Quem nunca sonhou em visitar eventos de anime, games, quadrinhos e cultura oriental? Complicado seria deslocar-se pela cidade para visitar cada evento, não? Pois este ano você e milhares de pessoas poderão visitar quatro eventos diferentes, todos realizados em um mesmo local! Eles são o AnimeFriends, o AsiaFest, a ComicFair e o SP GameShow, que acontecem até o dia 19 deste mês.
Os Thundercats, cada dia mais, parecem estar retornando aos tópicos de interesse de quem curte a cultura pop. E nesse caso, propriamente dito, trata-se de um dos principais ícones dos anos 80. Eu por exemplo, sou muito mais feliz por ter assistido as aventuras de Lion-O e sua turma, que aprontavam altas confusões naquelas manhãs infantis.
Depois do anuncio do novo desenho, uma versão totalmente repaginada, os felinos estão ganhando seus action-figures. A Warner Bros. é dona da licença, portanto, espere coisa boa. Feito em poliresina, Lion-O é o primeiro a chegar às prateleiras. Mas, não se anime tanto, pois apenas 500 peças do boneco foram feitas e todas serão comercializadas somente na Comic-Con.
Para mais infos e fotos, visitem esse excelente blog de Hong-Kong, NeonPunch.
Desde 2005 a Zenescope Entertainment é reconhecida como uma das grandes produtoras de quadrinhos independentes. O projeto começou, como muitos outros, de forma até despretensiosa, mas tomou uma proporção que seus fundadores – Joe Brusha e Ralph Tedesco – não puderam imaginar. Ao menos, não tão rápido.
Primeiro eles começaram com uma adaptação dos contos dos irmãos Grimm e logo passaram a abordar o universo de Lewis Carroll, com sua versão para o país das maravilhas. O grande destaque? Os traços marcantes de seus desenhos sobre um roteiro recheado de libertinagem. Seus desenhos, logo de cara, deixam bem clara a intenção da proposta. Por essas e outras, fica a indicação, enquanto referência para a gama de designers que frequentam o Tarja e sempre me solicitam posts do gênero.
Apesar do site ter uma navegação que não flui em nada, vale conferir, principalmente os desenhos destinados à Alice.
A dinâmica da Dupla… Dinâmica… é bem simples: um personagem mais calmo e piadista (normalmente o Robin) se contrapõe a um violento e soturno (o Batman). Sempre funcionou assim (e a única vez que não funcionou envolveu um Robin violento, sem humor ou carisma algum – Jason Todd). Sempre, até Grant Morrison. Estréiam em Batman 92 (que chega às bancas brasileiras em julho) as histórias da revista americana Batman & Robin!
Com a morte de Bruce Wayner, Dick Grayson (o primeiro Robin) tomou o manto, e o novo menino-prodígio é Damian Wayne, filho de Bruce com Talia, filha do grande vilão Ra’s Al Ghul. Enquanto Dick é um Batman bem mais leve e bem centrado (embora algumas vezes sua inexperiência apareça, sendo um outro contraponto interessante ao Homem Morcego original), Damian se mostra um Robin violento, resmungão e indisciplinado. Mas, longe de ser um novo Jason Todd, ele ainda é carismático, respondendo por tiradas (agora, ácidas) fenomenais.
Como não bastasse ser uma reformulação inusitada da velha química de herói e parceiro-mirim, Batman & Robin tem uma trama ágil, com desenhistas fenomenais (o primeiro arco traz Frank Quitely), com arcos pequenos, mas que compõem uma história que vai se construindo gradativamente, com seus personagens (em especial, Damian) sendo bem desenvolvidos. Sem dúvidas, o ápice do trabalho de Morrison com a bat-franquia.
Como vocês devem ter notado, não falamos muito da saga Crepúsculo aqui no Tarja. A maioria de nós é um tanto leiga no assunto, por não ter oportunidade ou… minto, é por achar que aquela “saga” é ruim o bastante para desistir dela com trinta páginas ou cinquenta minutos de filme (eu fiz isso, admito). Mas, ela faz parte da cultura pop e deve ter algum mérito para atrair tantos fãs, a despeito de tantas críticas negativas.
É certo que muitas obras são produzidas para um determinado nicho, e, muitas vezes soam estranhas a quem está de fora (não foram poucas as críticas que já ouvi sobre a “breguice” da ótima série “Dr. Who”, que é premeditadamente tosca). Pensando neste olhar de nicho, e para termos uma opinião diferente da que é quase unânime entre nós, aqui do Tarja, convidamos uma fã (e, particularmente, uma grande amiga, e leitora do Tarja há bastante tempo) para redigir um post especial. E olhem, não é uma crítica ufanista de uma crepusculete adolescente, porque até nossas fãs de Edward e companhia não são óbvias. Dêem as boas vindas a Carol Felipe.
Imagine você, um garoto, filho único, simples, tímido, mas esforçado na escola e que ajuda a família que possui uma loja que vende equipamentos de pesca e organiza pescarias. E como em quase todos os animes japoneses, os que são tímidos esforçados e pacíficos, sofrem nas mãos de algozes impetuosos na escola. Essa era a vida de Makunouchi Ippo, até que um dia, ele é salvo por um boxeador.
Lembra quando você ligava aquele jogo que acabou de comprar, apertava start e começava a jogar sem nem precisar ler o manual ou passar por qualquer tipo de tutorial? Lembra quando você ligou Mario Kart do SNES pela primeira vez e simplesmente presumiu que ao apertar o botão A, o kart aceleraria e ao apertar o B, o kart freiaria? Pois é… esse época ficou para trás. Hoje as grandes empresas da indústria do videogame partem do princípio de que o jogador é essencialmente um débil mental.
Mesmo atualmente, quando com seu time mais fraco, o Saturday Night Live consegue me tirar fortes gargalhadas. Seja no Weekend Update, nas participações especiais de Tina Fey ou nos vídeos de Andy Samberg. E olha que estamos falando de um programa que é apenas laboratório para jovens humoristas americanos, país que costuma oscilar entre ótimos exemplares do humor, seja em stand up (George Carlin, só para citar um gênio), filmes ou sitcoms, e o pior possível, representado por aqueles filmes com humor escatológico que são reprisados à exaustão nas TVs abertas.
Não precisamos, então, citar o ácido e depreciativo humor britânico (meu preferido), como Monty Phyton, Ricky Gervais e Rowan Atkinson (que vai muito além de Mr. Bean) ou dos bons exemplares do humor brasileiro. Sim, para a surpresa dos mais novos, nosso país já foi palco de gênios do humor, em fórmulas inovadoras (mais surpresa). Jô Soares, com seu Viva o Gordo, os Trapalhões (especialmente em idos dos anos 80), Juca Chaves e o mestre Chico Anysio são alguns exemplos de um humor ácido, politicamente incorreto, hilário (aliás, elemento fundamental da comédia) e inteligente. Ainda hoje, aqui e alí despontam ilhas de qualidade, como o fantástico Furo MTV.
O que todos estes bons exemplares de humor têm em comum? Para poder tratar do tema, precisamos falar de alguns exemplos do atual (então, nada dos jurássicos do Zorra Total) humor brasileiro. Mais especificamente: CQC, Pânico na TV, Furo MTV e Legendários.
Há um certo tempo, falamos da chegada do escritor J. M. Straczynski aos títulos do Superman e da Mulher-Maravilha, prometendo renovações para ambos, em especial para a última. Depois de anos em uma péssima fase com a escritora Gail Simone, o polêmico escritor (responsável por uma ótima revolução com o Thor, mas momentos ridículos em sua passagem pelo Homem-Aranha) prometia transformar a heroína em um personagem relevante.
A partir da edição 600 do título mensal da princesa amazona, publicada nesta quarta-feira, nos Estados Unidos, Straczynski resolveu fazer um grande “reboot” com o universo da personagem, desconsiderando anos e anos de cronologia (e despertando a ira de alguns escritores, como Mark Waid). Em sua nova história, os Deuses modificaram o passado e tiraram a proteção que haviam colocado sobre a Ilha Paraíso. As amazonas foram atacadas e poucas sobreviveram, fugindo e levando consigo a pequena Diana, que foi criada em nosso mundo. Assim, somos apresentados a uma jovem heroína, que mal passou da maioridade (enquanto, na cronologia regular, já deve ter chegado aos 40) e está aprendendo a controlar seus poderes, bem como descobrindo o que aconteceu com sua mãe e à sua terra natal.
Acompanhando o novo rumo, Jim Lee criou um uniforme menos patriótico e mais urbano, mas que já tem levantado inúmeras críticas dos leitores. Reclama-se que o uniforme original é icônico, uma marca (inclusive comercial) muito forte, e que poderia ser atualizado, mas não tão modificado. O modelo feito por Lee é muito estranho, pop demais para uma personagem quase mitológica, mas fica um pouco melhor na arte do novo desenhista regular da revista, Don Kramer.
Sem querer criar qualquer comparativo de qualidade ou inovação, o início dos anos 2000 não só ficará marcado por Lost, mas por um evento da cultura pop de bem maiores proporções. É inegável, a despeito de qualquer crítica de originalidade ou qualidade retórica, que J. K. Rowling criou, ao longe de sete livros, uma narrativa envolvente, que acompanhou o crescimento da atual geração, com um herói que, apesar de representar o estereotipo clássico, e um vilão, que era nada mais que puro mal encarnado, nunca apresentaram-se unidimensionais, além de um bom grupo de coadjuvantes.
A Warner, percebendo o que tinha em mãos, criou uma série cinematográfica como poucas. Embora tenha produzido filmes medianos nas duas primeiras adaptações, já apresentava uma escolha pela qualidade, ao trazer um grupo que representava o melhor da interpretação britânica. Aos poucos, novos e inventivos diretores, uma trama mais madura, e a surpresa de atores-mirins que cresciam e demonstravam poder acompanhar o nível imposto por Alan Rickman, Maggie Smith, Gary Oldman e Helena Bonham Carter, só para citar alguns. Mesmo que se diga que Harry Potter é apenas um produto de entretenimento, poucos tiveram tanta qualidade e respeitaram leitores e a inteligência de eventuais espectadores.
Todas as atenções se voltam, então, para os dois longas que adaptam o último livro da série. Não há exagero no primeiro trailer, publicado ontem, que os define como o evento de uma geração.
Com Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint e Ralph Fiennes e direção de David Yates, Harry Potter e as Relíquias da Morte, partes I e II estréiam, respectivamente, em 19 de novembro de 2010 e 15 de julho de 2011.