
Não me recordo com exatidão, mas acredito que foi no ano de 2007 que estreou no Tarja Preta a coluna Quadrinhópolis, onde, semanalmente, tentava discutir quadrinhos com menos seriedade e para um público mais leigo. Escrevia, antes, reviews de hqs para o site fanboy e tinha então uma oportunidade de falar com um público mais amplo e aos poucos fui tomando coragem para sair da minha área de conforto e me atrever a discutir toda a Cultura Pop, e mais além.
Menos seriedade? Pois é. Posso não fazer boas piadas (são piores que as do seu tio, que faz aquela do pavê, admitamos), mas sempre encontrei aqui um bom lugar onde um nerd tímido pudesse deixar de lado, por alguns momentos, seus livros de direito e discutir Douglas Adams, Lost e Grant Morrison.
Foram ótimos anos, onde contei com a amizade de Luiz Jerônimo, o Tarja, e com um público que, se nem sempre concordava, sempre respeitava, em uma bela e constante lição de amor à liberdade de expressão, pois, muitas vezes, estando eu errado, não tardava a aparecer alguém para corrigir, complementar, discordar, discutir e ensinar. O grande diferencial do Tarja Preta, no final das contas, são seus leitores: não muito ruidosos, mas de altíssimo nível.
Me diverti e aprendi bastante, mas tudo chega ao fim. Constantemente, precisamos parar um pouco, recarregar as baterias, e começar uma coisa nova. Assim é no trabalho, assim é na diversão, como aqui. Agradeço imensamente ao Luiz Jerônimo, aos parceiros que passaram pelo Tarja e, principalmente, a vocês, leitores.
Continuo por aqui, desse cantinho no nordeste brasileiro, e espero reencontrá-los em breve, Luiz e leitores, em algum lugar pela internet ou pelas ruas, em um novo projeto (projeto? Coisa de ex-BBB, hein?) ou algo do tipo. Se sentirem falta das minhas asneiras, estou a um chapéu de distância.
A vocês, e ao Luiz, não há melhor forma de me despedir do que dizendo “Até mais, e obrigado pelos peixes”