Como já dizia minha avó, enquanto andava de salto agulha nas calçadas esburacadas de São Paulo, “No pain, no gain”. Sábado fui ao Festival Planeta Terra, e como nada é perfeito, presenciei o show da Malla Jabalhães.

Enquanto a autista mais queridinha do Brasil babava e girava a hélice do seu boné no palco eu fiquei pensando “Meu Deus, como a vida dessa menina é fácil!” Você já parou pra pensar nisso?

Enumerarei os elementos que fazem Malla ser alguém na noite:
- Óculos de aro de tartaruga roubado do vô e que provavelmente, deve estar numa dificuldade danada de achar a dentadura.
- Roupas elzadas de um pobre garoto de 12 anos que deve andar pelado agora, ou usando as roupas de menininha da Jabalhães (não sei qual dos dois seria pior).
- Pesquisa rapidona na Wikipédia pra aprender sobre o Bob Dylan e falar que ele é a maior influencia de sua vida, mas não sabe citar qualquer outro artista de mesmo gênero.
- Fazer desenhos “belos” e conceituais no paint, pic nic e afins.
- Cara de boba eterna.
- Escrever músicas basicamente constituídas por onomatopéias e sons que lembram linguagem de bebê, por exemplo: Tátátá, Bababababá, Tchu tchu tchu Ru Ru e etc.
- Simular derrames enquanto canta.
- Conhecer as pessoas certas.

“Mas Chris, ela sabe tocar violão e só tem 16 anos” pensa você. “Grandes merdas” respondo eu. Nem todo mundo que SABE tocar um violão DEVERIA tocar um violão e/ou ter uma carreira artística, Supla esta aí pra provar isso.

Então Mallu, faça um favor para todos nós que temos Q.I. o suficiente pra perceber que isso é uma bosta e pra você mesma: volta pra escola e fica lá, sei lá, pulando elástico, desenhando casinha e comendo massinha (deve ser por isso que ela tem essa cara de boba) ou então entra logo na fase puta que todo artista prodígio tem, porque ao menos será divertido. Mas não raspe o cabelo, você não sustenta o look.