
Bones é, talvez, minha série policial favorita. Enquanto a franquia CSI luta para ser verossímil em meio a tecnologia exacerbada (e pouco crível), Bones, junto à ótima NCIS (No Brasil, no canal AXN), decide apostar menos em maquinários e técnicas super-modernas e foca em algo certeiro: as pessoas por trás do combate ao crime. Mesmo com alguns surtos tecnológicos (uma mesa holográfica em terceira dimensão), a série tem tanto humor e tantas relações interpessoais que acabamos ignorando o fantástico e nos apaixonando pelo que são: um grupo de pessoas geniais com uma missão que, muitas vezes, ultrapassa o simples dever profissional.
A série traz como personagens principais a antropóloga forense Temperace “Bones” Brennan (uma das apaixonantes irmãs Deschanel, Emily) e o agente do FBI Seeley Booth (David Boreanaz, finalmente usando sua canastrice a seu favor, no melhor estilo William Shatner). Graças a um acordo entre o FBI e o Instituto Jeffersonian, Bones e sua equipe se submetem ao Bureau Federal para auxiliar o agente Booth nos casos mais complexos, normalmente envolvendo corpos em decomposição e não identificados.
Bones traz, desde seu primeiro episódio, a evolução lenta e gradual do relacionamento de seus protagonistas, que partem do ódio recíproco a um amor latente e platônico, que parece estar prestes a se resolver nesta quinta temporada. O elenco de apoio também não fica para trás, pois constantemente temos mudanças nas relações destes, proporcionando uma vida agitada ao laboratório, com destaque para a fogosa Angela Montenegro, o tímido psicólogo Sweets e a rígida legista Cam Saroyan. Com a estrutura de “o caso da semana”, típico das séries policiais, é esta dinâmica social que dá uma continuidade à trama, envolvendo os espectadores. Mas sem o melodrama de um Grey’s Anatomy.
A quinta temporada de Bones estreou na semana passada, 04 de março, e é exibida pela Fox Brasil, às quintas-feiras, 21 horas.











