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25jul Luiz Jeronimo Stamboni

Piratas do Caribe

 

Piratas do Caribe não é o tipo de filme que me chama a atenção. Mas também não posso negar que é legal pra caramba ver o Johnny Depp em ação, como o “intrépido” Jack Sparrow. E pra ser ainda mais sincero, eu nem iria escrever sobre o próximo filme da franquia, o quarto, intitulado Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides (ainda sem tradução) se não fosse por um outro personagem, ou melhor, a participação de uma atriz em especial, Penélope Cruz.

Penélope interpretará um amor do passado de Jack (se é que isso é possível) e deve força-lo a encontrar a fonte da juventude, à bordo do Queen Anne’s, navio do famigerado Barba Negra. Barbossa (Geoffrey Rush) está de volta, como não poderia deixar de ser e nesse contexto vale a pena falar de uma ausência, a de Orlando Bloom. O que venhamos e convenhamos, pode ser até bem melhor.

Apesar de estar bem cedo, atente-se para essa data, 20 de maio de 2011, pois é nesse dia que Johnny Depp retornará aos cinemas à frente desse personagem tão carismático quanto o capitão Jack Sparrow.


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13mai Felipe Pinheiro

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus

 

O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus

“O importante é saber a hora de desistir”. Eis uma frase não conhecida por Terry Gilliam. Alguns dos melhores filmes do ex-Monty Phyton estiveram cercados por intempéries. Da tempestade no único dia em que filmariam cavalos (sendo que a produção não tinha mais um centavo para alugar os animais em outro dia) no “épico” medieval Monty Phyton em Busca do Cálice Sagrado até o sem fim de chuvas torrenciais e problemas com o ator principal em sua versão de Dom Quixote, o diretor, responsável por clássicos como Brazil e Os 12 Macacos, parecia ter enfrentado seu maior desafio, a morte do protagonista em plenas filmagens. Mas, o que parecia um problema sem solução e o sepultamento de mais um projeto de Gilliam, virou uma das melhores obras de sua filmografia: O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus.

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25abr Felipe Pinheiro

Alice no País das Maravilhas

 

Alice de Tim Burton

Tão logo Alice, novo projeto de Tim Burton junto à Disney, tem início, a pequena protagonista desperta de um pesadelo e, temendo estar ficando louca, é consolada pelo pai, que afirma que as melhores pessoas do mundo são um pouco piradas. Ao que parece, meses de expectativas findariam, então, no melhor trabalho do cineasta que, mais do que acostumado a personagens ensandecidos e tramas caóticas, mas com significados belíssimos, encontraria na obra de Lewis Carroll sua maior realização. No entanto, acabou-se em uma armadilha ao próprio Burton.

Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho são mais do que meros livros infantis, coletâneas de episódios lúdicos. Confundindo os universos infantil e adulto (fruto do provável relacionamento de Carroll com a menina Alice Lidell, talvez?) ambos os livros trazem discussões políticas, monólogos filosóficos e metafísicos e jogos matemáticos, o que os tornam atrativos para um sem fim de diretores que já os adaptaram às mais diversas mídias, mas sem compreendê-los em sua plenitude. Burton comete o equívoco de acreditar que havia lhes compreendido, e acaba produzindo mais uma Alice que não é uma Alice.

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