
No início da semana passada, finalmente, nós brasileiros passamos a contar com um serviço que já tem 25 milhões de usuários. A Netflix é um sucesso lá fora e dado o nosso perfil, tem tudo para também emplacar por aqui. Logo no primeiro dia eu me cadastrei no serviço e pela noite fiz alguns testes usando o Playstation 3.
De início destaco a velocidade de streaming que, em nenhum momento sequer, travou. Mesmo com as condições precárias de banda larga que me são oferecidas. Porém, não sei se é justamente para evitar que esse tipo de problema não ocorra, mas a qualidade de imagem ficou a desejar. Um pouco melhor que o YouTube, eu diria. Nem o que está classificado como HD pode ser considerado de alta definição. A falta de qualidade é evidente, o que é uma pena.
No que diz respeito ao catálogo, eu curti bastante. Primeiro por que a Netflix interpreta – por assim dizer – o seu perfil de telespectador, montando um catálogo baseado em suas preferências de gênero. Coisa fina.

Imagem extraída de uma tela do serviço, com algumas de minhas preferências
O mais bacana é que as opções surpreendem. Muito embora lançamentos ainda não estejam previstos, dá para se perder um bom tempo vendo e revendo velharias, coisas que se assistia durante Sessões da Tarde ou até mesmo nos programas matinais, quando eles eram realmente bons. Ducktales, por exemplo, está com presença maciça. A busca por diretores costuma agradar. Eu por exemplo, que me interesso pelas obras de Kevin Smith, Iñarritu, Richard Kelly, entre outros, fui presenteado com belas (e até raras) películas desses profissionais da sétima arte.
E o melhor? Como o serviço ainda está em seu primeiro mês, tudo está free. E mesmo quando tiver de pagar, o custo não será elevado. A assinatura mensal sairá por módicos R$ 15,00. Custo baixo, dada a praticidade que o serviço oferece. Melhor será quando engrossarem o catálogo (que, repito, não está ruim para um lançamento) e melhorarem a resolução da imagem. O que espero, sinceramente, que aconteça com rapidez. Tendo feito isso, a Netflix deixa de ser cool e passa a ser imprescindível.