Tags: Grant Morrison

05jul Felipe Pinheiro

Rebelião no Instituto Xavier

 

Novos X-Men

A Panini Comics publicou o quarto volume do run de Grant Morrison à frente dos X-Men, com arte de Frank Quitely e Phil Jimenez.

O novo encadernado traz os mutantes em franco sucesso, com a Corporação X espalhada pelo mundo e a revelação da identidade de Xavier e dos X-Men. No instituto, a explosiva combinação de adolescentes superpoderosos com hormônios a flor da pele, o assassinato de uma celebridade mutante e o surgimento de uma droga amplificadora de poderes resulta em uma rebelião. No mesmo volume, um diamante em pedaços: a investigação do assassinato de Emma Frost.

Novos X-Men volume 4: Rebelião no Instituto Xavier. Edição Especial encadernada, 124 páginas, papel LWC, R$ 21,50.



 
01jun Felipe Pinheiro

O Novo Universo DC

 

Surgiram muitos boatos sobre o que viria após Flashpoint, a nova megasaga da DC Comics que brinca com linhas do tempo alternativas. Boatos estes que foram aumentados com o anuncio que Jim Lee e Geoff Johns, novos cabeças da editora, marcaram para este mês e tomara ainda mais força com a observação de que a DC impôs o fim dos arcos de todas as suas revistas para agosto.

Eis que o Bleeding Cool sugeriu que a DC iria reiniciar a numeração de seus títulos. Logo, a especulação de que ela iria promover um reboot de suas séries, o que muitos (eu incluso) não levaram a sério, já que estes boatos sempre surgem em épocas de novas séries. Após Crise Infinita, por exemplo, a DC deu novos rumos a suas revistas, com o ótimo One Year Later, mas não chegou a reiniciar suas histórias.

No entanto, ontem, o Bleeding Cool confirmou que a casa do Superman vai mesmo reiniciar suas franquias, lançando 52 (número icônico, remete à série semanal 52 e ao número de universos no atual multiverso DC) novos títulos em setembro e seu universo será reiniciado. Fora esta a palavra, que indica que um novo status quo será dado a seus heróis, que muitos personagens desaparecerão e novas histórias serão contadas, no passo mais audacioso nas hqs desde a reformulação que criou a Era de Prata.

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04nov Felipe Pinheiro

Novos Rumos para o Batman

 

Batman & Robin 16

Em 2006, o polêmico escritor escocês Grant Morrison assumiu o principal título mensal do Batman nos Estados Unidos, e, assim, nos últimos quatro anos, ditou as regras para o personagem e toda a Bat-família, revolucionando o status quo de um personagem de mais de 70 anos e, como sempre faz, dividindo os leitores.

Logo a princípio, em seu primeiro arco, introduziu Damian Wayne, psicopata infantil, filho de Bruce com Talia Al Ghul (esta, por sua vez, filha do vilão Ra’s Al Ghul). Surgiram novos vilões como o Dr Hurt, histórias antigas e anteriormente descartadas foram reincorporadas ao passado do personagem e uma conspiração foi sendo  traçada ao longo de vários anos, o que culminou na saga Batman R.I.P. (no Brasil, Descanse em Paz) e a aparente morte do herói em Crise Final.

O ápice dessa passagem de Morrison pelo universo do Homem-Morcego foi a revista Batman & Robin, que contou com o surgimento de uma nova dupla dinâmica, surpreendentemente bem aceita pelo público, além de uma série de fantásticos desenhistas, como Frank Quitely e Frazer Irving. Nesta quarta-feira, foi publicada nos Estados Unidos a 16ª edição da revista, última escrita por Morrison, em que uma revelação feita por Bruce Wayne promete abalar mais ainda as histórias do Batman e dividiu ainda mais os leitores.

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24set Felipe Pinheiro

All Star: Superman

 

All-Star: Superman

All-Star: Superman é a próxima animação da DC Entertainment e da Warner, com lançamento em DVD e Blue-Ray no primeiro semestre de 2011. O desenho, baseado na minissérie Grandes Astros: Superman, de Grant Morrison e Frank Quitely, tem direção de Sam Liu (Liga da Justiça: Crise nas Duas Terras) e roteiro de Dwayne McDuffie (produtor da série animada da Liga da Justiça) e conta com James Denton (Desperate Housewives) dublando o Homem de Aço, Christina Hendricks (Mad Men) interpretando Lois Lane e Anthony Lapaglia (Without a Trace) como o vilão Lex Luthor.

Pelo primeiro trailer, nota-se que a adaptação não emulou muito bem o traço de Quitely e pareceu não seguir o clima de Era de Prata da HQ (que é, para mim, a melhor já feita para o Superman). Claro que é apenas uma primeira (e superficial) impressão, mas será uma pena  se a animação se desenrolar assim. Este clima (reforçado pela linda arte de Quitely) é cerne da história de Morrison, uma homenagem ao lado fantástico e aventureiro dos super-heróis, em aventuras simples, mas emocionantes, representados no seu maior ícone.

Vamos esperar, então, pela produção, e torcer para que não seja apenas mais do mesmo, o que para a DC entertainment não é exatamente uma crítica, já que vem sendo produzidos ótimos desenhos como o citado Crise nas Duas Terras, Capuz Vermelho e Mulher-Maravilha. Acontece que Grandes Astros merece mais, bem mais. Confira o trailer.


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21set Felipe Pinheiro

Grant Morrison e My Chemical Romance

 

Grant Morrison

Com muito esforço, dá para dizer que My Chemical Romance é uma banda passável. Embora não produza das melhores músicas, não chega a ser uma ofensa aos ouvidos, como a atual geração de rock teen. No entanto, seu vocalista, Gerard Way, vem se destacando como escritor de quadrinhos, e é responsável pela ótima Umbrella Academy, que tem arte do brasileiro Gabriel Bá.

E foi na época em que escrevia o primeiro volume da premiada hq que Way conheceu Grant Morrison, quadrinhista responsável por obras-primas como We3, Os Invisíveis, Homem-Animal e Grandes Astros: Superman, aquela que é começa a ser considerada por muitos como a melhor história em quadrinhos de um super-heróis. Desta amizade, além de inúmeras dicas do veterano autor ao novato, surgiu a idéia de que Morrison participasse de um clipe da banda de Way, o que foi bastante adiado.

Então, MCR lançou nesta semana um teaser do seu novo álbum, “Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys”. O divertido (sim, acreditem: divertido) vídeo , que também deve ser uma prévia do clipe do single “Art is The Weapon”, mexe com cosplays e outras maluquices bem ao gosto de Morrison, além de trazer o louco escritor escocês  como um caricato vilão.


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28jul Felipe Pinheiro

Joe The Barbarian

 

Joe The Barbarian

E falando em Grant Morrison, seu mais novo projeto autoral, Joe: The Barbarian, publicado pelo selo adulto Vertigo, com arte de Sean Murphy. Segundo o blog Robot 6, da Comic Book Resources, a produtora Thunder Road Pictures, cuja produção mais notável foi o remake de Fúria dos Titãs. Roteirista e diretor, no entanto, ainda não foram divulgados.

A história, que segue à risca o roteiro das maluquices genais de Morrison e é descrita pelo escritor escocês como uma mistura de “Esqueceram de Mim” com “Senhor dos Anéis”, acompanha o inseguro Joe, que, em uma noite chuvosa, é convocado para uma fantástica aventura, que reúne inúmeras referências à cultura pop, como os quadrinhos da DC, Transformers, Comandos em Ação, cowboys, astronautas e inúmeros outros que parecem ser brinquedos do garoto. Mas fica a dúvida: Joe realmente está participando de uma viajem por um universo paralelo, guiado por seu rato de estimação, ou tudo não passa de uma alucinação causada pela sua diabetes?

Esperemos que o filme seja fiel ao espírito “Sessão da tarde com alucinógenos” que Morrison empregou à revista, e não apenas um amontoado de efeitos especiais em 3D (alguma dúvida de que deve ser em 3D?). De qualquer maneira, a adaptação aumenta as chances de este ótimo material ser publicado no Brasil pela Panini Comics em um futuro próximo. Fiquemos de olho.



 
27jul Felipe Pinheiro

Grandes Astros Superman

 

Grandes Astros Superman

Ainda sobre a Comic-Con, uma outra grande novidade, pelo menos para os fãs do Superman e de Grant Morrison: foi confirmado um longa-metragem animado da série Grandes Astros Superman, com lançamento em DVD e Blu-Ray em 2011. Com textos de Morrison e desenhos de Frank Quitely, Grandes Astros é a melhor história já criada sobre o Homem de Aço, resgatando o clima da Era de Prata e trazendo um herói bem humano, ao mesmo tempo em que no auge de seus poderes. É o ícone máximo dos quadrinhos representado como nunca antes.

As animações em DVD e Blu-Ray da DC/Warner estão arrancando muitos elogios, mesmo adaptando algumas histórias em quadrinhos fracas (como o primeiro arco de Superman & Batman e Batman: Sob o Capuz), mesmo que com resultados bem mais interessantes que suas versões originais. No entanto, também já adaptou uma história de Morrison: Liga da Justiça – Terra 2. Embora tenha sido a melhor animação desta série de lançamentos, foi um pouco inferior aos quadrinhos que lhe deram origem.

É esperar para ver como vai se desenrolar esta nova animação, e se os belíssimos traços de Quitely serão emulados. O responsável pela adaptação, pelo menos, expira confiança: é Dwayne McDuffie, que envolveu-se na série animada”Liga da Justiça Sem Limites” e no ótimo longa animado “Liga da Justiça: A Nova Fronteira”.

Enquanto isso, também rolam boatos que Batman: Ano Um, de Frank Miller, também pode ganhar uma animação nestes moldes. E, para a TV, estréia em breve a série animada da Justiça Jovem e é prometida para 2011 uma série em CGI para o Lanterna Verde, na esteira de seu filme.

Como sempre, enquanto vem travando (e perdendo) uma briga com a Marvel nos cinemas, a DC Comics ainda reina absoluta no campo das animações.



 
09jul Felipe Pinheiro

Uma Dupla Dinâmica como nunca se viu

 

Robin

A dinâmica da Dupla… Dinâmica… é bem simples: um personagem mais calmo  e piadista (normalmente o Robin) se contrapõe a um violento e soturno (o Batman). Sempre funcionou assim (e a única vez que não funcionou envolveu um Robin violento, sem humor ou carisma algum – Jason Todd). Sempre, até Grant Morrison. Estréiam em Batman 92 (que chega às bancas brasileiras em julho) as histórias da revista americana Batman & Robin!

Com a morte de Bruce Wayner, Dick Grayson (o primeiro Robin) tomou o manto, e o novo menino-prodígio é Damian Wayne, filho de Bruce com Talia, filha do grande vilão Ra’s Al Ghul. Enquanto Dick é um Batman bem mais leve e bem centrado (embora algumas vezes sua inexperiência apareça, sendo um outro contraponto interessante ao Homem Morcego original), Damian se mostra um Robin violento, resmungão e indisciplinado. Mas, longe de ser um novo Jason Todd, ele ainda é carismático, respondendo por tiradas (agora, ácidas) fenomenais.

Como não bastasse ser uma reformulação inusitada da velha química de herói e parceiro-mirim, Batman & Robin tem uma trama ágil, com desenhistas fenomenais (o primeiro arco traz Frank Quitely), com arcos pequenos, mas que compõem uma história que vai se construindo gradativamente, com seus personagens (em especial, Damian) sendo bem desenvolvidos. Sem dúvidas, o ápice do trabalho de Morrison com a bat-franquia.


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28jun Felipe Pinheiro

Os mutantes de Morrison e Whedon

 

New  X-men

Boas notícias para os fãs brasileiros de duas das melhores (se não As melhores) fases dos X-Men. Durante muito tempo, a Panini Comics, que publica os personagens Marvel no Brasil, parecia adotar uma política de lançar o mais número possível de séries em encadernados, sem, no entanto, terminá-las. O cenário parece estar se modificando, pois, com o sucesso de vendas da linha Vertigo, a Panini tem dado continuidade aos livros que publica pelo selo: Y, o Último Homem, Fábulas e 100 Balas já ganharam continuações, e o mesmo irá acontecer com o “amaldiçoado” Preacher. Além do mais, a editora parece estar mais cautelosa e propensa a ouvir os pedidos (e críticas) de seus consumidores.

É aí que entram os estudantes (agora professores!) da Academia Xavier para Superdotados. New X-men, a controversa fase de Grant Morrison à frente do título mutante já teve dois encadernados publicados no Brasil: “E de Extinção”, em 2007, e “Imperial”, já em 2009. Foi, então, anunciada a publicação de “Novos Mundos”, que, com 365 páginas, reúne duas e meia coletâneas americanas (o que equivale ao “New X-men Ultimate Collection”, volume 2). Desse modo, apesar de despadronizar (e bastante) a coleção de seus leitores, fica clara a opção da Panini de acabar o quanto antes com a série (assim, faltariam apenas mais 13 edições originais, que poderiam ser publicadas em mais um encadernado).

Já a elogiada Surpreendentes X-men, de Joss Whedon e John Cassaday teve um encadernado lançado, “Superdotados”, com os dois primeiros arcos produzidos pela dupla. A Panini parecia querer publicar uma nova edição no início de 2010, contendo o arco seguinte, o que quebraria a versão americana (que publicou os dois últimos arcos). Fãs ficaram revoltados e a editora voltou atrás. Correm boatos de que um encadernado, aos moldes do original, será publicado ainda este ano, terminando mais esta fase, que é presença obrigatória na biblioteca de qualquer admirador de boas histórias de super-heróis.


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06mai Felipe Pinheiro

A Batalha Pelo Capuz

 

A Batalha pelo capuz

Batman está morto, longa vida ao Batman. Com as sagas Batman: RIP e Crise Final, o quadrinhista Grant Morrison assassinou o Batman, ou melhor, Bruce Wayne. Nos últimos meses, as revistas relacionadas ao universo do morcego, incluindo Detective Comics e Asa Noturna, estiveram em uma espécie de luto. Entre algumas histórias ruins ou medianas, destaca-se a ótima “O que Aconteceu com o Cavaleiro das Trevas?” de Neil Gaiman, publicada no Brasil pela Panini Comics em Batman, edições 88 e 89. Mas é necessário um novo rumo para as revistas do herói, e surge um novo Batman.

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