
Coraline e o Mundo Secreto é um dos indicados a melhor animação, no Oscar de 2010.
O britânico Neil Gaiman é, indiscutivelmente, um dos grandes nomes da literatura do século XX. Não falo apenas de quadrinhos. Gaiman transita entre as páginas escritas e os desenhos sequências de forma completamente natural, e a prova cabal disto é Sandman, primeiros quadrinhos a ingressarem na seleta lista dos mais vendidos do NY Times (na categoria literatura, para que ninguém discuta que a nona arte é, sim, parte do gênero).
As histórias de Morpheu e sua família de eternos, no entanto, por mais que seja seu melhor trabalho (e, arrisco a dizer, uma das, se não a melhor série em quadrinhos), não é o único de altíssimo nível. Fazem parte da lista quadrinhos, como Livros de Magia, Violent Cases, Eternos e Stardust, e livros em prosa, como Deuses Americanos, os Filhos de Anansi e Coraline.
Em conto de terror para crianças, como o próprio autor o define, a história traz a jovem Coraline Jones, de meros 11 anos e forte espírito explorador, que é levada pelos pais, dois escritores que pouco lhe despendem atenção, a uma velha casa no Oregon repleta de vizinhos estranhos. Gastando seu tempo ao não fazer absolutamente nada, ela então conhece uma nova realidade, muito mais colorida e acolhedora que a sua, onde uma Outra-Mãe a recebe de braços abertos. Tudo vai bem, até que Coraline percebe que pode estar caindo em uma terrível (e mortal) armadilha.
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