19dez Felipe Pinheiro

Tron: O Legado

 

Tron

Seguindo o estabelecido em algumas franquias oitentistas que reacenderam nos últimos anos, como Indiana Jones, Tron: O Legado (Tron Legacy) é uma história de passagem de bastão. Sam Flynn leva uma vida sem muitas responsabilidades, ocupado apenas em pregar peças arriscadas na empresa que herdou do pai, Kevin Flynn, que desapareceu anos antes.

Eis que um velho amigo de seu pai lhe dá dicas para procurar seu paradeiro, e nesta busca Sam é transportado para a Grade, o mundo virtual que o Flynn sênior visitou anos antes, e que agora está sob as mãos de um novo tirano, que continua a promover jogos de gladiadores e tem planos bem específicos para nosso mundo.

Continuação de um sucesso que está prestes a completar trinta anos (!), sendo um dos primeiros filmes a usar a computação gráfica em larga escala (o que resultou em um visual que, ao mesmo tempo em que é icônico, chega a ferir os olhos, tamanha profusão de cores chapadas), o longa surge como a nova tentativa de criar mais uma franquia lucrativa (não só vendendo entradas de cinema, como DVDS, games e action figures), mas somente se firma em seus belos efeitos especiais, em sua ótima trilha sonora e no talento de Jeff Bridges em criar personagens carismáticos.

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16dez Luiz Jeronimo Stamboni

Os melhores games do ano

 

Fim de ano. Tão certo quanto a música da Simone, são as listas. Algumas são boas, outras têm qualidade duvidosa, mas o pior tipo de lista é a que visa a polêmica e nada mais que a polêmica. E não sei se esse foi o intuito da Time, mas se foi, conseguiram com sua lista dedicada aos melhores games de 2010. De acordo com os jornalistas da revista, os imprescindíveis são (em ordem de preferência): Alan Wake, Angry Birds, Red Dead Redemption, Halo: Reach, Super Mario Galaxy 2, Limbo, Super Meat Boy, Super Street Fighter IV, Starcraft II e Mass Effect 2.

Alan Wake é um bom jogo. Mas nada além disso. E sequer mereceria encabeçar essa lista. O mesmo pode ser aplicado ao caça níquel Super Street Fighter IV, que eu curto pacas, mas também não julgo digno dessa lista. Starcraft II e Mass Effect 2 deveriam fazer parte do mesmo panteão dos “excluídos”, valendo apenas para a seção de menções honrosas.

Minha lista consideraria: Heavy Rain, Call of Duty: Black Ops, God of War III, BioShock 2, Super Mario Galaxy 2, Red Dead Redemption, Splinter Cell: Conviction, The Legend of Zelda: Spirit Tracks, Angry Birds e Rock Band 3. Pode ser polêmica sobre polêmica, apesar de que, garanto, não seja esse meu interesse. Mas e aí, pra você, quais foram os melhores games de 2010?


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13dez Luiz Jeronimo Stamboni

Penney Design

 

E se Angry Birds, um dos jogos mais lucrativos da era app tivesse sido lançado para o Nintendinho? É, ele teria essa cara que você vê aí em cima. E essa é, mais ou menos, a proposta desse estúdio de design, o Penney Design que, de lá de Londres, brinca com a possibilidade de transformar parte do que a cultura pop tem de bom em estilo retrô 8 bits.

Lost, Inception, Transformers, 007 e até mesmo o Facebook. Tem muita coisa boa nesse portfólio, que eu sugiro que você salve em seus bookmarks para futuras referências. Se preferir, acesse seu Tumblr, com comentários para as ilustrações.


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09dez Luiz Jeronimo Stamboni

Donkey Kong Country Returns

 

Por muitas e muitas vezes cogitei a possibilidade de Donkey Kong Country, aquele clássico instantâneo lançado para Super Nintendo em 1994, ser meu jogo preferido. Na verdade, trata-se de algo mais que uma hipótese e muito provavelmente, junto das séries Zelda e Metal Gear Solid, a franquia DK esteja mesmo no topo dessa tríade. Até hoje – sem exagero algum – eu me impressiono com os gráficos e a jogabilidade de Donkey Kong Country.

Sendo assim, quando soube que a Big N estava ressuscitando a franquia, com a promessa de ser um retorno às raízes (esqueça aquele lixo que venderam na era do Nintendo 64…), fiquei com grande expectativa. E, depois de algumas boas horas de jogo, já posso escrever a respeito e testemunhar que Donkey Kong Country Returns é um jogo à altura do original.

A missão de trazer o gorila de volta ao triunfo foi dada à Retro Studios, a mesma da trilogia Prime de Metroid, já que a Rare, desde 2002, passou a desenvolver exclusivamente para a Microsoft. E apesar dessa grande mudança, o resultado foi primoroso. Tudo que fez de Donkey Kong um sucesso está lá. De sua inconfundível trilha sonora aos cenários nas minas. Do auxílio de outros animais aos chefes, grandes e bobos.

Um outro ponto de destaque é o multiplayer, cuja experiência é similar à vista em New Super Mario Bros. Wii, ou seja, interessante e divertida. O nível de detalhamento está espetacular e mesmo com o hardware um tanto quanto limitado do Wii, ainda mais se comparado diretamente com a concorrência, DKC Returns tem um dos melhores gráficos do console. Ah, o nível de dificuldade é insano o que, certamente, rende muito mais tempo de jogo. E nesse caso, ainda bem.

Por essas e outras, imagino que esse seja um jogo para os veteranos. Para quem jogou Donkey Kong Country horas a fio, perdeu muitas e muitas vidas nos carrinhos das minas e sofreu para passar com o Squawks pelos espinhos. Se você sabe bem do que estou falando, meu caro, esse jogo foi feito sob medida pra gente. Ponto pro Shigeru Miyamoto. De novo e de novo.


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03dez Luiz Jeronimo Stamboni

A Rede Social

 

Hoje estréia no Brasil o filme A Rede Social. O longa, que narra a história da criação do Facebook, tem direção do excelente – e transgressor – David Fincher (Clube da Luta, Sev7n e O Curioso Caso de Benjamin Button) que, no comando de Jesse Eisenberg, interpretando Mark Zuckerberg e Andrew Garfield, como o brasileiro Eduardo Saverin, mantém o nível assinalado em seus primeiros filmes.

O roteiro de Aaron Sorkin (Questão de Honra, Jogos de Poder e a série The West Wing) flerta com o livro “Bilionários por Acidente”, de Ben Mezrich. No livro são explorados, do ponto de vista de comentários de pessoas muito próximas à Mark Zuckerberg, todo o sexo, drogas, ganância e traição que envolveram o desenvolvimento da rede.

Se é um retrato fiel, bem ninguém pode dizer ao certo, mas de acordo com seus desdobramentos, que envolvem os processos dos gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss e do próprio Eduardo Saverin, co-criador do Facebook, Fincher e Sorkin parecem trabalhar em uníssono, entregando um relato, à sua maneira, tão interessante quanto convincente.

E grande parte do crédito deve ser direcionado às atuações, dos já mencionados Jesse Eisenberg e Andrew Garfield, passando por Armie Hammer (que faz os Winklevoss) e Justin Timberlake, como o insano Sean Parker (sim, o criador do Napster e um dos responsáveis pela forma como compartilha-se arquivos na internet hoje). Parker é, na mesma proporção, inteligente e prepotente. E parte do apelo comercial que o Facebook tem hoje, também deve ser creditado a essa personalidade.

A edição é insana, não linear e pontuada pela brilhante trilha de Trent Reznor (Nine Inch Nails), o que faz de A Rede Social um filme imperdível para a geração 140 caracteres.

Trailer:


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02dez Jaqueline Arashida

Seu Chico

 

Independente de gostar ou não, todo mundo – em algum momento da vida – já comentou sobre Chico Buarque. É fácil se identificar, se encantar e encanar com muitas estrofes simples e movidas de um sentimento nem sempre decifrável. Prefiro não falar dele, até porque gostar ou não é muito íntimo e não faltam matérias, crônicas e derivados sobre cada essência deste mestre apaixonante da MPB.

Vamos ao que interessa: Seu Chico, uma banda cover de Chico Buarque, formada por jovens músicos de Recife/PE. Uma ótima escolha pra quem tem interesse nesse tipo de banda e uma escolha melhor ainda pra quem tem receio e adora dizer que esse tipo de coisa não costuma ir pra frente. Afinal, permita-se ouvi-los e vá a um show.

O ritmo deles deixa o MPB de Chico com menos calmaria e mais pegada. Algo mais pop, mais improvisado e próprio pra você relembrar e, possivelmente, dançar o que normalmente só é possível ouvir deitado e em silêncio.

É mais uma banda que me dá a certeza de que as bandas independentes estão cada vez melhores e com estilo próprio, sendo estas covers ou não. O mais importante é conseguir transmitir aos outros o que lhes interessa e saber fazer bem o que propuseram. E isso, posso garantir que é o que eles mais sabem fazer. Aliás, mais uma banda cheia de sotaques e gingados diferentes dos paulistas, sulistas e cariocas. Não é melhor, nem pior… é delicioso e ponto.

A banda ainda não tem CD e as músicas no MySpace não estão com boa qualidade. Você pode acompanhar pelo blog da banda e encontrar algumas coisas no Youtube, mas mesmo assim eu repito: o show é a melhor opção. Fique atento na agenda desses meninos talentosos e vá de olhos fechados. Eu garanto.

Myspace: http://www.myspace.com/seuchico
Blog: http://bandaseuchico.blogspot.com


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30nov Felipe Pinheiro

Duna

 

Duna

Lançado originalmente em 1965, Duna é considerado um marco na ficção científica e para a literatura fantástica, ao inserir conceitos filosóficos e políticos no gênero e encontrar o primeiro volume da hexalogia de Frank Herbert, não é das tarefas mais fáceis, já que foi publicado pela última vez no Brasil em 1984, pela editora nova Fronteira. No entanto, os fãs da boa ficção científica podem comemorar: uma nova edição chega às livrarias pela editora Aleph.

A obra aborda um futuro distante, onde a humanidade está espalhada pelo universo, divida em feudos e toda a economia interplanetária gira em torno da Especiaria, um raro produto oriundo do desértico planeta Arrakis. É neste cenário que surge Paul Artreides, vítima de um grande jogo político e religioso e enviado a Arrakis, onde descobre os segredos do povo daquele mundo.

Após Duna, a dinastia de Artreides pode ser acompanhada nas continuações da publicação: O Messias de Duna (1969), Os Filhos de Duna (1976), O Imperador-Deus de Duna (1981), Os Hereges de Duna (1984) e as Herdeiras de Duna (1985).

Em 1984, David Lynch adaptou o livro para os cinemas, com Kyle MacLachlan como Artreides. O longa ainda teve a participação de Patrick Stweart e Sting. O primeiro e o segundo volumes da saga também viraram séries do Sci-Fi Channel. Um novo filme vem sendo cogitado pela Paramount, mas sua produção ainda vem se arrastando, o que levou os herdeiros de Hebert a darem um ultimato ao estúdio.

A editora Aleph tem um ótimo acervo, que inclui Laranja Mecânica, Neromancer, O Homem do Castelo Alto e diversas obras de Isaac Azimov. Duna tem 544 páginas e custa R$ 56,00. Este não é um publieditorial, apenas uma dica de uma boa oportunidade literária, comparável apenas, segundo Arthur C. Clarke (2001: Uma Odisséia no Espaço) a Senhor dos Anéis.


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29nov Felipe Pinheiro

As 50 animações da Disney

 

Disney

Com a estréia de Enrolados, neste final de semana, nos Estados Unidos, os estúdios Disney chegaram à marca de 50 longa-metragens animados, e, para festejar, promovem um grande evento nos cinemas americanos e ingleses em 2011. Além da nova versão da Rapunzel (que será lançada no Brasil em janeiro) e do novo filme do Urso Pooh (ou Puff, pra quem tem a minha idade), todos os 49 longas anteriores voltarão às telonas, com lançamentos semanais.

Assim, saudosistas e novos espectadores poderão conferir alguns dos maiores clássicos da sétima arte, como Branca de Neve e os Sete Anões (de 1937), Fantasia (1940), Alice no País das Maravilhas (1951) e A Espada era a Lei (1963), além de animações mais recentes como Aladdin (1992), Rei Leão (1994), Lilo & Stitch (2002) e A Princesa e o Sapo (2009), e a incursão da Disney pela animação por computadores, como Dinossauros (2000) e a Família do Futuro (2007).

Vale lembrar que, em celebração aos 25 anos de De Volta para o Futuro e seu lançamento em Blue-Ray, o clássico oitentista voltou aos cinemas britânicos. Quando veremos uma iniciativa tão legal nas salas brasileiras? Confira abaixo um pequeno aperitivo desta comemoração.


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22nov Felipe Pinheiro

Harry Potter e as Relíquias da Morte

 

Harry Potter

No que seria uma típica propaganda exacerbada, a Warner define o final da saga de J. K. Rowling como o evento de uma geração. Difícil acreditar, depois de anos vacinados pelo marketing pretensioso dos estúdios, mas é preciso.

O mesmo impacto que Star Trek e Star Wars tiveram em décadas passadas foi sentido nestes anos 2000. No início de 2002, um pré-adolescente ainda atordoado pelo Senhor dos Anéis de Peter Jackson correu a devorar o livro do inglês J. R. R. Tolkien e logo se deparou com quatro livros escritos por sua compatriota, Rowling, uma história relativamente simples, infantil, que ia ficando um pouco mais agitada e densa, à medida que as páginas avançaram. Lá estava eu, então com 15 anos.

Prestes a completar 25 anos, e tendo crescido às voltas de clássicos da ficção científica e dos quadrinhos, mas que notadamente pertenceram a gerações passadas, tive a oportunidade de assistir a Harry Potter e as Relíquias da Morte (parte 1), segunda parte do fechamento de um inegável evento da minha geração (fechamento esse que começou com o mediano Enigma do Príncipe). O que começou simples e divertido em A Pedra Filosofal toma ares sérios, tensos e violentos.

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18nov Felipe Pinheiro

Cowboys & Aliens

 

Cowboys & Aliens

Westerns e invasões de alienígenas são espécies já consolidadas no cinema, cada um em sua área. Podemos citar inúmeros clássicos de ambas, como “Três Homens em Conflito” e “Por Um Punhado de Dólares”, e, do outro lado da moeda, “O Dia em que a Terra Parou”, “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” (não é bem “invasão”, na conotação violenta da palavra, vale notar) e “Independence Day” (que não seria bem um clássico). Como imaginar, então, um mash-up entre dois gêneros tão diferentes, entre o velho-oeste sem tecnologia, mas lotado de homens valentes, e avançados invasores de outros mundos?

É o que Cowboys & Aliens, adaptação de uma história em quadrinhos da Sureshot Comics, vai responder. Dirigido por Jon Favreau (Homem de Ferro), o longa segue Zeke Jackson (Daniel Crag), que acorda no meio do deserto, sem qualquer memória do que teria acontecido, e portando um estranho objeto preso ao braço. Ao chegar na pequena e nada acolhedora cidade de Absolution, descobre que há uma recompensa pela sua cabeça, mas ele pode ser a única chance do lugar para sobreviver às naves que chegam no meio da noite. O filme conta ainda com Harrison Ford, Sam Rockwell (Homem de Ferro 2) e Olivia Wilde (House, Tron: Legacy).

O primeiro trailer foi divulgado, e dá para perceber que Favreau respeitou a essência dos dois gêneros, fundamental para aumentar a sensação de choque entre eles.


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