
Em 2006, o polêmico escritor escocês Grant Morrison assumiu o principal título mensal do Batman nos Estados Unidos, e, assim, nos últimos quatro anos, ditou as regras para o personagem e toda a Bat-família, revolucionando o status quo de um personagem de mais de 70 anos e, como sempre faz, dividindo os leitores.
Logo a princípio, em seu primeiro arco, introduziu Damian Wayne, psicopata infantil, filho de Bruce com Talia Al Ghul (esta, por sua vez, filha do vilão Ra’s Al Ghul). Surgiram novos vilões como o Dr Hurt, histórias antigas e anteriormente descartadas foram reincorporadas ao passado do personagem e uma conspiração foi sendo traçada ao longo de vários anos, o que culminou na saga Batman R.I.P. (no Brasil, Descanse em Paz) e a aparente morte do herói em Crise Final.
O ápice dessa passagem de Morrison pelo universo do Homem-Morcego foi a revista Batman & Robin, que contou com o surgimento de uma nova dupla dinâmica, surpreendentemente bem aceita pelo público, além de uma série de fantásticos desenhistas, como Frank Quitely e Frazer Irving. Nesta quarta-feira, foi publicada nos Estados Unidos a 16ª edição da revista, última escrita por Morrison, em que uma revelação feita por Bruce Wayne promete abalar mais ainda as histórias do Batman e dividiu ainda mais os leitores.




