais com menos ou mais histórias (lembrando que as atuais conjugam quatro edições americanas) ou edições de vinte páginas, como no esquema americano.

No entanto, nenhuma destas mudanças foi comentada pelos editores da Panini Comics, a não ser o descarte da primeira teoria, de impressão sob demanda. Enquanto isto, os fãs se dividem entre um sadio grupo que se preocupa com a continuidade de suas coleções, o impacto econômico (em seus bolsos, claro) destas modificações e a viabilidade destas teorias e outro, assustador, de pessoas simplesmente desesperados pelo que a editora (que antes elogiavam e hoje demonizam) pode fazer.

Reflexos desta “revolução” já podem ser sentidos, como o cancelamento da mensal Batman & Superman e a promessa do cancelamento de Marvel Milenniun e Novos Titãs, além do remanejamento de histórias nas mensais Lanterna Verde e Superman.

Começando no mercado editorial muito bem, especialmente depois dos erros absurdos da editora Abril, a Panini Comics colecionou erros em edição de histórias e encadernados cumpridos e não publicados ao longo dos anos. Os leitores podem ter motivo para se preocupar, mas é preciso ter informações sólidas para se julgar o que deve acontecer. Enquanto isto, os famigerados fanboys seguem em histeria, o que é péssimo para a imagem dos leitores de hqs, em sua maioria pessoas que só querem entretenimento, e que tem uma vida além das páginas dos quadrinhos.

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