08fev Felipe Pinheiro

Super 8

 

Super 8

Com produção de J. J. Abrams, Cloverfield chamou atenção já antes de chegar aos cinemas por uma campanha de marketing que dizia muito pouco sobre o filme. Envolto em mistérios, o filme de monstros feito para a Geração Y fez bonito nas bilheterias e mostrou que o público ainda não se cansou de ver Nova York destruída, desde que por novos ângulos. Super 8, que será dirigido por Abrams e presta uma homenagem aos primeiros filmes de Steven Spielberg (e tem o próprio diretor de ET como produtor), segue um pouco da mesma linha.

Embora não seja gravado no mesmo tom documental de Cloverfield e tenha alguns nomes mais conhecidos no elenco, como Elle Fanning e Kyle Chandler, a divulgação do longa ainda é tímida, e pouco se conhece dele, inclusive da sua trama. O que se sabe é que em uma pacata cidade do interior americano, no fim dos anos 70, alguns garotos estão tentando fazer um filme com uma câmera Super 8, quando flagram um acidente de trem que solta um monstro que estava sendo transportado pelo exército.

O cineasta (só cineasta define Abrams? Ele é o novo papa Nerd – pega, Kevin Smith!) afirmou, nesta segunda-feira, que Super 8 é uma reunião de duas idéias suas que teimavam em permanecer incompletas: um projeto ingênuo sobre garotos, filmes e amores, com ótimos personagens, mas sem uma trama envolvente, e outro que trazia o exército removendo os alienígenas da Área 51 depois que o local ficou muito conhecido, mas sem que as cargas chegassem a seus destinos finais, o que é um ótimo plot, mas que ainda não tinha bons personagens. Segundo Abrams, o longa terá doçura, humor, suspense e a história de pai e filho que tem que superar uma perda recente e se reconectar.

Neste domingo, no Super Bowl, foi lançado um spot de trinta segundos do filme. Dá para notar uma fotografia bem semelhante à usada em Star Trek (outro projeto dirigido por Abrams).



 
07fev Felipe Pinheiro

Cisne Negro

 

Cisne Negro

(Este texto tem spoilers do filme em questão e só é aconselhável para quem já o assistiu, ou acredita que a surpresa estragada não diminuirá a experiência cinematográfica)

Muitos cineastas costumam esquecer as sutilezas diante das câmeras e, tal qual o teatro, exacerbam as reações de seus atores para dar maior impacto às emoções que eles estão sentindo. A seu passo, Darren Aronofsky procura ter em seus holofotes pessoas que já estejam sendo esmagadas pela obsessão por um sentimento, necessidade ou pensamento.

Embora procure manter uma estética crua a cada um de seus filmes, o cineasta adapta sua câmera neste estudo das obsessões: seja com a fotografia iconoclasta do preto e branco, com um expressionismo beirando o cinema alemão, para as idéias atormentadas de Pi, em planos distantes para ressaltar a desolação causada pelas drogas em Requiem para um Sonho, nos planos contempladores para ressaltar a paixão e imortalidade em A Fonte e a câmera agitada e o tom quase documental que acompanha a busca por superação em O Lutador.

Sufocando Natalie Portman em planos fechadíssimos, Aronofsky apresenta mais uma pessoa possuída por um pensamento que lhe é capaz de suplantar as forças. Nina (Portman) é uma bailarina que tem em suas mãos a maior chance de sua carreira, quando é escalada para viver as “Rainha dos Cisnes” em uma montagem de O Lago dos Cisnes no corpo de Ballet onde até então não havia tido uma real oportunidade de se destacar.

Extremamente concentrada em atingir a perfeição, Nina facilmente encarna Odette, a Cisne Branca, mas não consegue encarnar a sensual e sinuosa Odile, a Cisne Negra, tendo que enfrentar esse desafio ao mesmo tempo em que sofre todo o tipo de pressões, inclusive a chegada de uma nova e espontânea dançarina que pode lhe roubar a coroa.

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07fev Felipe Pinheiro

Capitão América: O Primeiro Vingador

 

Os Estados Unidos (e uma certa parte do mundo) pararam para assistir ao Super Bowl, a final da SNL. Se você não é daqueles que gostam do “futebol jogado errado” (e, acreditem, quando se aprende um pouco das regras, dá para se divertir com as trombadas e estratégias traçadas em campo), o evento tem um certo gostinho.

Com os intervalos mais caros da tv americana, decorrentes da sua maior audiência, empresas e estúdios aproveitam para divulgar comerciais divertidos, bem elaborados e, claro, suas maiores apostas para os cinemas durante o verão.

A Marvel Comics aproveitou não só para lançar um novo spot de Thor (onde vemos mais cenas de ação e finalmente o Mjolnir em pleno funcionamento) como para divulgar o primeiro (e curtíssimo) trailer de Capitão América: O Primeiro Vingador, com direito ao rosto do Caveira Vermelha, Comandos Selvagens, Steve Rogers antes do soro… Enfim, confira abaixo, e esperemos que uma versão mais completa seja lançada pelo estúdio nos próximos dias.



 
05fev Felipe Pinheiro

O Dia Mais Claro

 

O Dia Mais Claro

“No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá ante a minha presença…”. É assim que começa o juramento dos Lanternas Verdes. Com a chegada às bancas do oitavo e último número da saga A Noite Mais Densa, onde uma Guardiã renegada e o vilão Mão Negra se unem a Nekron e milhões de mortos para atacar os vivos no universo, a Panini Comics prepara o lançamento do próximo evento da DC: O Dia Mais Claro, decorrência direta dos eventos de A Noite (…).

The Brightest Day está sendo publicada nos Estados Unidos quinzenalmente, se alternando com Justice League: Generation Lost, reunindo a velha Liga de Keith Giffen contra um velho conhecido deles. No Brasil, O Dia Mais Claro #0 chega às bancas em março, trazendo o prólogo da maxissérie que terá 25 edições originais. No Brasil, serão 13 números.

A Panini, no entanto, não divulgou o preço da série, nem se Generation Lost integrará a revista (o que a deixaria com 100 páginas). Vale lembrar que 52 e Contagem Regressiva, duas séries semanais da DC Comics, foram publicadas no Brasil em dois volumes de 13 mensais, com 100 páginas.

O Dia Mais Claro reúne vários personagens da DC em uma trama onde todos tem missões específicas em suas vidas, que devem resultar na procura pelo novo protetor da Lanterna Branca. As várias tramas que se entrelaçam na série são escritas por Geoff Johns e Peter Tomasi (Tropa dos Lanternas Verdes), e conta com arte de Ivan Reis, Patrick Gleason, Ardian Syaf, Scott Clark, Joe Prado e Fernando Pasarin.



 
04fev Felipe Pinheiro

O Cerco

 

A Invasão Secreta, última megassaga da Marvel, só teve um ponto positivo: levou à editora o Reinado Sombrio, quando Normam Osborn (o antigo Duende Verde) formou uma cabala com inúmeros vilões, se tornou o chefe da Martelo, agência que substituiu a Shield como comando máximo da segurança norte-americana, criou um time de Vingadores formado por criminosos e passou a caçar os heróis (chegando a criar uma lista de heróis a serem presos/assassinados, como se viu nos especiais Reinado Sombrio: A Lista, publicados pela Panini Comics).

Neste mês, a Panini lança O Cerco – Prólogo, com 60 páginas, que reúne as edições originais Siege: The Cabal e Origins of Siege. Tantos vilões reunidos eram um convite à traição, e com o fim da Cabala e uma boa dose de manipulação de Loki, o deus das mentiras, Osborn dá início a seu mais ambicioso passo: um ataque à Asgard, cidade dos deuses nórdicos, como Thor, que está atualmente em território americano. Em março, é dado início a’O Cerco, minissérie em quatro partes com argumento de Brian Michael Bendis e arte de Oliver Coipel (Dinastia M).

Como Siege só teve quatro edições nos Estados Unidos, para ter revistas com mais de 25 páginas na minissérie (o padrão nesses casos é lançar revistas com, pelo menos, 50 páginas, adicionando histórias extras à história principal, que geralmente tem de 22 a 30 páginas), a Panini deve incluir outras histórias na minissérie. É provável que publique também Siege: Embedded, em que o jornalista Ben Urich acompanha os bastidores do cerco a Asgard. Em Invasão Secreta, a minissérie trazia também Urich, em Secret Invasion: Front Line.



 
02fev Felipe Pinheiro

Ender’s Game

 

Ender's Game

No futuro, a Terra foi arrasada pela invasão de alienígenas com forma insetóide, e a resistência começa com o treinamento de crianças superdotadas. Instáveis demais, os irmãos do pacifista Ender Wiggin foram barrados na academia militar, mas o pequeno Ender, que não deseja ir para a guerra, mas ele desenvolve habilidades que podem ser a salvação da humanidade. Esta é a trama de O Jogo do Exterminador (Ender’s Game), escrito por Orson Scott Card em 1985.

Após ficar quase uma década mofando em alguma gaveta de Hollywood, a obra deve finalmente chegar aos cinemas. A adaptação do livro será roteirizada e dirigida por Gavin Hood (do péssimo X-men Origens: Wolverine) e produzida por Alex Kurtzman e Roberto Orci (Star Trek) e Gigi Pritzker (The Spirit). Apesar do nome de Hood trazer um certo receio, não dá pra saber o quanto da culpa de Wolverine é sua ou da Fox, estúdio conhecido por interferir demais em suas adaptações, normalmente as prejudicando severamente.

O Jogo do Exterminador tem três continuações: Orador dos Mortos (que se passa em uma colônia espacial fundada por… brasileiros!), Xenocida e Os Filhos da Mente. A história também foi adaptada em várias minisséries pela Marvel Comics e quase virou um jogo, mas seu projeto foi cancelado no ano passado pela Epic, que comprou a produtora que o desenvolvia (a Chair).



 
02fev Felipe Pinheiro

O fim do White Stripes

 

White Stripes

Após 13 anos de carreira, a dupla White Stripes, formada pelo guitarrista Jack White e a baterista Meg White, anunciou sua separação no site da gravadora Third Man Records (que pertence a Jack). O comunicado diz que o fim do duo não se deve a diferenças artísticas ou a problemas de saúde, mas para manter o que há de “bonito e especial” na banda.

Vale lembrar que o último (e primeiro ao vivo) disco do White Stripes (Under Great White North Lights) foi lançado no ano passado e Jack (considerado por muitos como o mais – ou único – talentoso da dupla) vem se envolvendo em outros projetos, como a banda The Racounteurs.

Apesar de avisar que não mais entrarão em estúdio ou se apresentarão ao vivo, o duo ainda lançará seu material inédito. Podemos apostar que virão ainda muitas coletâneas. Afinal, qual a graça de uma despedida se não houver um bom lucro?



 
01fev Felipe Pinheiro

A Dança da Morte

 

A Dança da Morte

A Dança da Morte (The Stand) tem uma nova chance de chegar aos cinemas. A Warner Bros recuperou os direitos de filmagem do romance de Stephen King (após engavetar um longa que seria dirigido por ninguém menos que George A. Romero e perdê-los) e produzirá a adaptação junto à CBS Films. Apesar da negociação, no entanto, ainda não foram divulgados os planos do estúdio para o filme, que nem mesmo conta com roteiristas.

Originalmente publicado em 1978 (e revisado em 1990), A Dança da Morte trata da devastação da humanidade por um vírus conhecido como O Capitão Viajante. Nesta sociedade pós-apocalíptica, um grupo de refugiados tem que combater o terrível Randall Flagg e seus seguidores, que desejam reconstruir o mundo à sua imagem e semelhança. Flagg pode ser visto em outras obras de King, como Os Olhos do Dragão e a série A Torre Negra.

A obra já foi adaptada para a televisão em 1994, pela ABC, e conta com várias minisséries publicadas pela Marvel Comics (que fez o mesmo com outros trabalhos de King, como uma série de prelúdios de A Torre Negra). Os produtores de Lost, em várias oportunidades, comentaram que a série tem uma grande influência do livro.



 
31jan Felipe Pinheiro

Abraham Lincoln: Vampire Hunter

 

Algumas obras já despertam a curiosidade pelos elementos totalmente desconexos e aparentemente incompatíveis que agregam. Imagine, por exemplo, Orgulho e Preconceito com Zumbis, o encontro da refinada (zzz) literatura de Jane Austen com desmortos comedores de carne. Pois o autor dessa paródia, Seth Grahame-Smith, também escreveu Abraham Lincoln: Vampire Hunter, que traz o 16º presidente dos Estados Unidos descobrindo que sua mãe e seu avô foram mortos por vampiros e passa a caçar os monstros. Esta caça inclui um grande treinamento, a própria ascendência de Lincoln à Casa Branca e a Guerra Civil americana.

O livro está prestes a virar um filme com direção de Timur Berkmambetov (O Procurado) e que acaba de ganhar seu protagonista: Benjamin Walker (O Fera do vindouro X-men: First Class). Walker desbancou concorrentes como Andrien Brody (O Pianista, Os Predadores), James D’Arcy (O Mestre dos Mares), Josh Lucas (Hulk), Oliver Jackson-Cohen (Amor à Distância) e Timothy Olyphant (Duro de Matar 4.0, Justified).

Com produção de Tim Burton e Jim Lemley, Abraham Lincoln: Vampire Hunter chega aos cinemas em 22 de junho de 2012, em 3D.

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30jan Felipe Pinheiro

Os Quadrinhistas brasileiros

 

Muitos são os que dizem que quadrinhos são uma expressão cultural que destoa no Brasil. Em parte, é verdade, mas só pelo preconceito e pela pouca extensão que os gibis alcançam em nosso país. Podemos mesmo indicar que super-heróis são fruto da cultura bélica e “liberal” (com muitas aspas) e que, embora consumida no mercado brasileiro, dificilmente encontra boas produções tupiniquins. Mas, enquanto veículo literário, os quadrinhos são apenas um formato, pelo qual se conta qualquer história

Existem certas histórias universais, envolvendo amor, alegria, perdas, ou arquétipos clássicos, que podem ser contadas por qualquer povo. Além do mais, os quadrinhos também podem ser um lugar interessante para se conhecer histórias bastante regionais. Os quadrinhistas brasileiros que conheciam seu público, que não tentaram apresentar histórias de uma cultura que não os pertencia ou que não tentaram enfiar goela abaixo de seus leitores um regionalismo exacerbado e desinteressante fizeram seu nome ao longo dos anos.

Vamos conhecer alguns desses autores, mas já avisando que não é lá um trabalho histórico detalhado (aliás, nem mesmo é um trabalho histórico). Alguns (vários) nomes podem não se fazer presentes e vocês tem toda a liberdade de completar a lista.

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