O Fantástico Sr. Raposo

O Fantástico Sr. Raposo

O Fantástico Sr. Raposo é um dos indicados a melhor animação, no Oscar de 2010.

Alguns diretores costumam ter sua mão (sem malícias, Tainah) facilmente percebidas em seus filmes, seja pelas escolhas visuais que assuma, pelas constantes parcerias com atores ou compositores de trilhas sonoras, pela temática de suas histórias. Podemos facilmente lembrar de nomes como Tim Burton, Quentin Tarantino, Alfred Hitchcock, Alfonso Cuarón e, claro, Wes Anderson.

A carreira de Anderson é marcada por personagens em meio a crises existenciais não muito rotineiras. Todos excêntricos, tem em suas crises a motivação de aceitar ou não seu excentrismo, e daquilo que os rodeia, seja suas famílias (Os excêntricos Tenenbaums), seus objetivos (A Vida Marinha de Steve Zissou), ou, mesmo, tudo isto somado ao mundo que os cerca (Viagem a Darjeeling). Estas pessoas lidam tão naturalmente com suas vidas estranhas (as quais acabam tendo por aceitar, ao final das contas) que é impossível não nos identificar com elas.

Assim, o cineasta encontra na animação O Fantástico Sr. Raposo o meio perfeito para expor suas idéias. Em sua primeira incursão ao gênero, Anderson demonstra o máximo de seu apuro visual, quase sempre optando por cores fortes, na maioria primárias, que identifiquem seus personagens, e atuações nunca naturais, como se seus atores estivessem atuando em um vasto palco de teatro, o que é ressaltado pelo Stop Motion, que, a exemplo de Coraline, lembra muito os antigos exemplares da técnica, desprezando a fluidez dos mais atuais, e assim soando mais genuíno.

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