
Damon Lindelof e Carlton Cuse tinham uma boa série em mãos, mas J. J. Abrams apareceu, e disse-lhes que poderia ser melhor. Disse-lhes que podiam flertar com a ficção científica, ajudou-os a transformar a história de um grupo de sobreviventes de um acidente aéreo em uma jornada espiritual, cheia de viagens no tempo, mistérios e personagens dissimulados. E, então, Abrams partiu, deixando nas mãos de Lindelof e Cuse responder se eram homens de ciência ou homens de fé. Jack Shepard abriu os olhos, começando, assim, a melhor série da história da televisão mundial.
Nada foi o mesmo após Star Trek, Star Wars ou o Senhor dos Anéis. Nada será o mesmo após esta série. Amada por uns, odiada por outros tantos, cativante, decepcionante, misteriosa, lenta, alucinante, inconstante, cheia de constantes, sem rumo, completamente planejada, ficção, drama, amor… única. O final de Lost, óbvio demais, e ao mesmo tempo surpreendente, trágico, ao passo que também é feliz, expõe o que é este show, um dos marcos da história da cultura pop: um programa complexo, que não teve medo de superestimar a inteligência de seus espectadores, que não fez concessões, provocou discussões, debates, reflexões.
O programa, então, disse: assim eu terminei. Não como vocês querem, mas como eu preciso terminar. Leia sobre seu trajeto e a derradeira vez que ouvimos “previously on Lost”, mas cuidado com os spoilers.
Leia o resto desse post »