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08set Felipe Pinheiro

Um Parto de Viagem

 

Um Parto de Viagem

O próximo filme de Todd Phillips (do fenômeno Se Beber, Não Case), tem fórmula pronta para dar certo. O Diretor tem à disposição dois astros que reúnem carisma e boas bilheterias (Robert Downey Jr., Homem de Ferro, e Zach Galifianakis, Se Beber, Não Case), além de fazer um “road movie”, estilo preferido dos cineastas para impregnar ação a longas tipicamente mais calmos (Pequena Miss Sunshine é um grande exemplo, já que é basicamente um filme sobre a disfuncionalidade de uma família) ou para disfarçar a falta de roteiro ou de ritmo de seus projetos, com a constante apresentação de cenários e novos personagens.

Um Parto de Viagem (boa tradução em relação ao original “Due Date”) traz Peter Higman (Downey Jr), que deseja chegar a Atlanta a tempo de ver o nascimento de seu primeiro filho. O que seria um rápido vôo, no entanto, se transforma em uma tortuosa viagem de carro, atravessando o país ao lado do aspirante a ator Ethan Tremblay (mas um afetado personagem para Galifianakis). Pelo caminho, vão destruindo carros, amizades e a paciência de Peter.

Confira o trailer da comédia, que estréia no Brasil em 05 de novembro de 2010 e conta ainda com Jamie Foxx (O Solista), Juliette Lewis (Garota Fantástica, injustamente lançado diretamente em DVD em terras tupiniquins) e Alan Arkin (agente 86).



 
27ago Felipe Pinheiro

Karate Kid

 

Karate Kid

Garoto indisciplinado muda de cidade e se vê oprimido por valentões, até que conhece um sábio senhor oriental que o ensina artes marciais de forma pouco ortodoxa. Na verdade, o ancião o está ensinando mais que golpes, e sim a própria filosofia por trás daquela luta, ao mesmo tempo em que aprende com seu pupilo a voltar a ter esperança.

Provavelmente, você reconheceu de imediato a premissa de Karate Kid, filme oitentista que tem um lugar guardado no coração de uma boa parte da geração que vai se aproximando ou já passou dos trinta anos. E, então, assim que começaram os primeiros boatos sobre um possível remake da obra, muitos foram os que o apontaram como desnecessário. Estavam completamente errados.

A história do longa está longe de ser original. É um tema bastante recorrente, aliás. Em uma geração que parece perdida entre ídolos sem talento e completamente artificiais e filmes e músicas assustadoramente dementes, as lições de Sr. Miyagi e Daniel Larusso são sempre bem-vindas. Mostram-se, na verdade, imperativas. Torna-se necessário, então, atualizar um filme para muitos datados a estes novos adolescentes.

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26ago Felipe Pinheiro

RED

 

RED

Neste segundo semestre de 2010, as atenções se voltam para “Scott Pilgrim Vs The World” (que foi péssimo nas bilheterias americanas e pode chegar no Brasil apenas em DVD), mas outra adaptação de quadrinhos promete ser bastante divertida, e com um grupo de senhores de idade um pouco mais avançada.

Trata-se de RED, que traz um elenco recheado de bons nomes, como Bruce Willis, Morgan Freeman, John Malkovich, Hellen Mirren, Karl Urban, Mary-Louise Parker, Richard Drefuss, Brian Cox e Ernest Borgnine.

Embora seja uma das mais fracas histórias escritas por Warren Ellis, RED tem uma premissa interessante: um agente aposentado da CIA é considerado perigoso demais pela nova administração da agência, que deseja eliminá-lo. O filme, com direção de Robert Schwentke (Plano de Vôo, The Time Traveler’s Wife), parece expandir o conceito a outros agentes, além de trazê-los mais carismáticos (na verdade, parecem estar os atores interpretando suas “personas básicas”, que não deixam de ser interessantes) e trazer uma boa dose de diversão, como mostra o trailer internacional recentemente divulgado.



 
20ago Felipe Pinheiro

Os Mercenários

 

Os Mercenários

Alguns filmes foram feitos única e exclusivamente para divertir. Esta é a tônica de vários e vários longas que embalaram os anos oitenta. Dentre eles, se destacam os filmes de brucutus, onde temos heróis sem medo de sujar as mãos e quase indestrutíveis, a despeito de muito apanharem (ou mesmo escaparem ilesos nas situações mais improváveis).

Neste ano, em meio ao excesso de “puta falta de sacanagem” que se observa em boa parte da cultura pop atual (e eu me preocupo seriamente com os adolescentes atuais que não são expostos a uma boa e saudável dose de violência ficcional) e à poderosa patrulha do politicamente correto, dois filmes que promovem um revival dos anos oitenta se deram bem nas bilheterias: Kick-Ass e Os Mercenários, que reúne a nata das más interpretações e boas cenas de ação, como o velho Sylvester Stallone, Jet Li, Jason Statham e Dolph Lundgren. Há ainda participações de Bruce Willis, Mickey Rourke e Arnold Schwarzenegger.

Se você não encrencar com qualquer besteira que Stallone possa ter dito sobre o Brasil (e, acreditem, vocês nunca poderão bater o suficiente num homem que levou surras homéricas de Apollo Creed e Ivan Drago), ou com a quantidade absurda de furos no roteiro e interpretações canastronas (aliás, o público adora canastrões engraçados, está aí Willis que não deixa ninguém mentir), Mercenários é pura diversão.

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18ago Felipe Pinheiro

Juiz Dredd

 

Juiz Dredd

Confirmandos os boatos que já corriam há anos, e ganharam força na última Comic-Con, foi oficializado o novo filme do Juiz Dredd, com o ator Karl Urban (o dr. McCoy em Star Trek). O novo longa, que, segundo os produtores Andrew Macdonald e Allon Reich, deve ser  realístico e violento (efeito The Dark Knight), terá direção de Pete Travis (do razoável Ponto de Vista). O projeto será gravado na África do Sul, aproveitando um pouco da estrutura de Distrito 9.

Pouco conhecido no Brasil, o Juiz Dredd atua na gigantesca Mega City One, em um futuro onde policiais também acumulam a função de juiz, júri e executor, na tentativa de conter a violência urbana, cada vez mais crescente. Como um símbolo da despersonificação do personagem frente ao sistema do qual faz parte, Dredd nunca tira seu capacete, ao contrário d’O Juiz, filme de 1995 com Sylvester Stallone Stallone, onde, aproveitando o ator famoso, logo cuidaram de se livrar do tradicional uniforme do personagem.

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13ago Felipe Pinheiro

A Origem: Parte 2

 

A origem

Em um mundo onde conhecimento é poder e está bem guardado, a espionagem industrial chegou a um novo nível. Dominic Cobb é um extrator, um ladrão especializado em roubar informações diretamente dos sonhos das pessoas mas, após uma missão mal sucedida, ele recebe uma oferta irrecusável: inserir uma nova idéia na mente do bilionário Robert Fischer. Montando uma equipe que conta com seu eficaz parceiro Arthur e a novata Ariadne, Cobb cria um plano aparentemente infalível e altamente arriscado, que logo começa a dar espaço para improvisações e o confronto com um inimigo íntimo demais.

Em A Origem, Christopher Nolan retorce clichês e apresenta uma história de ação frenética, em que o espectador tem sua atenção testada a cada momento. Levando em conta a qualidade técnica e a sensacional história apresentada pelo longa-metragem, optamos, aqui no Tarja, em dividir a crítica em duas partes. Quarta, sem spoilers, debatemos um pouco sobre o elenco, direção, efeitos especiais e trilha sonora da projeção. Já hoje, abarrotados de spoilers, nos debruçaremos sobre sua história.

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11ago Felipe Pinheiro

A Origem: parte 1

 

Leonardo DiCaprio - Cobb

Em um mundo onde conhecimento é poder e está bem guardado, a espionagem industrial chegou a um novo nível. Dominic Cobb é um extrator, um ladrão especializado em roubar informações diretamente dos sonhos das pessoas mas, após uma missão mal sucedida, ele recebe uma oferta irrecusável: inserir uma nova idéia na mente do bilionário Robert Fischer. Montando uma equipe que conta com seu eficaz parceiro Arthur e a novata Ariadne, Cobb cria um plano aparentemente infalível e altamente arriscado, que logo começa a dar espaço para improvisações e o confronto com um inimigo íntimo demais.

Em A Origem, Christopher Nolan retorce clichês e apresenta uma história de ação frenética, em que o espectador tem sua atenção testada a cada momento. Levando em conta a qualidade técnica e a sensacional história apresentada pelo longa-metragem, optamos, aqui no Tarja, em dividir a crítica em duas partes. Hoje, sem spoilers, debateremos um pouco sobre o elenco, direção, efeitos especiais e trilha sonora da projeção. Já amanhã, abarrotados de spoilers, nos debruçaremos sobre sua história.

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09ago Felipe Pinheiro

Nemesis

 

nemesis

Com tiragens cada vez menores (e editoras comemorando se uma edição vende mais do que míseros 100 mil exemplares), a maior fonte financeira dos quadrinhos atualmente vem do licenciamento de seus personagens para os mais diversos produtos, com destaque para adaptações cinematográficas. Os cinemas estão abarrotados de longas inspirados em quadrinhos, flertando com gêneros que vão de super-heróis a Velho-Oeste.

Nesta nova corrida pelo ouro, o escritor escocês Mark Millar vem se destacando em levar seus personagens do papel para as telonas. Falastrão e chegado em uma boa polêmica, Millar, no entanto, é muito bom naquilo a que se propõe: quadrinhos inquietantes, violentos, divertidos e, algumas vezes, até mesmo mais profundos. São dele a ótima “Superman: Entre a Foice e o Martelo” e as melhores fases das versões ultimate dos X-men e Vingadores.

Alguns de seus melhores projetos autorais, como Wanted e Kick-Ass já foram adaptados para a sétima arte, e Chosen (que trata de um garoto de um subúrbio americano que pode ser o novo Jesus) está em negociações. O próximo na fila é Nemesis, que acaba de ganhar um diretor.

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04ago Felipe Pinheiro

Babar

 

Babar

A despeito de qualquer crítica a respeito de ser um desenho que trazia uma visão boazinha e romanceada do colonialismo europeu na África (momento para reflexão…. Oh, wait!), Babar fez parte da infância de milhões (verborrágico é meu nome, superlativo é meu sobrenome) de pessoas em todo o mundo.

Mais conhecido pelo desenho (exibido no Brasil no início da década de 90, pela TV Cultura) que pela série de livros produzidos pelo francês Jean de Brunhoff na década de 30, “As Aventuras de Babar” traz a história de um elefante órfão, educado pela “Velha Senhora” e que, de volta ao continente africano, é coroado rei dos elefantes e leva a civilização e cultura francesas à selva.

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30jul Felipe Pinheiro

Nas Montanhas da Loucura

 

Guillermo del Toro

Desde que Guillermo del Toro abandonou as filmagens de O Hobbit, ficou a dúvida de qual seria o próximo projeto do cineasta. Não que lhe faltassem convites ou idéias para um novo filme. Ao contrário. O diretor havia anunciado o desejo por tantos projetos (Hellboy 3, Frankstein, O Médico e o Monstro…) junto à Universal (com quem tem um contrato de prioridade) que ficava a dúvida de qual seria seu preferido, ou o mais viável comercialmente para o estúdio.

Segundo o Deadline, a escolha foi feita, especialmente pelo apoio de um produtor conceituado (o senhor James “grandes bilheterias” Cameron) e del Toro irá dirigir “Nas Montanhas da Loucura”, adaptação de uma obra de H. P. Lovecraft. O conto de terror, como não poderia deixar de ser quando se trata do soturno escritor norte-americano, se passa em 1930 e acompanha um grupo de jovens estudantes em uma expedição no Pólo Sul, onde encontram (e despertam!) seres milenares e maldosos, que podem ser os pais de toda a raça humana.

Prato cheio, portanto, para os visuais elaborados do diretor mexicano. Será que teremos mais uma parceria com o performático Doug Jones (Hellboy, O Labirinto do Fauno)? “Na Montanhas da Loucura” será gravado em 3D, e suas filmagens devem começar em 2011.


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