Fazia um tempo que eu não assistia um anime que combinasse tantos elementos da mitologia japonesa com comédia, luta e uma pitada de drama, desde Yuyu Hakusho. O nosso personagem principal não é o que chamaríamos de herói, ele foi escolhido à contra gosto. Seu nome? Sumimura Yoshimori, é o herdeiro de uma técnica poderosa e sucessor de uma importante linhagem de guardiões que vem protegendo as terras de Karasumori desde a época do Japão Feudal.

Com tiragens cada vez menores (e editoras comemorando se uma edição vende mais do que míseros 100 mil exemplares), a maior fonte financeira dos quadrinhos atualmente vem do licenciamento de seus personagens para os mais diversos produtos, com destaque para adaptações cinematográficas. Os cinemas estão abarrotados de longas inspirados em quadrinhos, flertando com gêneros que vão de super-heróis a Velho-Oeste.
Nesta nova corrida pelo ouro, o escritor escocês Mark Millar vem se destacando em levar seus personagens do papel para as telonas. Falastrão e chegado em uma boa polêmica, Millar, no entanto, é muito bom naquilo a que se propõe: quadrinhos inquietantes, violentos, divertidos e, algumas vezes, até mesmo mais profundos. São dele a ótima “Superman: Entre a Foice e o Martelo” e as melhores fases das versões ultimate dos X-men e Vingadores.
Alguns de seus melhores projetos autorais, como Wanted e Kick-Ass já foram adaptados para a sétima arte, e Chosen (que trata de um garoto de um subúrbio americano que pode ser o novo Jesus) está em negociações. O próximo na fila é Nemesis, que acaba de ganhar um diretor.

Esqueçam o péssimo filme dirigido por Stephen Norrington em 2003. A Liga Extraordinária (The League of Extraordinary Gentlemen) é uma das mais fantásticas criações de Alan Moore (o que não é pouco para o gênio responsável por Watchmen e V de Vingança).
Com traços de Kevin O’Neill, Moore reúne personagens de clássicos da literatura, sobretudo inglesa, como Mina Murray (Drácula), Allan Quatermain (As Minas do Rei Salomão) e Capitão Nemo (Vinte Mil Léguas Submarinas), em aventuras para defender o Reino Unido, se não o mundo. As histórias, carregadas do cinismo de Moore, se mesclam ao estilo literário e das histórias seriadas da época.
As aventuras da liga, que incluíram no segundo volume a invasão de marcianos da “Guerra dos Mundos”, são recheadas de citações a obras literárias antigas, algumas mais evidentes, outras escondidas para os fãs mais atentos. É o tipo de história em quadrinhos que, com diálogos afiados e boa dose de ação, é capaz de entreter boa parte dos leitores, mas encanta aqueles que tem um conhecimento literário mais profundo. Em “A Liga Extraordinária – Século: 1910″, Alan Moore continua a brindar a inteligência de seus leitores, algo cada vez mais raro e prazeroso.

Não é exagero dizer que Batman: Arkham Asylum, produzido pelo Rocksteady Studios, foi o melhor jogo adaptando o personagem e um dos melhores do gênero. Sucesso de vendas e de crítica, teve sua continuação anunciada há um certo tempo, mas sem grandes detalhes.
Foram divulgadas, então, as primeiras novidades sobre o jogo, que até então estava sendo chamado de Arkham Asylum 2. Com seu novo nome, um pouco da trama foi revelado, e traz certa inspiração em eventos de Batman Begins. Os internos do Asilo Arkham fugiram e tomaram um bairro em Gotham, fazendo com que boa parte desse distrito seja cercada e transformada em um novo Asilo. Isso mesmo, agora Batman irá enfrentar vilões e alucinados por boa parte da cidade, que está tomada pelo caos. Foram confirmados personagens como Coringa, Arlequina, Mulher-Gato e Duas-Caras e devem surgir novos vilões dos quadrinhos.
Com promessa de uma jogabilidade ainda melhor (mantendo ainda o equilíbrio entre o Batman furtivo e o porradeiro) e lançamento programado para o fim de 2011, Arkham City estará disponível para PCs, Playstation 3 e Xbox 360.

Com a compra da Marvel pela Disney, logo foi cancelado o ótimo desenho “The Amazing Spider-Man”, exibido pelo canal americano CW desde 2008. Embora os direitos de adaptação para os cinemas de alguns personagens da editora ainda estejam nas mãos de outros estúdios, como a Fox, o mesmo não acontece com os direitos para animação de boa parte de seus super-heróis. Assim, a Disney, através de seu canal Disney XD (sim, o nome do canal é um emoticon!), lançaria uma nova leva de desenhos animados da Marvel.

Provavelmente vou apanhar (e muito) dos fãs da banda, mas, vai lá: tudo (ou quase tudo) que Los Hermanos fazem é visando um fim comercial. Não que isto seja algo ruim (adoro a banda – embora não tenha saco para muitos de seus fãs), mas deve ser reconhecido. Desde surgir na mídia com a injustamente execrada música Ana Júlia (popzinho leve feito para ser tocado nos programas de auditório de domingo), passando por toda sua postura indie até culminar em sua “despedida”.

Se há alguma coisa que tentei aprender com Monty Phyton é sempre tentar ver o lado bom da vida (mesmo que se esteja crucificado… mas isso é outra história). Dessa forma, dá para encontrar até mesmo um lado positivo na série Crepúsculo. Há muito tempo os vampiros não estavam tão em alta na cultura pop americana e, entre produtos que visam apenas se aproveitar do sucesso da série teen (e que tem a mesma “qualidade”, vide The Vampire Diaries, exibido no Brasil pelo Warner Channel), surgem produções promissoras.
Com destaque, o vindouro filme de Will Smith (a quem, desde a Lenda, dou sempre um bom crédito de partida) que deve misturar a história bíblica de Caim e Abel com vampiros (muitos interpretam o castigo dado por Deus a Caim pela morte de Abel como o surgimento do vampirismo, e isto é base de muitas mitologias, influenciando o RPG “Vampiro: A Máscara”), a adaptação americana de “Deixe Ela Entrar” (e apesar de detestar essa mania dos americanos de fazer adaptações em vez de lerem legendas, o longa é bastante promissor) e, nos quadrinhos, American Vampire.

Um casal de cientistas envia seu único filho para a terra, o salvando da destruição de seu planeta e, ao chegar aqui, a criança é adotada por um casal de simpáticos fazendeiros, crescendo para se tornar o maior herói de seu mundo adotivo. A história do Superman é uma das mais difundidas da cultura pop, sendo conhecida por inúmeras pessoas que não tem o menor contato com os quadrinhos. Mas, sempre restou uma dúvida aos leitores: por que Jor-El não fez uma nave para toda sua família? Por que Kal-El teria que ser o último filho de Krypton?
Partindo desta premissa, surge a nova série da DC Comics, escrita pelo veterano Cary Bates, com arte do brasileiro Renato Arlem. Bates disse que esta é uma ótima oportunidade de se mexer tremendamente na mitologia do herói: nada de órfão tímido que vai descobrindo seus poderes de forma escondida com a ajuda de seus pais adotivos. Segundo o escritor, “passado o medo da invasão alienígena, a família El se torna a família mais famosa do planeta e vocês já podem adivinhar quem é o bebê mais fotografado do mundo?”. Bates ainda promete reimaginar os coadjuvantes do Superman, como Lois Lane, Lex Luthor, a equipe do Planeta Diário e a família Kent, neste novo mundo.
A minissérie, um bom retorno ao selo Elseworld (Túnel do Tempo, como é chamado no Brasil), que estava um pouco esquecido nos últimos tempos, começa a ser publicada nesta quarta-feira, nos Estados Unidos. Serão três edições de 56 páginas. Esperemos que, mesmo com a limitação de títulos da DC Comics que a Panini instituiu, esta história seja publicada no Brasil, nem que seja em algum encadernado.
Depois de quase 8 anos sem comprar um disco, ontem paguei 4 dólares no disco novo de Amanda Palmer. Em “Amanda Palmer Performs Popular Hits Of Radiohead On Her Magical Ukelele” Amanda Palmer faz exatamente o que o título do disco promete: ela toca as músicas mais populares do Radiohead em seu ukelele mágico. Leia o resto desse post »




