
Quando saiu dos Titãs, Nando Reis logo buscou extravasar toda a musicalidade que estava contida enquanto ele era um dos mais discretos membros do grupo, abraçando livremente o violão. Em seu mais novo disco junto aos Infernais, Nando parece ter feito às pazes com o rock, fazendo um disco que, embora não seja o seu melhor em sua carreira solo, é, certamente, o mais vibrante, ao mesmo tempo em que marca um outro nível em sua relação com a banda formada por Carlos Pontual, Diogo Gameiro, Alex Veley e Felipe Cambraia. Fica até difícil dizer que Drês é mais um disco solo do cantor, tamanha cumplicidade com seus novos companheiros, até maior do que a dos tempos titânicos.
Embora com esta nova pegada roqueira, ainda é possível distinguir o violão sempre companheiro de Nando, enquanto ele cada vez mais abre a alma a cada música, desde mais uma homenagem a um filho, desta vez, Sophia (em Só pra So) a quase onipresença de sua ex-namorada, Adriana. Há um clima de saudosismo, especialmente no dueto com Ana Cañas em Pra Você Guardei o Amor, que deixa o rock ainda mais gostoso, pois parece que o músico tenta aparar inúmeras pontas soltas da sua vida, sem que isto torne o álbum mais sombrio.
Esta é uma das melhores características da nova fase de Nando Reis: enquanto ele amadurece a passos vistos, com um experimentalismo bem construído, embora não muito inovador, ele não se entrega a convenções comerciais. Claro que ele quer agradar o grande público, seu intuito é vender discos, mas ele não perde sua identidade para isso.
Enquanto é um alívio terminar de escutar Sacos Plásticos, dos Titãs, Drês está tocando tanto aqui em casa que as paredes já brigam pra saber qual sua faixa preferida, entre a saudosa Conta e a pulsante faixa título. Isso sem enjoar jamais, assim como um disco realmente deve ser. Por mais que Drês tenha uma pequena variação de qualidade, o que não o deixa ser perfeito, é Nando Reis em sua boa forma, e isto é alívio para nossos ouvidos nos dias de hoje.
3 Responses to “Nando Reis: Drês”
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André disse:
25/06/2009 às 17:03Ta fazendo o release dele ou veio pronto?
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Breno disse:
05/07/2009 às 13:37Realmente, foi um alívio enorme, quando o nando reis saiu do titãs e começõu a fazer música ¨sozinho¨…
Faz tempo que o melhor do titãs é o velho mais do mesmo, isso quando não fica pior..
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Fabiano disse:
22/07/2009 às 14:39Achei o disco horrível… extremamente pessoal e com músicas que parecem lados B de todos os outros discos do cantor. Esperava mais de um artista que considero um dos principais do gênero no país.











