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05jan Felipe Pinheiro

Meus 10 Quadrinhos de 2010

 

Já que ontem falei dos meus 10 filmes preferidos de 2010 (com algumas menções honrosas, claro), hoje passamos aos 10 quadrinhos que mais gostei nesse ano que se encerrou. Lembrando, novamente, que não estamos falando da melhor produção artística no gênero, já que não tenho conhecimentos técnicos para (e nem me importo em) um julgamento imparcial.

Como critério, valem aquelas histórias publicadas no mercado brasileiro em 2010. Foram selecionadas revistas ou encadernados que apresentem histórias completas (ou antologias de vários autores) ou títulos específicos dentro das revistas mensais. É bom lembrar que sua história preferida pode não estar aqui pelo fato de eu não tê-la lido ou não ter gostado. Acontece, e o que vale é o respeito às opiniões divergentes.

Aliás, fica uma boa oportunidade para os leitores do Tarja também expressarem quais suas HQs preferidas de 2010. Aproveitem os comentários.

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06ago Felipe Pinheiro

A Liga Extraordinária

 

A liga Extraordinária

Esqueçam o péssimo filme dirigido por Stephen Norrington em 2003. A Liga Extraordinária (The League of Extraordinary Gentlemen) é uma das mais fantásticas criações de Alan Moore (o que não é pouco para o gênio responsável por Watchmen e V de Vingança).

Com traços de Kevin O’Neill, Moore reúne personagens de clássicos da literatura, sobretudo inglesa, como Mina Murray (Drácula), Allan Quatermain (As Minas do Rei Salomão) e Capitão Nemo (Vinte Mil Léguas Submarinas), em aventuras para defender o Reino Unido, se não o mundo. As histórias, carregadas do cinismo de Moore, se mesclam ao estilo literário e das histórias seriadas da época.

As aventuras da liga, que incluíram no segundo volume a invasão de marcianos da “Guerra dos Mundos”, são recheadas de citações a obras literárias antigas, algumas mais evidentes, outras escondidas para os fãs mais atentos. É o tipo de história em quadrinhos que, com diálogos afiados e boa dose de ação, é capaz de entreter boa parte dos leitores, mas encanta aqueles que tem um conhecimento literário mais profundo. Em “A Liga Extraordinária – Século: 1910″, Alan Moore continua a brindar a inteligência de seus leitores, algo cada vez mais raro e prazeroso.

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29jul Felipe Pinheiro

Eu Sou a Lenda, por Steve Niles

 

Eu sou a lenda

Em tempos de vampiros que não assustam muita gente… ou nem mesmo são muito másculos… É sempre bom ler alguma coisa que respeite o espírito clássico dos chupadores de sangue. Melhor ainda se for escrito por Steve Niles, que resgatou bastante da violência desses monstros nas ótimas graphic novels de “30 Dias de noite”.

Desta vez, Niles une-se a Elman Brown para adaptar a perturbadora história do último homem na terra em “Eu Sou a Lenda”, de Richard Matheson. A adaptação é mais próxima do livro de Matheson que da mais recente incursão cinematográfica do conto, com Will Smith, trazendo um ar mais soturno (que é ajudado pela arte granulada de Brown) e com um pouco mais de misticismo, embora ainda contando com certas explicações “críveis”. Aqui, se deixa um pouco de lado os zumbis e a ciência para se focar nos vampiros, com o protagonista, Robert Nevile, protegendo seu lar com alho e espelhos.

Enquanto caça livremente durante o dia, os vampiros reinam absolutos durante a noite. Por quanto tempo Nevile conseguirá defender-se dos monstros que o cercam à noite e, ainda, manter sua sanidade, sabendo que pode ser o último homem vivo sobre a terra?

Publicado originalmente em 2003, pela IDW Publishing, “Eu Sou a Lenda” é um lançamento da editora Devir, tem 248 páginas em preto e branco, capa cartão e custa R$ 34,50.