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02set Felipe Pinheiro

Coringa e Lex Luthor

 

Coringa e Lex

A editora americana DC Comics, responsável pela publicação das histórias de Superman, Batman, Lanterna Verde e inúmeros outros personagens icônicos dos quadrinhos, está completando 75 anos em 2010. Para comemorar a data, estão sendo lançados vários produtos que contam a história dos heróis e de seus criadores ao longo destas décadas, como um cd com as trilhas das animações, séries e filmes adaptando personagens da editora, um documentário lançado em DVD (The Secret Origin: The Story of DC Comics) e um sem fim de publicações especiais.

No Brasil, os leitores certamente já notaram o logotipo comemorativo em suas revistas da DC, e a editora Panini está planejando o lançamento de encadernados que contam as várias fases dos quadrinhos, com histórias escolhidas pelos leitores: a Era de Ouro (1938 a 1951), a Era de Prata (1956 a 1970),  a Era de Bronze (1971 a 1985) e a Era Moderna, que dura até hoje.

Dentro desta comemoração, esteve a revista americana Superman & Batman (no Brasil, atualmente sendo publicada em Universo DC), que em sua 75º edição reuniu vários dos melhores quadrinhistas da atualidade para homenagear o Homem de Aço e o Cavaleiro das Trevas. A revista começa com uma divertida história  da Legião dos Super-Heróis com os veteranos Paul Levitz e Jerry Ordway, e ainda Adam Huges,  Francis Manapul, Shane Davis, Rafael Albuquerque, David Finch, Peter Tomasi e Gene Ha.

Mas o destaque da edição vai para a pequena história (apenas uma página dupla, que você pode conferir aqui), em que Brian Azzarello e Lee Bermejo, acostumados a produzir contos com alto teor adulto (são deles os ótimos “Lex Luthor: Men of Steel” e “Coringa”), fazem uma tirinha infantil emulando Calvin & Haroldo, do genial Bill Waterson.



 
23ago Felipe Pinheiro

A volta da Legião

 

Legião dos Super-Heróis

Na década de 80, foi incumbido ao escritor canadense John Byrne que reformulasse o Superman. Na tentativa de modernizar o personagem, o quadrinhista tomou o caminho mais fácil, simplesmente limando boa parte da mitologia do herói, tornando-o mais humano, mas infinitamente mais pobre. Nos últimos anos, a DC Comics vem trabalhando em um resgate dos vários elementos da Era de Prata ignorados por Byrne, mostrando que é possível trabalhar com eles de uma maneira madura e emocional.

Dentre os que voltam, está a Legião dos Super-Heróis, um grupo de adolescentes de vários planetas, no século XXX, que, inspirados pelas histórias sobre o Superman, pregam a integração racial. Através de viagens no tempo, eles conheceram um jovem Clark Kent e o tornaram membro de sua equipe, influenciando aquele que iria influenciá-los. Pela nova cronologia da DC, Clark nunca agiu abertamente como Superboy em sua época, apesar de fazer, secretamente, alguns salvamentos em Smallville, mas teve inúmeras aventuras com seus amigos do futuro.

Os pontos altos do retorno do grupo foram um ótimo arco com Geoff Johns e Gary Frank na revista do Superman e a minissérie “Legião dos Três Mundos” (publicada no Brasil em Superman & Batman), que consolidou a equipe original e explicou as várias versões dos heróis do futuro, surgidas após a lambança feita por Byrne.

Segundo o site da Wizmania, a partir de novembro, na quinta edição de Universo DC, serão publicadas histórias curtas da Legião (que eram atrações secundárias nos primeiros números da americana Adventure Comics, que já é publicada em Universo DC, com histórias do Superboy), e há a promessa de seu título próprio ser publicado no futuro, a depender da reação dos leitores. Vale notar que nos Estados Unidos, Adventure Comics traz agora histórias com a equipe em sua fase inicial, adolescente, enquanto o veterano Paul Levitz escreve Legion of Super-Heroes, com os heróis adultos, como vistos ultimamente.


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19ago Felipe Pinheiro

Peanuts completo

 

Peanuts Completo

O mercado editorial brasileiro é muito instável. Mas isto é dizer o óbvio. Leitores mais costumazes, especialmente de obras e séries mais desconhecidas, sofrem com traduções mal feitas, variações de tamanhos, preços salgadíssimos e injustificáveis ou descontinuações, deixando-nos a ver navios.

Então, nada mais previsível que um projeto ambicioso como “Peanuts Completo” despertasse a desconfiança do público. A L&PM Editores planeja lançar 25 edições de luxo reunindo os 50 anos das brilhantes tirinhas do mestre Charles Schultz (a primeira tira, em verdade, foi publicada em outubro de 1950), nos mesmos moldes da publicação americana, em encadernados com capa dura e medindo 21×17 cm (saliente-se, inclusive, que a série ainda está sendo lançada no EUA, tendo acabado de passar de sua metade).

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06ago Felipe Pinheiro

A Liga Extraordinária

 

A liga Extraordinária

Esqueçam o péssimo filme dirigido por Stephen Norrington em 2003. A Liga Extraordinária (The League of Extraordinary Gentlemen) é uma das mais fantásticas criações de Alan Moore (o que não é pouco para o gênio responsável por Watchmen e V de Vingança).

Com traços de Kevin O’Neill, Moore reúne personagens de clássicos da literatura, sobretudo inglesa, como Mina Murray (Drácula), Allan Quatermain (As Minas do Rei Salomão) e Capitão Nemo (Vinte Mil Léguas Submarinas), em aventuras para defender o Reino Unido, se não o mundo. As histórias, carregadas do cinismo de Moore, se mesclam ao estilo literário e das histórias seriadas da época.

As aventuras da liga, que incluíram no segundo volume a invasão de marcianos da “Guerra dos Mundos”, são recheadas de citações a obras literárias antigas, algumas mais evidentes, outras escondidas para os fãs mais atentos. É o tipo de história em quadrinhos que, com diálogos afiados e boa dose de ação, é capaz de entreter boa parte dos leitores, mas encanta aqueles que tem um conhecimento literário mais profundo. Em “A Liga Extraordinária – Século: 1910″, Alan Moore continua a brindar a inteligência de seus leitores, algo cada vez mais raro e prazeroso.

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04ago Felipe Pinheiro

Vampiro Americano

 

American Vampire

Se há alguma coisa que tentei aprender com Monty Phyton é sempre tentar ver o lado bom da vida (mesmo que se esteja crucificado… mas isso é outra história). Dessa forma, dá para encontrar até mesmo um lado positivo na série Crepúsculo. Há muito tempo os vampiros não estavam tão em alta na cultura pop americana e, entre produtos que visam apenas se aproveitar do sucesso da série teen (e que tem a mesma “qualidade”, vide The Vampire Diaries, exibido no Brasil pelo Warner Channel), surgem produções promissoras.

Com destaque, o vindouro filme de Will Smith (a quem, desde a Lenda, dou sempre um bom crédito de partida) que deve misturar a história bíblica de Caim e Abel com vampiros (muitos interpretam o castigo dado por Deus a Caim pela morte de Abel como o surgimento do vampirismo, e isto é base de muitas mitologias, influenciando o RPG “Vampiro: A Máscara”), a adaptação americana de “Deixe Ela Entrar” (e apesar de detestar essa mania dos americanos de fazer adaptações em vez de lerem legendas, o longa é bastante promissor) e, nos quadrinhos, American Vampire.

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03ago Felipe Pinheiro

A ultima família de Krypton

 

The Last Family of Krypton

Um casal de cientistas envia seu único filho para a terra, o salvando da destruição de seu planeta e, ao chegar aqui, a criança é adotada por um casal de simpáticos fazendeiros, crescendo para se tornar o maior herói de seu mundo adotivo. A história do Superman é uma das mais difundidas da cultura pop, sendo conhecida por inúmeras pessoas que não tem o menor contato com os quadrinhos. Mas, sempre restou uma dúvida aos leitores: por que Jor-El não fez uma nave para toda sua família? Por que Kal-El teria que ser o último filho de Krypton?

Partindo desta premissa, surge a nova série da DC Comics, escrita pelo veterano Cary Bates, com arte do brasileiro Renato Arlem. Bates disse que esta é uma ótima oportunidade de se mexer tremendamente na mitologia do herói: nada de órfão tímido que vai descobrindo seus poderes de forma escondida com a ajuda de seus pais adotivos. Segundo o escritor, “passado o medo da invasão alienígena, a família El se torna a família mais famosa do planeta e vocês já podem adivinhar quem é o bebê mais fotografado do mundo?”. Bates ainda promete reimaginar os coadjuvantes do Superman, como Lois Lane, Lex Luthor, a equipe do Planeta Diário e a família Kent, neste novo mundo.

A minissérie, um bom retorno ao selo Elseworld (Túnel do Tempo, como é chamado no Brasil), que estava um pouco esquecido nos últimos tempos, começa a ser publicada nesta quarta-feira, nos Estados Unidos. Serão três edições de 56 páginas. Esperemos que, mesmo com a limitação de títulos da DC Comics que a Panini instituiu, esta história seja publicada no Brasil, nem que seja em algum encadernado.



 
30jul Felipe Pinheiro

Holy Terror de Frank Miller

 

Batman

A notícia tem a maior cara de ser resultado de algum veto da DC Comics. Em entrevista ao LA Times, Frank Miller anunciou que Batman não enfrentará mais o Al Qaeda. Como assim?

O Quadrinhista está trabalhando na graphic novel Holly Terror (no estilo horizontal de “300″), onde o herói enfrentaria terroristas no Afeganistão. Enfrentaria… já que o vigilante será substituído por um novo personagem, The Fixer, um soldado das forças especiais americanas que Miller considera ser uma alma menos torturada que o Homem-Morcego, mas que acabará matando mais de cem inocentes durante sua história (!).

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29jul Felipe Pinheiro

Eu Sou a Lenda, por Steve Niles

 

Eu sou a lenda

Em tempos de vampiros que não assustam muita gente… ou nem mesmo são muito másculos… É sempre bom ler alguma coisa que respeite o espírito clássico dos chupadores de sangue. Melhor ainda se for escrito por Steve Niles, que resgatou bastante da violência desses monstros nas ótimas graphic novels de “30 Dias de noite”.

Desta vez, Niles une-se a Elman Brown para adaptar a perturbadora história do último homem na terra em “Eu Sou a Lenda”, de Richard Matheson. A adaptação é mais próxima do livro de Matheson que da mais recente incursão cinematográfica do conto, com Will Smith, trazendo um ar mais soturno (que é ajudado pela arte granulada de Brown) e com um pouco mais de misticismo, embora ainda contando com certas explicações “críveis”. Aqui, se deixa um pouco de lado os zumbis e a ciência para se focar nos vampiros, com o protagonista, Robert Nevile, protegendo seu lar com alho e espelhos.

Enquanto caça livremente durante o dia, os vampiros reinam absolutos durante a noite. Por quanto tempo Nevile conseguirá defender-se dos monstros que o cercam à noite e, ainda, manter sua sanidade, sabendo que pode ser o último homem vivo sobre a terra?

Publicado originalmente em 2003, pela IDW Publishing, “Eu Sou a Lenda” é um lançamento da editora Devir, tem 248 páginas em preto e branco, capa cartão e custa R$ 34,50.



 
28jul Felipe Pinheiro

Jonah Hex

 

Jonah Hex

A adaptação cinematográfica “Jonah Hex – O Caçador de Recompensas” foi um fiasco ao estilo d”As Loucas Aventuras de James West” (tendo, inclusive, seu lançamento adiado no Brasil e boas chances de ser mandado direto para as prateleiras de DVDs e Blu-Rays) e nós seguimos nos perguntando qual a dificuldade de se fazer um filme de Velho-Oeste calcado nos bons clássicos de Sergio Leone.

Pelo menos, nem tudo é prejuízo. Aproveitando o hype que deveria ter se formado em relação ao filme, a Panini Comics está lançando, neste mês de julho, o encadernado “Jonah Hex: Marcado pela Violência”, com as seis primeiras edições da nova encarnação da revista mensal do pistoleiro deformado, com roteiro de Justin Gray e Jimmy Palmiotti e arte do competente brasileiro Luke Ross (que, com desenhos bastante realistas, traz um Hex idêntico a um certo Clint Eastwood) e de Tony DeZüniga, um dos co-criadores do anti-herói.

Com 148 páginas e custando R$ 14,90, embora traga na capa a chamada de que foi a HQ que inspirou o filme, as seis histórias fechadas (ou one-shots, como são chamadas no mercado americano) que compõem o encadernado não tem qualquer relação com a trama do Longa, além de trazer o mesmo herói (embora bem mais interessante e turrão que a versão amena interpretada por Josh Brolin aos cinemas). São boas histórias, que não deixam nada a dever aos bons e velhos Fumettis.



 
27jul Felipe Pinheiro

John Constantine irá se casar?

 

Constantine

Voltando à ativa no Tarja com um pouco das novidades da Comic-Con em San Diego, e algumas delas parecem ser bem interessantes para o Universo Vertigo. Em primeiro lugar, foi confirmada uma suspeita que já vem rondando os bastidores do mundo dos quadrinhos, em especial devido a uma série recente de cancelamento de títulos e projetos do selo adulto da DC Comics. Sua editora-chefe, Karen Berger, confirmou que os personagens que migraram da linha principal da DC, de super-heróis, para a Vertigo, serão devolvidos a este universo principal.

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