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31ago Luiz Jeronimo Stamboni

Stars

 

No Osheaga, maior festival de música do Canadá – que acontece em Montréal – e que tive o privilégio de presenciar há exatamente um mês o show do Arcade Fire e Weezer, também pude me deliciar com certas surpresas. Além dessas duas, que são respectivamente minha primeira e segunda bandas preferidas, também assisti ao show de Pavement e Sonic Youth. Mas duas em especial, relativamente desconhecidas, me chamaram a atenção. São elas: Metric e Stars. E hoje, vou indicar o som do Stars para vocês, caros hipocondríacos.

Apesar da Stars ter se formado em Toronto, foi em Montréal que ela viu que influenciaria os jovens indies. A cidade, por si só, é reflexo de uma cultura mais alternativa, que preza pelo underground e nesse contexto, com o lançamento Set Yourself on Fire, seu terceiro disco, que os críticos passaram a dar a atenção que esse grupo merecia. Não seria errado dizer que Ageless Beauty foi o single que lhes deu tal impulsão.

Algumas séries da Fox (da grade norteamericana) chegaram a usar músicas da Stars em episódios de O.C e Degrassi, mas foi pesquisando aqui e ali (leia-se Wikipédia), que descobri que a quantidade de fãs desse grupo canadense aumentou de forma considerável quando Daniel Radcliffe – o Harry Potter – afirmou que a Stars estava entre suas bandas preferidas.

O som deles é simplesmente sensacional. Há uma garota, Amy Millan, que alterna os vocais com Torquil Campbell que, em muitas e muitas vezes, soa a là Morrissey. Nos instrumentos, um lance experimental de fazer parar o tempo. É sério, sintetizadores com guitarras extremamente bem trabalhadas e vocais afinados e harmônicos, dão o grande tom, fazendo toda a diferença e provando que, apesar de não ser uma blockbuster, a Stars merece ser levada a sério.

Por essas e outras, recomendo fortemente esse som. Comece com Nightsongs, passe por Heart e Set Yourself on Fire e então, ouça In Our Bedroom After The War, para poder fechar com The Five Ghosts. Viu como é bom? Sem perceber, fiz menção a todos seus álbuns. Agora, é com você.

Site oficial e MySpace


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28jul Felipe Pinheiro

Arcade Fire e Terry Gilliam

 

Arcade Fire

No que pode resultar a união de uma das melhores bandas da atualidade com um dos mais inventivos diretores do cinema? É isto que vamos conferir em 05 de agosto, quando será transmitido ao vivo, pelo Youtube e direto do Madison Square Garden, o show do Arcade Fire dirigido por ninguém menos que Terry Gilliam (O Imaginário Mundo de Dr. Parnassus).

A apresentação deve contar com músicas do novo álbum do grupo, The Suburbs, no setlist e é a primeira do projeto Unstaged, parceira do Youtube com a Vevo, site relacionado a vídeos musicais da Universal, Sony e Abu Dhabi Media Co. Haverão ainda shows, em outras ocasiões, de John Legend (junto à banda The Roots) e outras três atrações ainda não anunciadas. Embora o site da Vevo não esteja disponível para o Brasil, boa notícia aos tupiniquins amantes da boa música: os shows serão transmitidos pelo canal do site no Youtube.

Confira o teaser do show, que deve ser Legen…wait for it… dary!

Untitled from Arcade Fire on Vimeo.



 
20jul Luiz Jeronimo Stamboni

Black Kids

 

Apesar do Black Kids ter lançado seu primeiro EP em 2007, só por esses dias eu fui realmente parar pra ouvir seu som e quando li que sua comparação mais próxima era o Arcade Fire, não pude resistir e fui conhecer a banda, começando pelo álbum Partie Traumatic, de 2008, (único até então).

A comparação é bastante válida, tanto pelas influências e referências new wave, dramáticas, quanto pela curiosa formação do grupo. A Black Kids conta com 5 integrantes, sendo dois deles descendentes de filipinos, tendo ainda 3 vocalistas, duas mulheres, que também tocam teclado. Não à toa, o empresário do grupo é o mesmo de minha banda preferida, que como muitos de vocês sabem, é a Arcade Fire.

Partie Traumatic empolga logo de cara. Hit the Heartbrakes é a canção que abre o disco, mostrando em seus primeiros acordes a intenção por trás de todo o projeto. Partie Traumatic lembra Robert Smith em seus melhores momentos e essa é, provavelmente, a música mais dançante de todo o disco, com muitos sintetizadores.

Pulando duas músicas, alcança-se o clímax de Partie Traumatic, com I’m Making Eyes At You. Música inspiradora, das mais criativas e belas. Sério mesmo. Depois disso, o álbum dá um tempo com mais duas músicas “comuns”, pra voltar a empolgar com uma boa sequência. As responsáveis por isso são Love Me Already, I Wanna Be Your Limousine e Look At Me (When I Rock Wichoo).

E de acordo com o site da banda, eles estão em estúdio desde fevereiro, produzindo canções para o sucessor de Partie Traumatic. Resta saber se conseguirão superar um álbum de estréia tão bom quanto esse, a maioria das bandas, promessas ou não, não conseguem fazê-lo. Contanto, recomendo fortemente a Black Kids, tenho certeza de que se conhecê-la, dificilmente você não irá gostar do que ouviu.


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07jun Luiz Jeronimo Stamboni

Grooveshark

 

Apesar de já fazer um bom tempo que o Grooveshark saiu, só recentemente passei a utilizá-lo com freqüência. Até então, eu acreditava que a melhor solução em playlists era o iTunes. Ledo engano. Na verdade, o Grooveshark é muito mais do que um “software” que organiza suas músicas, ele é também (mais do que tudo) um excelente buscador. Foi com ele que descobri algumas raridades, como músicas do Arcade Fire que eu ainda não conhecia ou até mesmo versões tributo para o Smashing Pumpkins, como Tonight, Tonight na versão do Panic! At The Disco.

O acervo do Grooveshark é gigantesco! E vale fazer uma menção importante, é um site de streaming livre de restrições geográficas. Ou seja, diferentemente do Hulu ou do Vevo, você pode acessar todo seu conteúdo de onde estiver. Óbvio que um serviço assim não escaparia das garras de gravadoras ambiciosas e retrógradas e seus advogados, vorazes e auspiciosos. A EMI e a Universal já processaram a Defendant Escape Media Inc., empresa proprietária do Grooveshark. Por ora, alguns acordos têm sido feitos e o Grooveshark continua no ar, firme e forte. Resta saber apenas por quanto tempo mais.

Os donos do Grooveshark até já tentaram lançá-lo na App Store, mas sem posição da Apple quanto a sua inclusão – leia-se NEGADO – a solução foi inserí-lo no catálogo da Cydia Store; aquela disponível para quem tem um iPhone/iPod com Jailbreak.


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27mai Luiz Jeronimo Stamboni

Arcade Fire

 

Eu ia deixar para falar sobre o Arcade Fire quando a banda lançasse seu próximo EP, com previsão de chegada já em 1º de junho. Mas após ouvir, na íntegra, duas das faixas que estarão presentes no disco, The Suburbs (faixa que também dá nome ao título do álbum) e Month of May, foi inevitável não me empolgar e dedicar mais um post à esse excelente grupo. Claro, além de estar falando de minha banda favorita.

The Suburbs é um dos discos mais aguardados do ano. Na verdade, desde seu avassalador álbum de estréia, Funeral, qualquer novo material divulgado pela banda se tornou uma produção com altas expectativas. E como pudemos conferir em Neon Bible, expectativa mais que superada.

Desde 2007 que o Arcade Fire não lançava nada e rumores de que a banda havia acabado foram reverberados pela internet. Mas graças aos bons deuses canadenses, Win Butler e cia deram continuidade a essa obra de arte sonora. Eu por minha vez, espero vê-los em minha ida para o Canadá, lá para meados de julho, sendo um dos grandes motivos desse intercâmbio, o show que eles realizarão em Montreal.

The Suburbs, o disco, chega no dia 3 de agosto. Até lá, aguardo ansiosamente.


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