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05fev Felipe Pinheiro

O Dia Mais Claro

 

O Dia Mais Claro

“No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá ante a minha presença…”. É assim que começa o juramento dos Lanternas Verdes. Com a chegada às bancas do oitavo e último número da saga A Noite Mais Densa, onde uma Guardiã renegada e o vilão Mão Negra se unem a Nekron e milhões de mortos para atacar os vivos no universo, a Panini Comics prepara o lançamento do próximo evento da DC: O Dia Mais Claro, decorrência direta dos eventos de A Noite (…).

The Brightest Day está sendo publicada nos Estados Unidos quinzenalmente, se alternando com Justice League: Generation Lost, reunindo a velha Liga de Keith Giffen contra um velho conhecido deles. No Brasil, O Dia Mais Claro #0 chega às bancas em março, trazendo o prólogo da maxissérie que terá 25 edições originais. No Brasil, serão 13 números.

A Panini, no entanto, não divulgou o preço da série, nem se Generation Lost integrará a revista (o que a deixaria com 100 páginas). Vale lembrar que 52 e Contagem Regressiva, duas séries semanais da DC Comics, foram publicadas no Brasil em dois volumes de 13 mensais, com 100 páginas.

O Dia Mais Claro reúne vários personagens da DC em uma trama onde todos tem missões específicas em suas vidas, que devem resultar na procura pelo novo protetor da Lanterna Branca. As várias tramas que se entrelaçam na série são escritas por Geoff Johns e Peter Tomasi (Tropa dos Lanternas Verdes), e conta com arte de Ivan Reis, Patrick Gleason, Ardian Syaf, Scott Clark, Joe Prado e Fernando Pasarin.



 
21jan Felipe Pinheiro

DC Comics e o Comic Code Authority

 

DC Comics

Possivelmente Freud tinha problemas com a mãe. Da mesma forma, o psicólogo americano Fredric Wertham devia lá ter seus próprios problemas, os quais o levaram a escrever o livro A Sedução do Inocente, culpando os quadrinhos de incitarem a delinquência juvenil e o uso de drogas (o que na minha terra chamamos de falta de uma educação eficiente por parte dos pais).

Inclusive, foi Wertham o primeiro a sugerir que Batman e Robin, até então vistos como uma dupla aventureira, um arquétipo clássico da literatura, eram um casal gay (não que seja algo errado, mas que foge da verdadeira dinâmica da dupla, chocou a sociedade da época e, o que é pior, tornaria Bruce Wayne um pedófilo, já que o Robin teria cerca de 12 anos).

A campanha de Wertham contra os quadrinhos foi pesada e não demorou muito a contar com forte apoio dentro da puritana sociedade americana, causando um forte impacto nas vendas e na liberdade artística dos quadrinhistas, sobretudo os que trabalhavam com super-heróis.

Nesta época (1954), surgiu o Comics Code Authority, cujo selo estampado nas capas dos gibis garantia aos pais e vendedores que aquelas revistas estavam “livres de quaisquer males que pudessem perverter os jovens”. Era uma espécie de censura a que se submetiam as editoras, muito pior que uma simples classificação indicativa.

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18jan Felipe Pinheiro

Flashpoint

 

Flashpoint

Depois de A Noite Mais Densa, que tomou a editora em 2009/2010 e deu início ao Dia Mais Claro, fase que, além de uma revista quinzenal, vem repercutindo por vários títulos da casa, A DC Comics está preparando alguns pequenos eventos para o início de 2011. Enquanto os Lanternas Verdes se encaminham para uma guerra civil na tropa, Geoff Johns e o desenhista Andy Kubert prepara Flashpoint, saga que se concentrará no Flash, viagens temporais e realidades paralelas e cujas sementes já começaram a ser plantadas no novo título mensal do Corredor Escarlate (ainda inédito no Brasil).

A primeira edição da nova fase do Flash já havia trazido algumas imagens desta história, com Barry Allen utilizando o uniforme do Flash Reverso, Paris debaixo d’água, a Mulher-Maravilha em trajes de guerra em uma Londres em chamas, alguém portando o anel dos Lanternas Brancos, uma instalação militar com o símbolo do do Superman na porta e um Batman um pouco mais sinistro.

Ao longo da última sexta-feira, começaram a ser divulgados pelo The Source, blog oficial da DC, alguns teasers que dão uma idéia de como os principais personagens da editora estarão modificados na nova realidade proveniente dos eventos de Flashpoint. Todos tem como mote a pergunta “O que aconteceu aos maiores heróis do mundo?”

“Ele gasta seus dias cuidando dos Cassinos Wayne” se refere ao Batman (que em muitas histórias de realidade alternativa é apresentado como um verdadeiro playboy); “Onde está o anel?” se relaciona com o Flash (vale lembrar que ele guarda seu uniforme em um anel) e “O casamento deles foi arranjado para impedir a guerra” trata do enlace da Mulher-Maravilha com o Aquaman.

Duas respostas ainda não foram elucidadas: “Passaram anos fazendo experiências de laboratório com ele” deve envolver o Superman, de acordo com a imagem da tal base militar com o famoso escudo do S. Já “A espaçonave nunca caiu” pode fazer referência ao Lanterna Verde, envolvendo a nave de Abin Sur.

Flashpoint chega às bancas americanas em maio de 2011, e deve ser publicada no Brasil em 2012.



 
14jan Felipe Pinheiro

Diário da Legião

 

Legião dos Super-Heróis

Em meio às várias Crises e reformulações que bagunçaram e reordenaram a continuidade da DC Comics, a Legião dos Super-Heróis, grupo de adolescentes do século XXX inspirados no Superboy, foi uma das que mais sofreu. Um dos grandes baques do grupo foi a reformulação do Superman feita por John Byrne no final da década de 1980, quando a infância super-heróica do Homem de Aço foi limada, o que prejudicava a origem do grupo, que foi rearranjada para tornar o herói Mon-El como seu inspirador.

O grupo passou por várias fases bem distintas, chegando a ser “resetado” duas vezes, o que criou três versões diferentes. Recentemente, após o restabelecimento de vários elementos da era de prata para o Superman (como o fato de ele ter começado sua carreira heróica ainda criança), o escritor Geoff Johns reuniu estas três versões na saga Legião dos Três Mundos e determinou a primeira Legião como oficial, deixando as outras duas como oriundas de mundos paralelos.

E essa confusão só aumenta quando vemos as histórias da equipe que foram publicadas no Brasil. Arcos (se não fases) inteiros foram solenemente ignorados, em especial pela editora Abril (sempre ela, claro). Por sorte, os fãs da Legião dos Super-Heróis podem contar com um verdadeiro “diário”, produzido por Dark Marcos (como é conhecido o quadrinhista brasileiro Marcos Pereira Melo), que vem recapitulando, em seu blog, todas as histórias em que o grupo fez parte nos Estados Unidos, em ordem cronológica. Atualmente, ele está em meio à polêmica e inovadora fase de Keith Giffen e Al Gordon.

Vale muito a pena uma conferida.


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17nov Felipe Pinheiro

Lanterna Verde

 

Lanterna Verde

Há alguns anos, Geoff Johns não só trouxe de volta o mais famoso dos Lanternas Verdes, Hal Jordan, como reestruturou toda a franquia do personagem nos quadrinhos, aumentando consideravelmente sua mitologia e o tornando uma peça central no universo editorial da DC Comics. Ao lado de excelentes artistas como Ethan Van Sciver e o brasileiro Ivan Reis, criou sagas que foram sucesso de vendas e críticas, como Lanterna Verde: Renascimento, Sinestro Corps War (terrivelmente chamada no Brasil de Guerra dos Anéis) e A Noite Mais Densa. Ao seu lado, estavam também Peter Tomasi e Patrick Gleason, responsáveis por Green Lantern Corps.

Com essa crescente importância, e uma história perfeita para os cinemas, uma fantástica Space Opera que mistura aventura, lealdade e grandes vilões, o Lanterna Verde logo se tornou a nova empreitada da Warner nos cinemas. O estúdio planeja substituir os filmes de Harry Potter por adaptações dos quadrinhos de heróis, especialmente animada pelo enorme sucesso do Batman de Christopher Nolan. Enquanto Superman e Flash começam a dar seus passos rumo a novos longas, o “Gladiador Esmeralda” deve chegar aos cinemas em junho de 2011, com direção de Martin Campbell (Cassino Royale), e Ryan Reynolds, Mark Strong e Blake Lively no elenco.

Após algumas primeiras imagens e algumas cenas não muito animadoras, o trailer do filme foi liberado na noite desta terça-feira. Admito que sou um grande fã do herói (talvez nem tanto quanto o Fábio Yabu) e posso não estar avaliando com a imparcialidade necessária (mas quando eu fui imparcial nesse blog, meus amigos?), mas o trailer diminuiu consideravelmente minhas poucas dúvidas a respeito do filme. Posso estar bastante enganado e me decepcionar no cinema, mas tudo indica que Lanterna Verde será fantástico.


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04nov Felipe Pinheiro

Novos Rumos para o Batman

 

Batman & Robin 16

Em 2006, o polêmico escritor escocês Grant Morrison assumiu o principal título mensal do Batman nos Estados Unidos, e, assim, nos últimos quatro anos, ditou as regras para o personagem e toda a Bat-família, revolucionando o status quo de um personagem de mais de 70 anos e, como sempre faz, dividindo os leitores.

Logo a princípio, em seu primeiro arco, introduziu Damian Wayne, psicopata infantil, filho de Bruce com Talia Al Ghul (esta, por sua vez, filha do vilão Ra’s Al Ghul). Surgiram novos vilões como o Dr Hurt, histórias antigas e anteriormente descartadas foram reincorporadas ao passado do personagem e uma conspiração foi sendo  traçada ao longo de vários anos, o que culminou na saga Batman R.I.P. (no Brasil, Descanse em Paz) e a aparente morte do herói em Crise Final.

O ápice dessa passagem de Morrison pelo universo do Homem-Morcego foi a revista Batman & Robin, que contou com o surgimento de uma nova dupla dinâmica, surpreendentemente bem aceita pelo público, além de uma série de fantásticos desenhistas, como Frank Quitely e Frazer Irving. Nesta quarta-feira, foi publicada nos Estados Unidos a 16ª edição da revista, última escrita por Morrison, em que uma revelação feita por Bruce Wayne promete abalar mais ainda as histórias do Batman e dividiu ainda mais os leitores.

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21out Felipe Pinheiro

Escolha o líder da Legião

 

Legião

Nos últimos anos, um dos grupos mais clássicos de heróis voltou às páginas da DC Comics, em ótimas histórias escritas por Geoff Johns e Paul Levitz. Após participações em histórias da Liga da Justiça e Superman, a Legião dos Super-Heróis protagonizou a ótima Legião dos Três Mundos, passou a ocupar algumas edições de Adventure Comics e a retomar para um título próprio, nos Estados Unidos (e, segundo a Panini Comics, essas histórias mais recentes da equipe podem ser publicadas no Brasil, em Universo DC).

Aproveitando a interatividade que marca essa geração, tão adepta das redes sociais, e tentando alavancar a popularidade dos heróis do século XXXI, a DC Comics promove uma eleição para a escolha do novo líder da Legião dos Super-Heróis. Até o dia 10 de novembro, leitores de qualquer parte do mundo podem acessar o site Legion Election e escolher qualquer um dos membros da atual formação do time.

Segundo os autores, qualquer que seja a decisão dos internautas, por mais esdrúxula que seja, ela será acatada. Que tal retornar ao cargo os fundadores da equipe, Cósmico, Satúrnia ou Relâmpago? Ou então escolher um dos antigos rejeitados da Legião, Polar? A equipe estaria melhor com uma mulher forte e decidida como a Vésper ou com o calculista Brainiac? Melhor ainda, que tal chutar o balde e eleger um dos azarões Quislet ou Tellus? Como ficaria a dinâmica do grupo dirigido pelo novato Portal? Sejam criativos, amigos.



 
05out Felipe Pinheiro

Zack Snyder é o diretor de Superman

 

Superman

Há poucos dias, falamos sobre uma lista de diretores cotados para a nova adaptação do Superman, lista esta que incluía Darren Aronofsky (Réquiem para um Sonho) e Zack Snyder (300, Watchmen). Nesta noite de segunda-feira, a internet foi tomada de assalto pela notícia, divulgada pelo Deadline, de que Snyder assumirá o filme, que tem produção de Christopher Nolan.

O cineasta, que é fã do personagem, já havia sido convidado pela Warner para assumir o projeto, mas na época não aceitou, devido à confusão do estúdio com suas adaptações, que agora conta com Nolan como “padrinho” das conversões dos personagens da DC Comics para a sétima arte.

Segundo Snyder, que assumirá os trabalhos tão logo termine a produção de Sucker Punch, não teremos Brandon Routh como o Homem de Aço (e voltamos aos boatos de que um grande nome da televisão pode virar o herói?) e o General Zod será o vilão. Aparentemente, não se tratará de uma continuação de Superman II (onde Terence “Kneel before Zod” Stamp interpretou o renegado kryptoniano).

O desafio do diretor é atualizar o Superman, mas sem esquecer seus valores clássicos. O herói é datado, mas isto pode ser usado como ponto fundamental para sua trama, e a escolha de Zod como antagonista, ao mesmo tempo em que viabiliza grandes cenas de ação (em Sloooooow Motion?), pode construir um bom drama: o alienígena que chegou a nosso planeta, incorporou nossa cultura e passa a ajudar seu novo lar contra aquele que quer impor seus próprios valores. Vale lembrar, também, que nos quadrinhos, há uma antiga rixa entre a família de Kal-El e o general.

Sempre respeitoso com o material com que trabalha, e com o auxílio do genial Nolan, Snyder pode fazer o trabalho de sua vida com o maior ícone dos quadrinhos ou pode entregar um filme raso e afundar de vez a carreira cinematográfica do protetor de Metrópolis. Esperemos que ele siga pro alto e avante.


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30set Felipe Pinheiro

Preacher

 

Preacher

Darren Aronofsky está mesmo disputado para dirigir uma adaptação de quadrinhos. Além da conversa que teve com Christopher Nolan a respeito do Superman, o diretor também teria sido convidado por Hugh Jackman (com quem trabalhou em A fonte da Vida) para dirigir Wolverine 2 e, segundo o Newsarama, pode não aceitar nenhum dos dois projetos para assumir a direção de Preacher, que adapta a obra de Garth Ennis e Steve Dillon.

A série (com o emblemático número de 66 edições) conta a história de Jesse Custer, um pastor que recebe poderes divinos e decide achar Deus, que teria desistido da humanidade, ao mesmo tempo em que é perseguido pelo Santo dos Assassinos. A viagem incluí uma ex-namorada, um vampiro beberrão, um descendente de Cristo com problemas mentais e toda a sorte de fanatismo e intolerância do interior dos Estados Unidos.

Quem conhece o trabalho de Aronofsky (em especial no pesadíssimo Réquiem para um Sonho) sabe que o cineasta sabe explorar muito bem a torpeza da alma humana, e pode dar um ar mais sério ao longa e limar boa parte dos exageros de Ennis, que enfraquecem seu trabalho.

Preacher quase virou série da HBO e filme dirigido por Sam Mendes, mas ambos os projetos naufragaram. A produtora planeja começar as filmagens em 2011, com roteiro de John August (Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas). Enquanto isso, no Brasil, sua publicação continua confusa: após passar por vários formatos e editoras, está sendo lançada pela Panini, em encadernados de luxo, mas sem previsão de continuação. Seria essa a maldição de Preacher, que atinge tanto sua publicação quanto sua ida aos cinemas?


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29set Felipe Pinheiro

Diretores para o Superman

 

Superman

A Warner tem que fazer o próximo filme do Superman funcionar. Não se trata “pode fazer”, mas de “tem que fazer” ou nada. Não só para substituir os lucros da série Harry Potter, mas o estúdio tem o compromisso com a família de um dos criadores do herói, Jerry Siegel, de levar o último filho de Krypton aos cinemas até 2012, como parte de um acordo que se desenvolve em um processo no qual a família Siegel exige os direitos sobre o personagem mais icônico da DC Comics.

Piora sua situação o fato do Superman ser bastante difícil de ser trabalhado. Nas mãos de bons escritores, podem-se desenvolver histórias riquíssimas, aproveitando o fato de Clark Kent ser um típico imigrante em terras americanas, criado em uma cultura que não lhe pertence e com valores morais que o tornam um homem deslocado no tempo. Mesmo sendo um homem invulnerável, a gama de conflitos que podem ser desenvolvidos em seu entorno é fantástica. No entanto, com maus criadores, ele é só um super-herói poderoso demais para que nos preocupemos com ele e anacrônico demais para despertar a a curiosidade das novas gerações.

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