
Alguns filmes foram feitos única e exclusivamente para divertir. Esta é a tônica de vários e vários longas que embalaram os anos oitenta. Dentre eles, se destacam os filmes de brucutus, onde temos heróis sem medo de sujar as mãos e quase indestrutíveis, a despeito de muito apanharem (ou mesmo escaparem ilesos nas situações mais improváveis).
Neste ano, em meio ao excesso de “puta falta de sacanagem” que se observa em boa parte da cultura pop atual (e eu me preocupo seriamente com os adolescentes atuais que não são expostos a uma boa e saudável dose de violência ficcional) e à poderosa patrulha do politicamente correto, dois filmes que promovem um revival dos anos oitenta se deram bem nas bilheterias: Kick-Ass e Os Mercenários, que reúne a nata das más interpretações e boas cenas de ação, como o velho Sylvester Stallone, Jet Li, Jason Statham e Dolph Lundgren. Há ainda participações de Bruce Willis, Mickey Rourke e Arnold Schwarzenegger.
Se você não encrencar com qualquer besteira que Stallone possa ter dito sobre o Brasil (e, acreditem, vocês nunca poderão bater o suficiente num homem que levou surras homéricas de Apollo Creed e Ivan Drago), ou com a quantidade absurda de furos no roteiro e interpretações canastronas (aliás, o público adora canastrões engraçados, está aí Willis que não deixa ninguém mentir), Mercenários é pura diversão.










