
Quando paro para pensar em animações de qualidade inegável, alguns nomes me vem à cabeça sem pestanejar, como as produções antigas dos estúdios Disney, toda a fantástica cinegrafia dos estúdios Pixar e a obra de Hayao Miyazaki (a quem alguns dão o nome de Walt Disney japonês, alcunha essa que muitos também atribuem a Osamu Tezuka, criador de Astro Boy). Agradeço às madrugadas da TV Cultura por ter conhecido os lindos trabalhos de Miyazaki, como “O Castelo Animado” e “A Viagem de Chihiro”.
Apesar dos já citados longas-metragens serem esteticamente fantásticos e bastante emocionantes, “Porco Rosso – O Último Romântico”, de 1992, é, certamente, o mais divertido dentre a filmografia do animador japonês. O desenho, com ar noir, se passa na Itália dos anos 20, onde pilotos que combateram na I Guerra Mundial agora ganham a vida lidando com piratas. Neste meio, está Porco Rosso, um antigamente galante aeronauta (temos que manter o clima, não?) que agora tem o rosto de um porco. A animação segue aquela velha cartilha de herói bondoso e melancólico, que prefere viver sozinho, mas tem que redescobrir sua humanidade.
E este pode ser o primeiro trabalho de Miyazaki a ter uma continuação. A história de “Porco Rosso: The Last Sortie” se passaria durante a Guerra Civil Espanhola, cerca de vinte anos após o filme anterior. Ficamos desde já ansiosos por esta que deve ser mais uma obra-prima, já depositando a confiança antecipada que só damos aos verdadeiros gênios.










