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05abr Felipe Pinheiro

Lanterna Verde: finalmente, o hype

 

Embora um trailer possa dar um leve indício de qual será o tom de um longa, e a forma como sua divulgação é feita possa dar indícios da confiança ou organização do estúdio, eles não podem ser parâmetro para a qualidade do filme, que só pode ser atestada após umas boas horas na sala de cinema. Mesmo assim, com o morno primeiro trailer e a parca publicidade de Lanterna Verde, não demoraram a aparecer fanboys e “especialistas” para dizer com todas as letras que a adaptação seria uma porcaria.

Eis, então, que surgem boatos de regravações, de descontentamento do estúdio, de desastrosas exibições preliminares, de atores oscarizados sendo chamados às pressas para redublar personagens, na intenção de que seus nomes chamem atenção ao longa. Enfim, nada de bom poderia sair da mais nova produção da Warner. Eis que, durante a WonderCon, em São Francisco, foi exibida uma prévia de quatro minutos que arrancou aplausos entusiasmados de quem esteve por lá. E essa prévia caiu na internet.

Como o próprio estúdio disse, o CGI ainda não está finalizado, mas já dá para notar que acertaram em cheio o tom do filme: um épico espacial.  Claro que não dá para dizer, com um trailer (por maior que seja) se o resultado final será satisfatório, mas que a sensação é ótima e o hype já está nas alturas, isso é inegável.

Em tempo, se note que Tomar-Re, personagem que Geoffrey Rush teria sido chamado “às pressas” para redublar, tem alguns movimentos característicos do ator (a forma como se apresenta, por exemplo), o que prontamente desmente o boato. E se Star Wars, o maior épico espacial de todos, tinha Han Solo disparando piadinhas, por que não esperamos para ver se as piadinhas de Reynolds.


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28fev Felipe Pinheiro

Oscar

 

Se tivesse que reduzir o Oscar de ontem a uma curta sentença, diria que não funcionou. A apresentação de James Franco e da linda Anne Hathaway foi morníssima, com completa falta de timing cômico e roteiro rasteiro, algo que se alastrou por quase todos os apresentadores, com exceção de Jude Law e Robert Downey Jr., que mantiveram a boa química e parte do cinismo de Sherlock Holmes, e na curta, mas ótima, aparição de Billy Crystal.

Além disso, tivemos vitórias completamente previsíveis (em parte, devido ao ótimo trabalho de Natalie Portman e Colin Firth, sem falar da supremacia da Pixar), que estiveram lado a lado de inexplicáveis (ou nem tanto, dada a forma como a Academia trabalha) prêmios de Melhor Diretor e Melhor Filme a nada mais que o Discurso do Rei (o que rendeu uma hilária reação de Pablo Villaça, crítico do Cinema em Cena).

Acompanhei a premiação por Streaming, escutando o bom videocast de Villaça (vocês podem conferir meus comentários no calor do momento – e com devidos erros nos nomes dos atores – pelo meu perfil do Twitter), e me livrei de Rubens Edwald Filho como o mestre do óbvio na TNT e Zé Wilker dando um show de comentários desnecessários na Globo (que só exibe metade da premiação, dada a importância artística do Big Brother). Wilker é um cinéfilo (e como eu não sou nenhum crítico treinado, não posso condená-lo), mas um cinéfilo que parou no tempo, sendo tão (ou mais) datado que um Arnaldo Jabor, por exemplo.

Em todos os anos ocorrem injustiças e incoerências e todo anos estamos nós, batendo cartão, idolatrando o evento, esperando que os melhores sejam agraciados e nos enfurecendo com as injustiças. Dá para explicar?

Bem, vamos aos vencedores da noite.

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25jan Felipe Pinheiro

Indicados ao Oscar 2011

 

Na manhã desta terça-feira foram anunciados os indicados ao 83º Oscar, que ocorre no dia 27 de fevereiro e será apresentado por James Franco e Natalie Portman (que concorrem a melhores ator e atriz). Bom lembrar que, um dia antes, serão conhecidos os “vencedores” do Framboesa de Ouro.

O Discurso do Rei teve o maior número de indicações, 12, no total, incluindo melhores filme, diretor, roteiro original, ator, ator coadjuvante e atriz coadjuvante. Já A Rede Social e A Origem disputam 8 estatuetas (notando-se a ausência de indicação de Christopher Nolan para melhor diretor), seguidos de O Vencedor, com 7 indicações.

Confira os indicados.

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25jul Luiz Jeronimo Stamboni

Piratas do Caribe

 

Piratas do Caribe não é o tipo de filme que me chama a atenção. Mas também não posso negar que é legal pra caramba ver o Johnny Depp em ação, como o “intrépido” Jack Sparrow. E pra ser ainda mais sincero, eu nem iria escrever sobre o próximo filme da franquia, o quarto, intitulado Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides (ainda sem tradução) se não fosse por um outro personagem, ou melhor, a participação de uma atriz em especial, Penélope Cruz.

Penélope interpretará um amor do passado de Jack (se é que isso é possível) e deve força-lo a encontrar a fonte da juventude, à bordo do Queen Anne’s, navio do famigerado Barba Negra. Barbossa (Geoffrey Rush) está de volta, como não poderia deixar de ser e nesse contexto vale a pena falar de uma ausência, a de Orlando Bloom. O que venhamos e convenhamos, pode ser até bem melhor.

Apesar de estar bem cedo, atente-se para essa data, 20 de maio de 2011, pois é nesse dia que Johnny Depp retornará aos cinemas à frente desse personagem tão carismático quanto o capitão Jack Sparrow.


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